CUIABÁ

Líderes comunitários alinham com presidente da Câmara andamento da construção do Centro Multiuso de Cuiabá


Secom Câmara

O espaço será construído no bairro Barra do Pari

O presidente da Câmara de Cuiabá Juca do Guaraná Filho (MDB), recebeu na última terça-feira (25), representantes da União Cuiabana de Associação de Moradores de Bairros (Ucamb), e da Federação Matogrossense de Associações de Moradores de Bairros (Femab).&nbsp
Durante o encontro, os líderes comunitários debateram pautas importantes com o chefe do Legislativo, dentre elas: a construção do Centro Multiuso para a realização de atividades sociais, capacitação, lazer e integração.&nbsp
O espaço será construído no bairro Barra do Pari, em Cuiabá,&nbspcom o intuito de sediar as atividades da comunidade local e das regiões adjacentes.&nbsp
“Aqui é a casa do povo e o Juca do Guaraná Filho sempre nos deu acesso livre a esse parlamento. A Câmara de Cuiabá nesta gestão tem mostrado que de fato é a casa do povo. A gente chega com problemas e voltamos com soluções” disse o presidente da Femab, Walter Arruda.&nbsp
Juca do Guaraná Filho destacou o compromisso que tem com os líderes comunitários, que de fato sabem os problemas da população, e lembrou que o papel dos vereadores é buscar soluções.
“O movimento comunitário tem um importante papel na sociedade. Esses líderes, que fazem um trabalho voluntário, sabem quais são os problemas que a população de fato enfrenta. E nós estamos aqui para buscar soluções junto ao Executivo. As portas do legislativo estarão sempre abertas para o povo”, disse Juca do Guaraná Filho
Centro Multiuso
No projeto, o centro será composto por dois salões para eventos, sendo um deles com palco banheiros masculino e feminino cozinha espaço reservado para bar e lanchonete salas de reuniões circuito administrativo, com salas para diretoria, secretaria e assessoria e depósito.
Além disso, o espaço comunitário contará com vagas de estacionamento cobertas, no subsolo, e outras na área externa.
A estrutura terá dois pavimentos e será levantada em uma área de mais de 6 mil metros quadrados.&nbsp
A previsão é de que, a partir da conclusão do processo licitatório e da assinatura da ordem de serviço, a obra seja executada em oito meses.
A Secretaria de Obras Públicas tem a primeira sessão pública marcada para o dia 21 de fevereiro. De acordo com o edital, o valor estimado para aplicação na construção é de R$ 3.049.351,69.
Os centros multiuso possibilitam a realização de atividades sociais, de capacitação, de lazer, integração e ainda debater sobre demandas das comunidades.

Secom Câmara

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CUIABÁ

Prefeito suspende por decreto aprovação de lotes abaixo de 200 m² e medida vai parar na Justiça

Especialista em Direito Imobiliário e Diretor Jurídico do CRECI/MT, afirma que prefeito não pode suspender efeitos de lei municipal por ato do Executivo

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou decreto suspendendo, por tempo indeterminado, a aprovação de novos projetos de loteamento e desmembramento que prevejam lotes com menos de 200 m² e frente inferior a 10 metros. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município que circulou na quinta-feira (25) e já é alvo de uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade proposta pelo MDB, atendendo solicitação o Pré Candidato a Deputado Federal, CLAUDECIR CONTTREIRA.

O Decreto nº 12.169/2026 determina que a Prefeitura deixe de analisar, emitir diretrizes e aprovar projetos que não atendam aos novos parâmetros até que entre em vigor uma nova legislação urbanística municipal. Na prática, ficam suspensas aprovações que hoje são permitidas pela Lei Complementar nº 389/2015, que estabelece área mínima de 180 m² para os lotes.

Embora o decreto afirme que a lei continua em vigor e que a suspensão tem caráter temporário, a medida impede a aplicação prática da legislação vigente aos processos em andamento e aos novos pedidos protocolados no município.

A constitucionalidade do decreto é contestada pelo advogado especialista em Direito Imobiliário e Direito Condominial, Miguel Zaim. Segundo ele, o prefeito não pode, por decreto, restringir a eficácia de uma norma aprovada pelo Poder Legislativo.

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“À primeira vista, eu vejo que esse decreto é inconstitucional. O prefeito não pode legislar por decreto ou suspender a eficácia de uma norma que está em vigor. Para alterar essa regra é necessária outra lei, debatida e aprovada pela Câmara Municipal”, afirmou.

Na avaliação do especialista, a administração municipal extrapolou sua competência administrativa ao editar um ato que, na prática, modifica a aplicação da legislação urbanística.

“O prefeito é chefe do Poder Executivo e exerce função administrativa. Se pretende alterar os parâmetros definidos em lei, deve encaminhar um projeto ao Legislativo. Não pode retirar a eficácia de uma norma em vigor por meio de decreto”, disse.

Miguel Zaim também afirma que a mudança tende a provocar impactos econômicos no mercado imobiliário e no acesso da população à moradia.

Segundo ele, a exigência de terrenos maiores reduz o número de lotes que podem ser implantados em cada empreendimento, aumentando os custos de produção e, consequentemente, o preço final dos imóveis.

“Vai encarecer os terrenos, dificultar o acesso à moradia para as famílias de menor renda e também afastar investimentos. Outras cidades de Mato Grosso adotam lotes mínimos de 180 m² justamente para ampliar o acesso à habitação de forma organizada e urbanizada”, afirmou.

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O advogado acrescenta que o aumento da metragem mínima também pode elevar o valor dos financiamentos habitacionais e reduzir a competitividade de Cuiabá em relação a outros municípios, tendo em vista que as grandes construtoras deverão desistir de investimentos na capital.

Ação na Justiça

A legalidade do decreto também será analisada pelo Judiciário. O MDB ingressou com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade questionando a medida adotada pelo prefeito.

Entre os argumentos apresentados está o de que o Executivo teria “inovado” na ordem jurídica por meio de decreto, criando restrições não previstas na legislação municipal e suspendendo, de forma indireta, os efeitos de uma lei que permanece vigente.

Anteriormente, no início de maio, Abilio chegou a encaminhar o projeto à Câmara de Vereadores, em regime de urgência, para aplicar as novas medições.

No entanto, o Executivo pediu o projeto de volta, suspendendo a tramitação, para novas discussões sobre o assunto. Ainda não há previsão para que a proposta cumpra o rito legal e seja votada pelos vereadores.

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