TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Juiz da Paraíba conhece projetos do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Socioeducativo

O Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Penitenciário e Socioeducativo (GMF-MT) recebeu a visita do coordenador-adjunto do eixo socioeducativo do GMF da Paraíba, juiz Hugo Zaher, na última sexta-feira (04), oportunidade em que a equipe do eixo socioeducativo, coordenada pela juíza Leilamar Rodrigues, titular da 2ª Vara da Infância e Juventude de Cuiabá, apresentou os projetos desenvolvidos junto aos adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa e suas rotinas de trabalho.
 
Dentre as ações, foram abordados os círculos de construção de paz feitos com os agentes socioeducativos; o projeto “Leitura que Transforma”, que visa arrecadar 5 mil livros para a instalação de bibliotecas nas unidades de Cuiabá e do interior; as audiências concentradas; o grupo de trabalho sobre educação de jovens e adultos, as Olimpíadas do Socioeducativo, entre outros. Além disso, foi abordado o panorama geral do GMF-MT, suas linhas de atuação e dúvidas mais específicas do juiz visitante foram sanadas.
 
“A visita foi muito importante, sobretudo para estabelecer uma troca de experiências em relação às ações ligadas ao eixo socioeducativo, tanto do GMF da Paraíba quanto do GMF de Mato Grosso, e foram apresentadas diversas iniciativas, inclusive iniciativas próprias do Tribunal de Mato Grosso que fomentam a socioeducação dos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas. Um projeto que me chamou bastante atenção foi o ‘Leitura que Transforma’, ligado a esse eixo da perspectiva pedagógica, de formação e incentivo à leitura de adolescentes e jovens nessas circunstâncias”, disse o juiz Hugo Zaher.
 
Segundo ele, durante a reunião pôde-se perceber semelhanças em termos de rotinas de trabalho, desafios e engajamento entre as equipes paraibana e mato-grossense, o que ele atribui às diretrizes nacionais, estabelecidas pelo Departamento de Monitoramento e Fiscalização (DMF). “Essa importância que a gente percebe nessa interlocução com o Conselho Nacional de Justiça. Como são importantes também as diretrizes estabelecidas pelo DMF, que estabelece essas diretrizes para que nós possamos garantir o seguimento de ações e normativas em diversos eixos no âmbito do socioeducativo. Então foi possível perceber como as pautas estão avançando e, com essa interlocução, como é importante garantir que essas experiências sejam trocadas”, avalia.
 
Ao final da reunião, o magistrado deixou o convite ao GMF-MT para que uma reunião seja realizada entre as equipes dos eixos socioeducativo dos dois estados, com o propósito de estreitar diálogos, fomentar rotinas de trabalho. “Com certeza, isso vai unir esforços no atingimento dos objetivos”, disse.
 
Para a coordenadora do eixo socioeducativo do GMF-MT, juíza Leilamar Rodrigues, a reunião com o juiz da Paraíba foi muito produtiva. “O doutor Hugo nos deu a informação de que ele vai participar do eixo socioeducativo perante o Conselho Nacional de Justiça, então nós vamos poder fazer uma parceria muito boa, trabalhar em conjunto. É um juiz muito competente, que a gente já tem chamado várias vezes aqui no estado de Mato Grosso, e a gente quer desenvolver muitos projetos e fortalecer os que já estão em andamento para o sistema socioeducativo”, afirma.
 
Segundo a magistrada, o interesse pelo trabalho que é feito pelo GMF-MT mostra que o Grupo está no caminho certo. “É sempre muito importante a gente continuar nesse esforço pela ressocialização, fazendo esse trabalho através do GMF de Mato Grosso, que tem à frente o desembargador Orlando Perri, e que nos fortifica para que a gente cada vez mais melhore no atendimento dos adolescentes em conflito com a lei, no cumprimento de medidas socioeducativas”.
 
Além dos magistrados, participaram da reunião, a servidora da Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ) do Poder Judiciário de Mato Grosso, Wanderléia da Silva Dias; e os servidores do GMF-MT, Lusanil Cruz, Alianna Cardoso Vançan e Maria Fernanda Daltro.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Juízes Leilamar Rodrigues e Hugo Zaher e servidores do GMF-MT e do CIJ do TJMT reunidos em volta de uma mesa ova de madeira, em uma sala no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Todos observam enquanto o juiz Hugo Zaher fala e gesticula. 
 
Celly Silva/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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