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Judiciário debate governança fundiária na Amazônia em seminário do Solo Seguro

Captura de tela de reunião virtual. O corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador José Luiz Leite Lindote, aparece em primeiro plano, sentado em mesa de trabalho, falando durante o seminário. Ao fundo há uma sala de reuniões com cadeiras, mesa, bandeiras e um quadro na paredeCerca de 100 participantes acompanharam o seminário virtual “Regularização Fundiária na Amazônia”, promovido pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso dentro da programação da 4ª Semana Nacional de Regularização Fundiária do programa Solo Seguro Amazônia Legal, iniciativa do Conselho Nacional de Justiça.

O evento foi transmitido pelas plataformas Teams e YouTube na tarde desta segunda-feira (16) e reuniu magistrados, servidores, representantes de cartórios, gestores públicos e profissionais que atuam na área fundiária.

Na abertura, o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, destacou que a regularização fundiária exige cooperação entre instituições e soluções práticas para enfrentar os conflitos territoriais. “A regularização fundiária é um tema que exige diálogo entre instituições e soluções práticas, especialmente na Amazônia Legal, onde se concentram realidades territoriais complexas. Quando a terra está regularizada, a família tem segurança, o poder público consegue planejar melhor e os conflitos diminuem”, afirmou.

A juíza auxiliar da Corregedoria, Myrian Pavan Schenkel, ressaltou que as Comissões de Soluções Fundiárias têm contribuído para ampliar a compreensão dos conflitos coletivos relacionados à terra e fortalecer o diálogo entre instituições. “A regularização fundiária exige respostas institucionais que articulem conhecimento técnico, diálogo interinstitucional e sensibilidade social. As Comissões de Soluções Fundiárias representam um instrumento importante para ampliar a cognição judicial e contribuir para soluções mais adequadas nos conflitos coletivos fundiários”, afirmou.

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Captura de tela do seminário virtual com vários participantes em mosaico na plataforma de videoconferência. Entre eles aparecem o corregedor José Luiz Leite Lindote, a juíza auxiliar Myrian Pavan Schenkel, a registradora de imóveis Clicia Roquetto e o juiz Agenor Andrade, que apresenta a palestraA primeira palestra foi ministrada pelo juiz de direito Agenor Andrade, do Tribunal de Justiça do Pará. Ao abordar o papel do Poder Judiciário na governança fundiária da Amazônia, ele destacou o trabalho desenvolvido pela Comissão de Soluções Fundiárias do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e afirmou que a experiência do estado inspirou iniciativas semelhantes em outros tribunais.

Durante a apresentação, o magistrado explicou que a região amazônica enfrenta um cenário complexo de conflitos territoriais, marcado por sobreposição de títulos, grilagem de terras públicas, disputas entre posseiros e grandes proprietários e ocupações em áreas de preservação e territórios tradicionais.

Segundo ele, o modelo tradicional de atuação judicial, baseado em decisões caso a caso em ações possessórias, muitas vezes não enfrenta as causas estruturais desses conflitos. “A questão fundiária amazônica é uma das mais complexas do país, porque envolve direitos sobrepostos, ausência histórica do Estado e pressões econômicas sobre um território de dimensão continental”, afirmou.

O magistrado também destacou a mudança de paradigma defendida pelo Conselho Nacional de Justiça, que propõe uma atuação mais estruturante do Poder Judiciário. “Além de decidir processos individuais, o Judiciário precisa atuar na prevenção de conflitos, na articulação institucional e na construção de soluções estruturais que reduzam a judicialização e ampliem a segurança jurídica”, disse.

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A programação do seminário continuou com as palestras da registradora de imóveis Clicia Roquetto e da assessora executiva da Presidência do Instituto de Terras de Mato Grosso, Iza Karol, que abordaram aspectos da governança fundiária e os desafios da regularização de terras na Amazônia Legal.

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Autor: Alcione dos Anjos

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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30ª edição do Ementário Eletrônico do TJMT já está disponível para consulta

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) disponibilizou a 30ª edição do Ementário Eletrônico, ferramenta que reúne decisões judiciais relevantes proferidas pelos órgãos colegiados da Corte e facilita o acesso à jurisprudência atualizada do Judiciário mato-grossense.

A publicação apresenta julgados organizados por ramos do Direito e temas específicos, permitindo consultas mais rápidas e objetivas às teses e entendimentos adotados pelos desembargadores e desembargadoras do TJMT. As decisões incluídas no ementário são indicadas pelos próprios magistrados que integram os colegiados e passam por curadoria técnica do Núcleo de Jurisprudência.

Instituído pela Portaria conjunta TJMT nº 5/2023, o Ementário Eletrônico foi criado para aprimorar as ferramentas de divulgação e pesquisa de jurisprudências, contribuindo para a celeridade da prestação jurisdicional e para a uniformização dos entendimentos adotados pelo Tribunal.

A ferramenta é destinada a magistrados, servidores, advogados, membros do Ministério Público, defensores públicos, estudantes e demais interessados em acompanhar os precedentes e julgados mais relevantes da Corte.

A 30ª edição pode ser acessada diretamente pelo link:

30ª edição do Ementário Eletrônico

O Ementário Eletrônico integra as ações de modernização, transparência e ampliação do acesso à informação promovidas pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, fortalecendo a segurança jurídica por meio da divulgação organizada das jurisprudências.

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Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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