MATO GROSSO

Governo investe R$ 10 milhões na construção de novas escolas estaduais em Sorriso


O Governo de Mato Grosso está investindo cerca de R$ 10 milhões na construção de duas novas escolas estaduais em Sorriso (420 km ao norte de Cuiabá). Além de se tratar de sedes novas, as unidades vão aumentar a oferta de atendimento para alunos do ensino fundamental e médio da região.

Com capacidade para atender 500 alunos por turno (matutino e vespertino e noturno), a Escola Estadual Mário Raiter está sendo construída com investimentos de R$ 5,4 milhões, dos quais R$ 108.737,78 mil de contrapartida da Prefeitura Municipal.

A unidade fica localizada em uma área com 1.200 casas onde não há nenhuma unidade escolar nas proximidades. A construção está com 30% das obras realizadas e se encontra na fase de assentamento dos blocos.  A próxima etapa compreende a colocação de cobertura e revestimento do piso. O prédio terá 16 salas de aula, refeitório, banheiros, biblioteca, laboratórios, dependências administrativas, cozinha e quadra poliesportiva coberta.

Secretário Alan Porto durante agenda no interior de Mato Grosso

Na Escola Estadual da Polícia Militar Tiradentes Cabo Antônio da Silva Amaral, localizada no bairro Portal Kaiabi, as obras foram iniciadas no ano passado e estão 45% executadas. Atualmente, está sendo feito o reboco dos blocos. A próxima etapa será a colocação de cobertura e instalação hidráulica.

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O prédio também contará com 16 salas de aula, refeitório, banheiros, biblioteca, laboratórios, dependências administrativas, cozinha e quadra poliesportiva coberta.  Os recursos aplicados são de R$ 5,1 milhões. Os alunos da unidade são atendidos hoje em uma estrutura compartilhada com uma universidade privada, após uma parceria com o município.

“O ambiente é um aspecto extremamente importante no trabalho de gestão escolar e qualidade para o trabalho dos professores e aprendizado dos estudantes. Com um prédio próprio, não precisaremos ficar mudando o local das aulas e isso também é uma forma de deixar os alunos seguros e empolgados com o novo espaço. Atualmente, atendemos 1.100 alunos e, com a com nova sede, poderemos ter até 500 novas vagas”, ressaltou diretor da escola militar, o tenente coronel Ilton Botelho da Costa.

A previsão da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) é que a escola entre em funcionamento em 2023. “Temos o compromisso de cumprir o cronograma das obras e acredito que a escola estará em funcionamento ainda no início de 2023.  Quem ganha com as obras são os nossos profissionais da educação e, principalmente, os nossos estudantes”, destacou o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, durante a vistoria das obras nesta quarta-feira (16.02).

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Fonte: GOV MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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