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Desenvolvimento sustentável do Pantanal é tema de webinário com especialistas no bioma

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Na segunda-feira (6 de junho), o Poder Judiciário de Mato Grosso trouxe ao debate a possibilidade de alternativas para o desenvolvimento sustentável do Pantanal. Por meio de um webinário realizado por videoconferência, sob coordenação do juiz José Antonio Bezerra Filho, duas pesquisadoras trouxeram à reflexão a importância desse bioma.
 
Segundo o juiz organizador, as duas pesquisadoras foram convidadas para que pudessem colaborar no fomento de novas ideias e no aprofundamento dessa temática. “Temos que pensar o hoje com um olhar para o futuro, sob pena de todo esse bioma, toda essa diversidade, se perder com as nossas omissões. E as autoridades têm o dever de zelar sobre isso. Esperamos ter um bom retorno com esse webinário e quiçá fazer novas provocações nesse sentido”, pontou o juiz José Antonio Filho.
 
“Precisamos fomentar ações para que possamos levar às autoridades, aos políticos, a visão de um Pantanal diferente, um Pantanal sustentável, de um bioma preservado, com regras e definições, e, principalmente, que a nossa legislação em Mato Grosso coincida com a legislação do Mato Grosso do Sul”, complementou.
 
A primeira palestra foi proferida pela professora doutora Giseli Dalla Nora, que é pesquisadora do grupo de Pesquisas em Geografia Agrária e Conservação da Biodiversidade – GECA. Ela explicou o funcionamento do Pantanal e destacou as pessoas que vivem no local, enfatizando o que pode ser feito para manter o bioma preservado para as futuras gerações. Na conversa, abordou alternativas para o desenvolvimento e a importância das comunidades tradicionais na conservação do Pantanal.
 
Segundo ela, é preciso buscar mais diálogo, a fim de que mais pessoas possam conhecer melhor o Pantanal e, dessa forma, respeitá-lo. “Esse ‘pensar Pantanal’ significa pensar a própria sobrevivência humana. Quando a gente conserva as águas do Pantanal, a biodiversidade, estamos conservando a nossa própria existência. Porque somos um sistema integrado, somos uma sociedade que se relaciona com a natureza e precisamos que essa relação seja, no mínimo, equilibrada. Uma relação onde a gente consiga usar a natureza e ela consiga continuar a se desenvolver de modo natural. Que nosso impacto na natureza seja o menor possível”, observou.
 
Durante a palestra, Giseli discorreu sobre a vulnerabilidade do bioma, que está ligada diretamente às atividades econômicas que interferem no local, como, por exemplo, as atividades que exigem drenagem das áreas para o plantio. Outras preocupações listadas pela pesquisadora são os tipos de produtos químicos que estão sendo usados no Pantanal, a retirada da vegetação, o manejo da pecuária tradicional e a utilização do fogo. Também ressaltou a importância do uso consciente do fogo para a diminuição dos incêndios florestais que ficam sem controle e colocam em risco toda a biodiversidade.
 
Na sequência, a doutora Catia Urbanetz, que atua como pesquisadora na Embrapa Pantanal, em Corumbá – MS, na área de Uso Sustentável e Conservação da Biodiversidade e de Recursos Genéticos da Flora, falou sobre o tema “Pesquisa e Inovação na busca pelo desenvolvimento Sustentável do Pantanal”.
 
Na oportunidade, a especialista, que é coordenadora do Projeto Biomas no Pantanal pela Embrapa, na área de restauração ecológica com espécies nativas e uso de recursos madeireiros e não madeireiros, explicou porque o Pantanal é uma região com aptidão natural para a pecuária, abordou aspectos legais e alternativas sobre sustentabilidade para a pecuária – ou seja, como promover fazendas sustentáveis – e discorreu sobre a pesca na bacia do Alto Paraguai.
 
A iniciativa contou com organização da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e parceria da Justiça Comunitária, Universidade Federal de Mato Grosso e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
 
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens: Foto1 – Print de tela da transmissão do webinário. Imagem do juiz José Antonio Bezerra Filho, de óculos e terno e gravata azul, e da palestrante Giseli Nora, de blusa preta. Foto 2 – Print de tela da transmissão do webinário. Imagem da palestrante Catia Urbanetz de blusa branca.
 
Lígia Saito
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 
 

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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