AGRONEGÓCIO

FAEP orienta produtores sobre como pedir renegociação de dívidas pela seca


A Federação da Agricultura do Paraná (FAEP) elaborou uma nota técnica sobre como os produtores devem agir para pedir renegociação de dívidas devido às perdas pela seca na safra 2021/22 às instituições financeiras. Esse é um instrumento previsto no chamado Manual de Crédito Rural (MCR), em situações como as que são vividas nessa temporada, com prejuízos praticamente generalizados causados pela falta de chuva que afetou especialmente os cultivos de soja, milho e feijão.

Para acessar a Nota Técnica e o Modelo para solicitação, clique aqui.

O item que trata do pedido de prorrogação de custeio é o MCR 2-6-4 e o de novas condições de pagamento para investimentos é o MCR 11-1-4. Em ambos os casos, alguns documentos são necessários para oficializar a solicitação, como o laudo feito pelo engenheiro agrônomo que presta assistência técnica ao agricultor. Nele deve constar o relato das ocorrências com indicação das perdas.

“É importante que o produtor protocole pedidos de prorrogação, no mínimo, 15 dias antes do vencimento da operação de crédito, com laudo assinado por assistente técnico e um quadro demonstrativo da capacidade de pagamento, mostrando receitas e custos da safra”, relata Ana Paula Kowalski, do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP/SENAR-PR.

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Outro ponto importante de atenção tem a ver com o decreto municipal de situação de emergência. “As prefeituras dos municípios afetados pela seca são responsáveis por decretar a situação de emergência e apresentar os documentos obrigatórios à Defesa Civil para cadastro em sistema, análise e deferimento do processo estadual e federal”, esclarece Ana Paula.

Sobre esse aspecto, até o dia 8 de janeiro, a decretação de situação de emergência foi realizada por adesão dos municípios interessados ao Decreto Estadual 10.002, publicado em 30 de dezembro de 2021. Os municípios ainda podem decretar situação de emergência, mas não mais por adesão ao decreto estadual, mas mediante cadastro de ocorrência e realização de todo o processo de reconhecimento federal da situação de emergência.

No site da Defesa Civil do Paraná é possível verificar o passo a passo de como o município deve fazer para decretar situação de emergência. Para acessar clique aqui.

A Nota Técnica está disponível aqui.

Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Indonésia se torna segundo maior destino dos miúdos bovinos brasileiros

Menos de um ano após a abertura do mercado, a Indonésia já se consolidou como o segundo principal destino dos miúdos bovinos brasileiros, atrás apenas de Hong Kong. Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil exportou mais de 12 mil toneladas do produto para o país asiático, em operações que somaram US$ 19,5 milhões.

A dimensão do mercado indonésio ajuda a explicar esse desempenho. Com mais de 284 milhões de habitantes, o país importou, somente em 2025, mais de 70 mil toneladas de miúdos bovinos de diferentes origens, movimentando mais de US$ 150 milhões.

A presença brasileira nesse segmento também é expressiva. Entre janeiro e maio de 2026, o país exportou mais de 106 mil toneladas de miúdos bovinos para 117 destinos, com receita de US$ 256 milhões. Em 2025, os embarques superaram 267 mil toneladas e geraram US$ 605 milhões em receitas.

A abertura do mercado indonésio para os miúdos bovinos brasileiros ocorreu em agosto de 2025. No mês seguinte, 17 frigoríficos de carne bovina foram incluídos na lista de exportadores habilitados, elevando o total para 38 estabelecimentos autorizados. Em janeiro deste ano, outras 14 unidades foram habilitadas, ampliando para 52 o número de estabelecimentos aptos a exportar carne bovina ao país.

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A ampliação das habilitações acompanha o fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Indonésia. Atualmente, o país asiático ocupa a 11ª posição entre os principais destinos do agronegócio brasileiro. Nos cinco primeiros meses deste ano, as importações de produtos agropecuários brasileiros superaram US$ 1 bilhão, com destaque para o complexo soja, fibras e produtos têxteis, além de fumo e seus produtos.

Com menor demanda no mercado interno, mas amplamente consumidos em diversos países, os miúdos bovinos encontram no comércio internacional uma importante alternativa para ampliar o aproveitamento econômico do animal, reduzir desperdícios e gerar receita adicional para a cadeia produtiva da carne bovina.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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