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Ribeirinho Cidadão encerra 16ª Edição com atendimentos no Distrito de São Lourenço de Fátima

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A caravana da Justiça, saúde, cidadania e consciência ambiental encerrou a 16ª edição na tarde de quarta-feira (19 de abril) em São Lourenço de Fátima, distrito de Juscimeira (157 km ao sul de Cuiabá).
 
Nos 10 dias de realização do Ribeirinho Cidadão, as equipes do Poder Judiciário de Mato Grosso, Defensoria Pública do Estado e parceiros superaram todas as expectativas da edição.
 
A equipe envolvida no projeto enfrentou calor, sol, chuva, poeira, lama, grandes distâncias, estradas de chão, carros atolados e muitos mosquitos. Tudo para poder levar mais dignidade à população ribeirinha e rural de Mato Grosso.
 
E mesmo com todas as adversidades encontradas, o sorriso estampado no rosto de cada parceiro ou voluntário foi o cartão de visitas para as comunidades e pessoas em situação de vulnerabilidade, durante os atendimentos do projeto.
 
Para o coordenador da Justiça Comunitária, juiz José Antônio Bezerra Filho, o espírito de solidariedade e união presente em toda a equipe foi o grande responsável para que a 16ª edição fosse um grande sucesso. “Terminamos essa missão com a alma lavada, pois a responsabilidade é muito grande. Que venham os próximos desafios para que a gente possa cada vez mais levar dignidade a essa população tão invisibilizada. E novas ideias, como a vinda da Justiça Restaurativa na próxima edição são muito bem-vinda, pois é o que move esse projeto.”
 
O juiz coordenador também destacou a importância da presença da presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Clarice Claudino da Silva, que foi recebida de braços abertos pela comunidade ribeirinha e pela equipe do Ribeirinho Cidadão. O líder do projeto também destacou o sentimento de missão cumprida.
 
“Pela primeira vez, durante todo esse tempo que estou a conduzir o projeto pelo Judiciário, uma presidente esteve in loco, nos lugares mais distantes do Ribeirinho Cidadão, no que é a realidade do projeto. Um calor estarrecedor, todos acordados desde a madrugada, para deixar tudo pronto para atender à população, a partir das 8h. Mas também com um calor humano, o qual acolheu a presidente. Isso nos conforta a conduzir esse trabalho, com um Judiciário mais presente, para semear a paz e fortalecer a Justiça em mais uma missão cumprida.”
 
A defensora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Luziane Castro, afirmou que a 16ª edição do Ribeirinho Cidadão foi fantástica. “Vivemos 10 dias de atividades intensas, em um projeto lindo que, costumo dizer, leva cidadania, Justiça e muitos sorrisos. E agora também acrescento o elemento esperança. Tudo isso só é possível com a união de esforços entre Defensoria Pública, Poder Judiciário e todos os parceiros, que juntos possibilitaram que essa edição fosse um sucesso.”
 
Serviços oferecidos – O Judiciário mato-grossense, por meio da Justiça Comunitária, ofereceu atendimentos jurídicos com audiências, sentenças (homologações de acordos), regularizações de guarda provisória e definitiva, consultas processuais e orientações jurídicas, exames oftalmológicos, entre outros serviços.
 
A Defensoria Pública disponibilizou atendimentos de isenção para Registro Geral, 2ª via de Certidão de Hipossuficiência, isenção matrimonial, orientação jurídica, ações e petições.
 
E os parceiros ofereceram serviços de emissão da nova Carteira de Identificação Nacional, emissão e regularização de CPF, solicitação de benefícios, aposentadoria e pensão, distribuição de mudas de árvores frutíferas, atividades lúdicas de educação para o trânsito e distribuição gratuita de material educativo, cortes de cabelo masculino e feminino, design de sobrancelha, doses de vacinas para Covid-19 (bivalente) e outros imunizantes, atendimento médico, odontológico e oftalmológico, doação de óculos, cestas básicas, calçados e roupas, serviços de regularização de documentação de barcos e Carteira de Habilitação Amadora (CHA), plastificação e emissão de 2ª vida de documentos, oficinas com experimentos científicos, doação de livros, pintura facial e oficinas pedagógicas para crianças, entre diversos outros serviços.
 
Municípios, distritos e comunidades – O Ribeirinho Cidadão de 2023 teve início no dia 10 de abril e ofertou à população ribeirinha e rural os atendimentos no município de Barão de Melgaço, Comunidade Porto Brandão, Comunidade de São Pedro de Joselândia e, por último, São Lourenço de Fátima, distrito pertencente ao município de Juscimeira.
 
Parceiros Ribeirinho Cidadão 2023 – Foram parceiros do projeto em 2023: Receita Federal, Instituto Galvan, Marinha do Brasil, Secretaria de Segurança Pública do Estado (Sesp/MT), Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec/MT), Departamento Estadual de Trânsito (Detran/MT), Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel/MT), Ministério Público do Estado, Receita Federal, Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci/MT), Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc/MT), Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Exército Brasileiro, Imuniza Mais, Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer/MT), Prefeituras Municipais de Barão de Melgaço e de Juscimeira.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: fotografia colorida mostrando o momento em que uma pessoa da comunidade é levada para receber atendimento. Dois homens caminham segurando uma senhora idosa. Logo a frente duas crianãs caminham na mesma direção. Segunda imagem: fotografia colorida registrando as dificudades da Expedição. Um fila de carra em uma estrada com lama. Terceira imagem: fotografia colorida mostrando o cumprimento do juiz e defensora.Quarta imagem: fotografia colorida registrando o momento em que diversas pessoas caminham em pela calçada.
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Nos links a seguir você tem acesso a outras informações sobre a Expedição Ribeirinho Cidadão:
 
 
 
 
Marco Cappelletti/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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