TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Corregedoria Participativa em Rosário Oeste fortalece diálogo entre o Judiciário e a sociedade

A visita à comarca de Rosário Oeste nesta quinta-feira (15) encerrou a programação desta semana do Programa Corregedoria Participativa, consolidando o compromisso do Poder Judiciário, por meio da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ) em promover a aproximação com todos os atores da sociedade. Liderada pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira, a iniciativa tem como objetivo principal abrir espaço para o diálogo com todos os segmentos que integram ou utilizam o Judiciário Estadual.
 
“Quando o cidadão busca o Judiciário os senhores são os primeiros a recebê-los e nada mais gratificante do que ouvir deles que foram bem atendidos”, comentou o corregedor. “Estamos aqui para colher dos senhores sugestões para melhor servir aqueles que necessitam dos nossos préstimos.”
 
A programação em Rosário Oeste começou às 08h, com uma foto oficial do corregedor e comitiva ao lado do juiz diretor do Foro, Diego Hartmann e servidores da Comarca. Após este momento, foi promovida uma reunião no Fórum local, na qual magistrado e servidores apresentaram questões pertinentes à comarca ao corregedor.
 
“Vemos como uma oportunidadede aprimorar nossos atendimentos, fluxos e procedimentos. Todos temos o mesmo objetivo que é o de bem servir ao cidadão”, analisou o juiz diretor.
 
Em seguida, o juiz auxiliar da CGJ, Emerson Cajango, trocou ideias com os servidores sobre os desafios e demandas enfrentados pelo Poder Judiciário na comarca. O magistrado falou sobre metas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), indicou prioridades, deu dicas de administração judiciária, respondeu alguns questionamentos e anotou dificuldades relatadas pelos servidores para reportar aos setores responsáveis.
 
O corregedor-geral fez uma visita institucional ao prefeito Alex Steves Berto, na sede do Poder Executivo, fortalecendo a parceria entre o Judiciário e o município de Rosário. A regularização fundiária foi um dos temas tratados. “Toda Baixada Cuiabana enfrenta problemas nessa área. É esta é uma das prioridades da gestão. O Judiciário está atento ao assunto e é um parceiro na busca por soluções para nossa gente”, disse Berto.
 
Servidores da prefeitura prepararam uma cesta com itens de produtores locais como doces, compotas e farinha de mandioca para presentearem o corregedor.
 
O encerramento da programação em Rosário Oeste contou também com uma visita à sede das promotorias, onde o corregedor-geral se encontrou com o promotor Alexandre Balas. “A peça central do sistema de Justiça é o juiz, se o magistrado trabalha bem força todos os outros integrantes – delegado, promotor defensor, a atuarem bem também”, acredita Balas. “Rosário é uma comarca de acúmulo. O diálogo institucional entre o MPE e o juízo é no sentido de colocar os processos em dia, organizar para que a tramitação se dê em um tempo adequado”.
 
“Esses encontros permitem a troca de experiências e a identificação de oportunidades para aprimorar a atuação do Ministério Público em conjunto com o Judiciário”, acredita o desembargadorJuvenal Pereira.
 
Desde segunda-feira (12), a comitiva do Programa Corregedoria Participativa tem percorrido as comarcas da região médio-norte de Mato Grosso. Além de Rosário Oeste, as cidades de Diamantino, Nortelândia e Arenápolis também foram visitadas, reunindo prefeitos, secretários municipais, partes, representantes da sociedade civil, Ministério Público, Ordem dos Advogados (OAB), Defensoria Pública, magistrados e servidores das respectivas localidades. Paralelamente ocorrem às correições ordinárias.
 
Para o desembargador, o Programa Corregedoria Participativa reforça o compromisso do Judiciário em ouvir as demandas da sociedade e promover melhorias no sistema judiciário. “O diálogo aberto com os diversos segmentos envolvidos no processo judicial é fundamental para construir um sistema mais eficiente, acessível e próximo das necessidades da população. A iniciativa contribui para o fortalecimento do Estado de Direito e para o aprimoramento contínuo do sistema de Justiça em Mato Grosso”, defende Juvenal Pereira.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagens: Foto 1 – Comitiva do programa posa com servidores e magistrados em frente ao Fórum de Rosário Oeste. Foto 2 – Juiz diretor dá boas vindas a comitiva da CGJ. Foto 3 – Perfeito entrega cesta de produtos regionais ao corregedor. Foto 4 – corregedor e promotor de Rosário Oeste conversam.
 
Alcione dos Anjos
Assessoria de Imprensa da CGJ-MT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

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“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

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Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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