VÁRZEA GRANDE MT
Novo limite de velocidade
A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, informa que o limite de velocidade na Avenida Miguel Sutil, no trecho entre Várzea Grande e Cuiabá, foi reduzido de 60 km/h para 40 km/h.
Os motoristas devem redobrar a atenção ao trafegar pelo trecho que liga Várzea Grande a Cuiabá – e vice-versa –, passando pelo viaduto Izabel Campos, na região da Ponte Nova, onde já existe sistema de monitoramento eletrônico (radar). Esse equipamento continuará em funcionamento, agora com o novo limite de 40 km/h.
A medida já está em vigor. No entanto, a partir desta quarta-feira (27), será iniciado um período educativo de 10 dias, durante o qual não serão aplicadas multas aos motoristas que ultrapassarem os 40 km/h. Encerrando esse prazo, o sistema passará a autuar automaticamente os infratores.
Segundo a Secretaria, a mudança tem como objetivo aumentar a segurança viária, considerando o número de acidentes registrados no local ao longo deste ano, mesmo sob monitoramento por radar.
Nos últimos dias, equipes da Prefeitura realizaram melhorias na sinalização horizontal e vertical, incluindo a pintura da rotatória desde o viaduto até a Ponte Nova, instalação de placas e ações de orientação aos condutores. Essas medidas reforçam o compromisso da gestão municipal com a proteção da vida e a segurança no trânsito.
A Prefeitura reforça a importância de que todos os motoristas respeitem a nova regulamentação, colaborando para um tráfego mais seguro e responsável.
VÁRZEA GRANDE MT
Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
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