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Debate expõe avanços com juiz de garantias no Sistema de Justiça

A missão do Juiz de Garantias foi tema de debate no “VI Encontro do Sistema de Justiça Criminal do Estado de Mato Grosso – Ideários entre a Lei e a Realidade”.

O evento foi realizado na quinta e sexta-feira, dias 30 e 31 de outubro, no Espaço Justiça, Cultura e Arte Desembargador Gervásio Leite do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em Cuiabá, e reuniu exímios juristas. Idealizado e coordenado pelo desembargador Marcos Machado (TJMT), é uma realização da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), em parceria com a Escola Superior da Advocacia (ESA/OAB-MT), Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público Estadual (MPMT) e Escola Superior da Defensoria Pública (Esdep).

Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Antônio Saldanha Palheiro, que presidiu a mesa e abriu as discussões sobre desafios e avanços trazidos pela instituição do Juiz de Garantias, inovação instituída pela Lei 13.964/2019. Conforme a lei, o juiz de garantias é o responsável por controlar a legalidade da investigação criminal e salvaguardar direitos individuais. Após dois anos para adaptação, a partir de janeiro os tribunais estarão obrigados a instituir a Vara Especializada em Garantias.

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A palestrante Ivana David é desembargadora do Tribunal de Justiça de São Paulo e compartilhou a experiência paulista, ressaltando diversas preocupações, já sentidas na prática, em dar cumprimento à determinação legal. Uma das questões que a magistrada pontuou é que o projeto encontra barreiras em parte dos operadores do direito. Outra é o número insuficiente de juízes. “O desafio maior será fazer esta transição dentro deste país diversificado, com 8 milhões e meio de quilômetros quadrados e uma população desigual e um sistema judicial também desigual”.

Por outro lado, o debatedor Gustavo Octaviano Diniz Junqueira, defensor público em São Paulo, afirmou que a figura do juiz de garantias é positiva, pois acompanhará os casos em fase investigativa, o que evitará “a contaminação” do magistrado que julgará ao final da ação penal. Para ele, trata-se de um avanço e não há dilema em conciliar direitos do autor ou vítima. “A ideia é proteger sim de forma intransigente todos os direitos do autor e dar todo amparo, proteção e acolhimento à vítima”.

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Juiz do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Atalá Correia destacou a importância de garantir um equilíbrio desde as investigações até a sentença. Com olhar prático, lembrou de tempos remotos do Direito, em que, por exemplo, a própria vítima impunha o castigo ao autor, e o fazia muitas vezes de maneira desproporcional. E citou a evolução contínua do Direito Penal, que passa por um caminho irremediável de transformações, que devem ser sempre testadas e aperfeiçoadas.

O advogado que atua em Brasília Eumar Novack parabenizou o evento pelo debate com o aspecto transversal, levando em consideração os olhares dos atores envolvidos no Sistema de Justiça, e também defendeu o juiz de garantias como avanço. “Um dos mais significativos (avanços) desde a Constituição de 1988, e funcionará como barreira constitucional contra o risco de parcialidade”. Para ele, adotar este modelo expressa maturidade institucional.

Keka Werneck/Assessoria OAB-MT

Autor: Assessoria

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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