TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Livros sobre temas do Direito promovem debates e reflexões com autores durante evento no Judiciário

Membros do Judiciário de Mato Grosso e outros estudiosos do Direito que atuam em outras instituições lançaram livros durante o 1º Encontro Interinstitucional Stricto Sensu de Mato Grosso. O encerramento do evento ocorreu na quarta-feira (15) e contou com sessão de autógrafos e apresentação musical. Apesar do tom descontraído no final do evento, os alunos de Pós-Graduação e de Graduação em Direito que participaram do encontro aproveitaram para tirar dúvidas e conversar com os autores das obras.
 
O juiz Antônio Peleja, autor de livros lançados no evento, contou que todas as instituições que contam com mestrado em Mato Grosso foram convidadas a participar e destacou o impacto da atividade acadêmica para os profissionais do Direito que atuam em diferentes áreas, desde a magistratura à advocacia.
 
“A magistratura, no meu caso que são quase 25 anos, é uma vida e uma vida de aprendizado que foi necessário em face de várias demandas de cunho social que nós tínhamos que decidir e, para decidir bem, nós temos eu estudar. Então o estudo e o aperfeiçoamento são constantes na vida do magistrado. Essas obras lançadas por magistrados, professores, promotores exemplificam essa necessidade de aperfeiçoamento”, afirmou.
 
O Encontro foi realizado de 14 a 15 de junho, nos períodos matutino e vespertino, no auditório Gervásio Leite do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A ação pedagógica é promovida pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), com o intuito de ampliar o debate científico a respeito de temas relevantes de direitos fundamentais e jurisdição constitucional. Além do Judiciário, participam instituições como a Escola Superior do Ministério Público, Escola Superior da Advocacia e faculdades de Direito públicas e privadas em Cuiabá.
 
No evento, também foram lançados os livros “A jurisdição universal da cidadania”, do desembargador Márcio Vidal, “Controle de precedentes”, da juíza Amini Haddad, “Análise jurídica da perícia criminal”, de Manoel Messias, “Direitos fundamentais e Constituição: democracia e humanidade”, de Marcelo Antonio Theodoro, organizado por Natalia Nunes Lopes, “Direitos Humanos e Direitos Fundamentais” e “Direito civil contemporâneo”, de Carlos Eduardo e Souza, “Propaganda eleitoral” e “Mecanismos internacionais não-convencionais de proteção ao meio ambiente: a prática interamericana”, de Lídio Modesto, “Outramente”, de Felipe Rodolfo Carvalho, “Direito Processual Penal”, do promotor de Justiça de MT, Antônio Sérgio Cordeiro Piedade, que assina a obra em parceria com Ana Carolina Dal Ponte Aidar Gomes.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição: Foto1 – Foto colorida onde aparece o juiz Antônio Peleja assinando um livro que está sobre uma mesa onde estão expostos outros livros. Foto 2 – Foto colorida onde aparecem livros que foram lançados durante o evento.
 
Andhressa Barboza/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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