TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Desembargadores dividem experiências adquiridas ao longo da carreira com juízes substitutos
Uma conversa informal com os desembargadores Rubens de Oliveira, Paulo da Cunha e Gilberto Giraldelli marcou a manhã desta quinta-feira (28 de abril) no Curso Oficial de Formação Inicial, voltado para magistrados(as) substitutos(os). Chamado ‘Diálogos Institucionais’, o encontro foi realizado na sede da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso, das 8h às 12h, e abordou a experiência profissional de cada um deles ao longo da vida funcional,
O primeiro desembargador a conduzir o bate-papo foi Rubens de Oliveira que, na ocasião, expressou a satisfação em conversar com os juízes em breve empossados. Ele ressaltou que até o momento os novos magistrados estudaram e conheceram o Direito pela ótica do Judiciário, mas é importante lembrar que existem outras óticas também, principalmente, a do jurisdicionado. “O que pensa o cidadão que vai receber sua decisão? Para mim essa é a aspiração que tem que ser respondida. É preciso tratar aqueles que buscam a Justiça com respeito e, principalmente, ter atenção com as demandas que envolvem vida ou morte da pessoa. Quem mais precisa de justiça são os menos favorecidos.”
Na sequência falou o desembargador Paulo da Cunha, observando a trajetória desde que era advogado, passando pelo Ministério Público, pela Procuradoria-Geral de Justiça, até chegar à magistratura. Nessa trajetória, ele afirmou que contou com o apoio de muitas pessoas e que carrega consigo a máxima de que ninguém se faz sozinho. “Vocês, para chegarem até aqui, contaram com muitas pessoas. Uma esposa, um esposo, um irmão, uma irmã, a mãe, o pai. Sempre Deus coloca alguém em nosso caminho. Quando vocês olham para trás, percebem que alguns colegas ficaram no meio da jornada. Pode não ter sido por falta de esforço, mas por circunstâncias. Eu não cheguei aqui sozinho, sempre teve alguém me acompanhando. Primeiro Deus, em seguida uma pessoa que dá uma palavra amiga, um conselho, um estímulo que nos ajudam a continuar a caminhada.”
A roda de conversa foi finalizada com o desembargador Gilberto Giraldelli. Ele participou também do processo de escolha dos juízes substitutos e hoje se disse satisfeito de também poder dirigir palavras de alento e esperança para que possam se transformar em grandes juízes do Estado de Mato Grosso. “A integração que tivemos com essa turma que inicia agora a função pública é fundamental para que eles se sintam bem-recebidos. Hoje passamos parte das experiências que vivenciamos ao longo dos anos perante as comarcas em que trabalhamos. A gente percebe que essa turma que está preste a assumir a magistratura é composta por pessoas qualificadas, sei disso porque estive na banca examinadora e sei da capacidade técnico-jurídica de cada um destes que foram aprovados e agora vão assumir diversas comarcas no interior.”
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos
Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.
Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.
Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.
Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.
Autor: Nadja Vasques
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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