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“Impressionada com a articulação e organização”, comenta juíza sobre projeto Justiça em Ação

Foto horizontal colorida que mostra a juíza diretora do foro de Paranatinga, Raiane Arteman, posando sorrindo para a foto, no corredor da escola onde ocorreu o mutirão Justiça em Ação. Ela é uma mulher branca, de olhos e cabelos castanhos, usando camiseta preta da Justiça Comunitária.“Eu fiquei impressionada com a articulação, com a organização desse projeto e como o Tribunal de Justiça e o doutor Tony, que faz todo esse engajamento, conseguem levar todos esses serviços para os locais mais distantes do estado. Causa muita admiração e realmente a magnitude desse projeto impressiona demais”. Foi este o comentário da juíza e diretora do foro de Paranatinga, Raiane Santos Arteman Dall’aqua, após conhecer de perto o mutirão Justiça em Ação, realizado no distrito de Salto da Alegria (200 km de Paranatinga), entre os dias 6 e 7 de maio.

Conforme a magistrada, a Justiça Comunitária, responsável pela organização das expedições, é atuante naquela comarca, contando com quatro agentes comunitários. No entanto, devido à enorme dimensão territorial do município, as atividades ficam restritas à zona urbana. “Somando Paranatinga e Gaúcha do Norte, são mais de 40 mil quilômetros quadrados de comarca. É muito grande! Nosso trabalho em Paranatinga é centralizado na área urbana, focado na orientação e conscientização das pessoas em situação de vulnerabilidade”, explica.

O juiz coordenador estadual da Justiça Comunitária, José Antonio Bezerra Filho, apresentou cada um dos parceiros do mutirão para a juíza da comarca, demonstrando como a união entre diversos órgãos públicos de todas as esferas faz a diferença na vida das pessoas.

“Por que especificamente a escolha desta localidade? O nosso objetivo é chegar sempre nos limites de cada jurisdição. Estamos a 200 km da Comarca de Paranatinga, 230 km de Nova Mutum, 300 km de Lucas do Rio Verde e 150 km de Gaúcha do Norte. Mas, mesmo em meio a esses desafios, é possível levar esclarecimento, serviços e ações efetivas à população. Com resultados profícuos, mostramos que é possível chegar, é possível acreditar, é possível, juntamente com os parceiros, resgatar dignidade”, declarou.

Foto horizontal colorida, em plano médio, que mostra a assessora da Justiça Comunitária Ana Carla Bock conversando em pé com uma mulher, durante mutirão Justiça em Ação. A assessora é uma mulher branca, loira, usando boné bege da Justiça em Ação e camiseta preta da Justiça Comunitária. A assessora Ana Carla Bock da Mata informa que atualmente a Justiça Comunitária está presente em 20 comarcas de Mato Grosso. Nos locais onde os agentes locais não chegam, a Coordenadoria Estadual leva toda a estrutura e os parceiros dos outros órgãos e instituições. “A gente viu que a população de Salto da Alegria precisava muito. É uma população de trabalhadores, pessoas do bem, mas que precisam de muita coisa. Nos dias de atendimento, nós não paramos. Trouxemos uma grande quantidade de serviços e as pessoas utilizaram todos os serviços”, relatou.

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A própria Justiça Comunitária, além de coordenar todo o mutirão Justiça em Ação, levou para Salto da Alegria serviços de orientação jurídica e solicitação de segunda via de certidão de nascimento e de casamento. “O cartório de Paranatinga nos atendeu de forma muito rápida, devido à parceira que a Justiça Comunitária tem com a Corregedoria, que reforçou o pedido junto ao cartório local, que representa Salto da Alegria. Também fizemos orientações jurídicas, principalmente demandas relativas a guarda, curatela, divorcio. Vários casos foram encaminhados para o Cejusc (Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania), com resolução na hora”, resumiu a assessora técnico-jurídica Juliana de Paula Lucas.

Foto horizontal colorida, que mostra a assessora jurídica Juliana de Paula, atendendo Roseli e Iraci, durante mutirão Justiça em Ação, numa sala de aula. Ela é uma mulher branca, loira, usando boné bege e camiseta preta da Justiça Comunitária. Atrás dela, há um banner da Justiça Comunitária.A dona de casa Roseli Lauermann, 49, e sua mãe Iraci Lauermann, 77, foram ao mutirão para solicitar a segunda via da carteira de identidade e descobriram que precisavam, primeiro, obter a segunda via da certidão de nascimento, pois os documentos já estavam muito antigos. Para surpresa delas, ambos os serviços estavam disponíveis no mutirão. O RG sendo oferecido pela equipe da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e a solicitação da segunda via de certidão de nascimento e de casamento por parte da Justiça Comunitária.

Presente durante todo o mutirão, o gerente de Almoxarifado da Prefeitura de Paranatinga, Rodrigo Maciel, destacou a importância do projeto chegar àquela localidade, onde a distância da zona urbana é o principal desafio para as pessoas terem acesso a serviços básicos.

Foto quadrada que mostra o gerente de Almoxarifado da Prefeitura de Paranatinga, Rodrigo Maciel, em pé, em roda com outras pessoas em frente à escola onde ocorreu o mutirão Justiça em Ação. Ele é um homem branco, de cabelo, barba e olhos castanhos, usando calça preta e camiseta polo azul clara. “O prefeito e a nossa chefe de gabinete não puderam vir, mas falaram pra eu vir garantir todo auxílio que o Município pode dar, porque essa é uma parceria para que a nossa população seja atendida. Nada melhor do que ver as pessoas sendo atendidas, pessoas que tinham casos que iriam demorar anos e anos e aqui resolveram rápido. Então, é gratificante pra todos e pro nosso município, principalmente porque dar o melhor pra nossa população é o que a gente sempre quis. O doutor Tony, a equipe dele e todo mundo que atendeu a todos com carinho e amor estão de parabéns. A gente vê que todo mundo gosta muito do que faz”, comentou.

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No último dia de mutirão, o juiz José Antonio Bezerra ressaltou a gratidão a cada parceiro do Justiça em Ação. “Obrigado a cada instituição, cada parceiro que agregou valor conosco. Quero dizer a vocês, em nome da Justiça Comunitária, que é possível acreditar em mudanças, é possível juntos fazermos ações efetivas, nessa sinergia boa, positiva, passando esperança”, declarou.

Acesse as fotos no Flickr do TJMT

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Justiça em Ação leva serviços a Salto da Alegria em Paranatinga

Autor: Celly Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Trabalho desenvolvido em penitenciária ganha espaço na Corrida da Justiça e Cidadania

Close de uma mulher vestindo terno vermelho e blusa branca, segurando horizontalmente com as duas mãos uma faixa elástica preta com fivela e a inscrição "Justiça e Cidadania"A 2ª Corrida da Justiça e Cidadania de Rondonópolis (219 km de Cuiabá), marcada para o dia 16 de agosto, terá neste ano um diferencial que reforça ainda mais o caráter social e inclusivo da iniciativa. Reeducandos da Penitenciária Major Eldo Sá Corrêa irão confeccionar mais de mil cintos porta-número que serão entregues aos atletas da prova.
A parceria entre o Fórum da Comarca de Rondonópolis, a Polícia Penal e o Ateliê Escola da unidade prisional une esporte, cidadania e ressocialização. Os acessórios são produzidos pelos internos que participam das oficinas profissionalizantes de costura e serigrafia desenvolvidas dentro da penitenciária. O porta-número é utilizado em corridas de rua para fixar o número de peito de forma prática e segura, substituindo os tradicionais alfinetes e evitando danos às camisetas esportivas.
A juíza Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni, diretora do Fórum de Rondonópolis e coordenadora da Corrida da Justiça e Cidadania, destaca que a iniciativa foi planejada para ampliar o impacto social do evento e fortalecer ações de inclusão e ressocialização. Ela explicou que a organização buscou adotar uma visão humanizada em cada detalhe da corrida, envolvendo projetos que gerassem oportunidades, dignidade e transformação social.
Visão aproximada de várias faixas elásticas pretas com fivelas sobre uma superfície marmorizada. As faixas possuem detalhes refletivos e o logotipo "Justiça e Cidadania".“A princípio, a ideia da organização era adquirir esses porta-números prontos, inclusive de fornecedores da China, como normalmente acontece em grandes eventos esportivos. Porém, durante as conversas sobre a corrida, surgiu a possibilidade de desenvolver esse material dentro do Ateliê Escola da penitenciária. A proposta foi abraçada imediatamente, porque acreditamos no potencial transformador do trabalho e da ressocialização”, afirmou.
Mulher de terno vermelho e um homem de camiseta amarela e boné branco manuseiam juntos uma tela de serigrafia com tinta branca sobre uma mesa de madeira.Em visita à unidade prisional no dia 15 de maio, a juíza ressaltou ainda a confiança no trabalho desenvolvido pelos reeducandos da unidade prisional e destacou o comprometimento dos participantes do projeto. “Existe talento, dedicação e comprometimento desses reeducandos, e essa parceria demonstra justamente isso: quando a sociedade oferece oportunidade e confiança, muitas pessoas conseguem reconstruir suas histórias com dignidade. Além de receberem um acessório de qualidade, os atletas também levarão consigo um símbolo de inclusão, recomeço e valorização do trabalho humano”, completou.
A magistrada lembrou ainda que toda a renda líquida arrecadada com a corrida será destinada neste ano à Escola Louis Braille, instituição que atende pessoas com deficiência visual e múltiplas deficiências em Rondonópolis.
Retrato de uma mulher de cabelos presos, sorrindo em frente a uma parede branca com a inscrição "Ateliê Escola". Ela veste uma camisa cinza com um brasão estampado.A policial penal Maria Leite da Silva, responsável pelo ateliê da penitenciária, explica que os internos receberam o convite com entusiasmo e já iniciaram a produção das peças piloto.
“É uma satisfação muito grande participar de um projeto do Judiciário. Eles receberam muito bem o convite, gostam de participar dessas ações voluntárias e fazem tudo com muito carinho. Nós recebemos o modelo, adquirimos os materiais e já estamos preparando toda a produção para quando chegarem os materiais definitivos”, contou.
Maria atua há mais de duas décadas na área de ressocialização da unidade prisional e destaca que iniciativas como essa fortalecem a autoestima e criam perspectivas de vida para os participantes.
Homem de costas veste camiseta amarela com a inscrição "Penitenciária Major Eldo Sá Correa - Rondonópolis - MT" e boné branco e lilás. Ele está em uma sala com máquinas de costura.Oséias, um dos reeducandos envolvidos no projeto, relatou que a participação representa uma oportunidade concreta de recomeço.
“Pra gente significa muito. Além do aprendizado, é uma oportunidade de voltar a se socializar e construir um futuro diferente. Eu trabalhei mais de 20 anos como motorista de caminhão e aqui dentro já aprendi várias profissões. Hoje estou aprendendo costura mecânica também. Isso pode mudar a vida da gente e da nossa família”, afirmou.
Ele também ressaltou o sentimento de contribuição social proporcionado pelo trabalho desenvolvido dentro da oficina. “É gratificante saber que, mesmo daqui de dentro, a gente consegue ajudar de alguma forma. São pequenas coisas que acabam virando grandes oportunidades”, completou.
Serviço
A 2ª Corrida da Justiça e Cidadania será realizada no dia 16 de agosto, em frente ao Fórum Desembargador William Drosghic, em Rondonópolis. A largada está prevista para às 6h30 (horário de MT).
A expectativa da organização é reunir mais de 900 participantes entre corredores, caminhantes e crianças nas atividades da Corrida da Justiça e Cidadania. Além da prova adulta, o evento contará pela primeira vez com a Corrida Kids, prevista para o dia 15 de agosto, voltada a crianças de 2 a 12 anos.
As inscrições seguem abertas e podem ser feitas de forma on-line pelo site da Acrono Esportes, até o preenchimento do limite técnico de vagas disponibilizadas para esta edição.

Autor: Ana Assumpção

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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