TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Mês da Adoção: Corregedor visita Casas Lares de Cuiabá

O Dia Nacional da Adoção é comemorado no dia 25 de maio. Em razão da data ações envolvendo o tema movimentam o mês todo. Na manhã desta quinta-feira (11), o corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva, visitou quatro Casas Lares de Cuiabá. O intuito foi conhecer os serviços e estruturas de acolhimento institucional e a situação das crianças abrigadas. “Foi uma manhã de alegria, encontramos vários sorrisos. Vimos como as casas são bem estruturadas, com equipe que zela pelo bem estar das crianças e dos adolescentes”, destacou o corregedor.
 
A juíza auxiliar da Corregedoria, Christiane da Costa Marques Neves e a juíza 1ª Vara Especializada da Infância de Juventude da Capital, Gleide Bispo Santos, acompanharam a visita juntamente com uma equipe da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja). “Quero parabenizar a juíza Christiane que conduz a pasta da adoção na Corregedoria, a Elaine, secretária da Ceja e juíza Gleide, assim como todas as equipes das casas pelo trabalho importantíssimo que realizam e que permite o melhor desenvolvimento de cada um dos abrigados”, declarou Juvenal Pereira.
 
A magistrada Gleide Bispo Santos conduziu as visitas às unidades: “Casa da Criança Cuiabana 8”, voltada para crianças de 2 a 7 anos, “Casa da Criança Cuiabana 1”, para bebês de 0 a 2 anos, “Casa da Criança Cuiabana 3”, para crianças de 8 a 12 anos e “Casa da Criança Cuiabana 5”, voltada para crianças e adolescente com deficiência física e/ou mental.
 
“Muito feliz com a visita do corregedor, com a oportunidade dele ver de perto como é o dia a dia das casas, as peculiaridade de cada uma, principalmente porque aproxima mais a administração, a Corregedoria, dos serviços de acolhimento. Assim como, foi um momento dele conhecer as crianças e jovens acolhidos”, avaliou a magistrada.
 
“Ficamos felizes com a visita, é uma maneira de aproximação, de apresentar a nossa realidade e de fortalecer a rede”, declarou o coordenador da Casa da Criança Cuiabana 8, Paulo Fernando Campos Simões.
 
Casas Lares – Atualmente, são 85 jovens e crianças acolhidos nas oito Casas Lares de Cuiabá. Cada uma delas é administrada por organizações não-governamentais (Ongs), como Grupo Cena Onze, que recebem auxílio do município e uma pequena contrapartida da União.
 
A juíza auxiliar da Corregedoria lembra que nem todas as crianças que se encontram nas unidades estão aptas à adoção. “Hoje foi um dia para mostrar um pouco das casas para o corregedor, mas também para sociedade. Estamos no mês da adoção e nós da Corregedoria e da Ceja queremos chamar atenção para esse tema. É importante ressaltar que muitas dessas crianças não estão aptas à adoção, elas foram retiradas de suas famílias, porque sofreram maus tratos ou os pais são dependentes químicos, por exemplo, e como medida excepcional vão ficar temporariamente nas casas lares até a reintegração familiar, ou para a família biológica, os genitores, ou para a família extensa, como tios e avós. Apenas com a impossibilidade desse regresso é que a criança fica apta para adoção”, explicou.
 
Christiane destaca que essas casas possuem uma equipe técnica composta de psicólogo e assistente social que atuam na reinserção destas crianças, via retorno às famílias ou adoção. “É uma casa normal, mas com uma família diferente. Elas vão à escola, fazem natação, participam de atividades como qualquer outra criança. Nas casas eles têm à disposição televisão, sofá, geladeira, fogão, camas. Os quartos são dividido por idade e se são meninos ou meninas. As crianças recebem todas as refeições”, pontuou.
 
Atualmente Mato Grosso conta com 523 crianças e adolescentes acolhidos, sendo que 56 estão disponíveis para adoção. Além disso, há 550 pretendentes habilitados e 84 serviços de acolhimento.
 
No final da visita o corregedor e as magistradas receberam homenagens, ganharam pequenos quadros pintados pelas crianças acolhidas. O pequeno João Gabriel, de 8 anos, entregou a lembrança ao desembargador. “Obrigado pela visita” agradeceu com um sorriso.
 
Aprimoramento processual – Durante todo o mês, o corregedor determinou o aprimoramento processual dos casos de adoção, com objetivo de dar celeridade aos processos relacionados ao tema e na inserção em um seio familiar de crianças e adolescentes atualmente acolhidos nas instituições. Para isso, o corregedor encaminhou um ofício a todos os juízes da infância e juventude do Estado, determinando que sentenciem os processos em andamento de habilitação dos pretendentes, adoção e destituição do poder familiar.
 
“Ao todo serão movimentados 1293 processos de todo o Estado com objetivo de desenvolver e aprimorar a prestação jurisdicional nos processos relacionados ao tema”, informou a secretária da Ceja, Elaine Zorgetti.
 
Eventos de incentivo à adoção – A Corregedoria enviou ofício para que as 79 comarcas do Estado realizem eventos em comemoração ao Dia Nacional da Adoção, com o objetivo de orientar a sociedade do procedimento legal da adoção, bem como tornar conhecida a realidade das crianças e adolescentes acolhidos, incentivando a adoção e assim conseguir reduzir o número de acolhidos.
 
Várias comarcas já começaram a se movimentar como a 2ª Vara de Barra do Bugres que realizará no dia 25 de maio o evento ‘Adoção e seu Procedimento Legal’ junto à equipe multidisciplinar do juízo, conselheiros tutelares dos municípios e equipe da Casa Transitória de Barra e Nova Olímpia.
 
#Paratodosverem Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: o corregedor conhece uma das brinquedotecas das casas, ao seu lado direito está juíza Gleide e a juíza auxiliar, Christiane. 
 
Larissa Klein
Assessoria de Imprensa CGJ-MT 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Livros que dão Asas: projeto promove o acesso à leitura de recuperandos em Rondonópolis
Propaganda

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

CNJ visita Tribunal de Justiça e apresenta programa de segurança cibernética Justiça [+ Segura]

Uma equipe técnica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) visitou o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) nesta terça-feira (26) para apresentar o Programa Justiça [+Segura], buscando a atuação conjunta na promoção da segurança cibernética, o fortalecimento da preservação digital e a integridade de informações do Poder Judiciário brasileiro.

O presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira deu as boas-vindas a todos na reunião e enalteceu a importância da pauta. “Segurança cibernética não diz respeito apenas a sistemas. Diz respeito à proteção dos dados, à contiguidade dos serviços e à confiança da sociedade na Justiça. Por isso recebemos essa visita com plena disposição para colaborar”, disse.

O juiz auxiliar da Presidência do CNJ, João Thiago Guerra apresentou o Programa Justiça [+ Segura], explicando que se trata de uma parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) com o objetivo de enfrentar os desafios consequentes do grande avanço do processo de transformação digital dos serviços judiciários, que, segundo ele, “resultou em muitos benefícios, tanto para o Judiciário, quanto para os usuários externos, para a sociedade, mas também aumentou o nosso nível de risco de exposição a ataques cibernéticos a patamares que precisam ser enfrentados”.

Conforme o juiz Thiago Guerra, o Justiça [+ Segura] tem o objetivo de criar um grande conjunto de ações estruturantes para apoiar os tribunais brasileiros a elevarem os seus níveis de segurança cibernética. “Nós temos o objetivo de que o Judiciário brasileiro como um todo alcance patamares ótimos de cibersegurança para que nós, enquanto ecossistemas, consigamos resistir aos contínuos ataques que temos sofrido da criminalidade organizada”, afirmou.

O representante do CNJ destacou ainda que o TJMT foi um dos poucos tribunais selecionados para participar da primeira fase do programa. “A escolha do TJ de Mato Grosso não foi aleatória. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso é um tribunal que goza de grande credibilidade junto ao ecossistema de tecnologia da informação, não apenas do Conselho Nacional de Justiça, mas também em relação aos seus pares. Por conta disso, o CNJ, sabendo que aqui nós vamos encontrar profissionais capacitados, programas, projetos robustos e processos de trabalho bem definidos, viemos até aqui para validar as premissas que foram estabelecidas, mas também para aprender, para colher do tribunal sugestões de aprimoramento do programa”, explicou Guerra.

Leia Também:  Livros que dão Asas: projeto promove o acesso à leitura de recuperandos em Rondonópolis

O juiz auxiliar da Presidência do CNJ defende ainda que a segurança cibernética deve ser preocupação prioritária de todas as organizações, especialmente do Judiciário. “Não adianta um tribunal ter uma quantidade gigantesca de serviços digitais, ser super orientado à inovação, se ele é vulnerável, se ele está exposto aos ataques cibernéticos. Isso pode comprometer a disponibilidade do serviço ou, mais do que comprometer a disponibilidade, pode comprometer a confiabilidade dos serviços judiciais, por meio de um acesso indevido a um dado judicial, a manipulação dos dados. Esse é um risco que nós não podemos mais correr”, assevera.

Diante desse cenário, João Thiago Guerra afirma que toda a população ganha com a segurança cibernética. “A sociedade se beneficia porque essa linha de atuação garante a confiabilidade dos serviços judiciários, não apenas a sua disponibilidade, mas em especial a sua confiabilidade”.

Presidente do Comitê de Gestão Estratégica e do Comitê Técnico Operacional de Inteligência Artificial do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso, o desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro destaca que a visita da equipe do CNJ é relevante para o Tribunal de Justiça porque indica a maturidade da instituição com relação ao tratamento dos sistema digitais, da Tecnologia da Informação e o avanço que o tribunal vem fazendo em termos de inclusão digital e de oferecimento de serviços digitais para a sociedade.

“O Justiça [+ Segura], do Conselho Nacional de Justiça, é um projeto relevante para todos os tribunais do país e nós compreendemos essa oportunidade como única, no momento em que podemos contribuir com o nascedouro do projeto. Essa é a intenção do CNJ, por aquilo que foi colocado, ou seja, uma construção cooperativa com os tribunais e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso sendo um desses colaboradores”, afirmou.

Leia Também:  TJMT adere a sistema nacional de busca patrimonial e recuperação de ativos

Saboia lembrou que a transformação digital no Poder Judiciário de Mato Grosso remonta a 2009 e tem evoluído continuamente. “Ao longo dos anos, as administrações vieram investindo em tecnologia, em cibersegurança, em uma série de ferramentas de tecnologia e governança para minimizar riscos com relação à cibersegurança. Contudo, nós sabemos que a evolução tecnológica tem adotado uma velocidade exponencial nos últimos anos. E mais do que nunca, essas ferramentas, essas políticas, a prática de governança precisam ser aperfeiçoadas. Então, quando se trabalha em um projeto de cunho nacional, como é o Justiça [+ Segura], o que se pretende é enxergar todas as realidades dos tribunais e construir algo que seja viável a todas as unidades judiciárias do país”, comentou.

Também participaram da reunião com o CNJ os desembargadores Rodrigo Curvo (ouvidor-geral do PJMT) e Lídio Modesto da Silva Filho (presidente do Comitê Gestor de Governança de Tecnologia da Informação e Comunicação do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso); os juízes auxiliares da Presidência do TJMT e da CGJ-MT, respectivamente Agamenon Alcântara Moreno Júnior e Jorge Alexandre Martins Ferreira; a juíza coordenadora do Laboratório de Inovação e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – InovajusMT, Joseane Carla Ribeiro Viana Quinto Antunes; o juiz representante do 1º Grau, Gabriel da Silveira Matos; a vice-diretora geral do TJMT, Renata Bueno; as coordenadoras Judiciária e de Tecnologia da Informação do TJMT, respectivamente Rose Pincerato e Márcia Buhr; o analista técnico de Gestão do Programa Justiça [+ Segura], Fabiano Lima; o chefe substituto da Divisão de Segurança da Informação do CNJ, Hyago Mariano; a assistente de Gestão de Projetos UGP/PNUD, Laisa Lima; e a assistente de Comunicação do Programa Justiça [+ Segura], Amanda Damasceno.

Autor: Celly Silva

Fotografo: Lucas Figueiredo

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA