TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Autoridades enaltecem ingresso de novos desembargadores no Judiciário de Mato Grosso

A posse dos novos desembargadores e nova desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, momento que marca o ano do sesquicentenário (150 anos) do TJMT, foi acompanhada de perto por autoridades das diversas esferas do Poder Público do Estado, que enalteceram a importância do preenchimento de oito das nove vagas criadas no segundo grau da Justiça estadual.
 
A sessão solene de posse ocorreu na quarta-feira (21 de fevereiro), no Cenarium Rural, em Cuiabá. Tomaram posse os desembargadores Rodrigo Roberto Curvo, Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro, Lídio Modesto da Silva Filho e José Luiz Leite Lindote (critério de merecimento), Jorge Luiz Tadeu Rodrigues e Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo (critério de antiguidade), Marcos Regenold Fernandes, do Ministério Público e Hélio Nishiyama, da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso – OAB-MT (vagas destinadas ao 5º Constitucional, observando o artigo 94 da Constituição Federal e o artigo 5º do Regimento Interno da Corte).
 
O governador do Estado, Mauro Mendes, destacou a relevância do cargo e do ingresso de novos membros na Corte. “O Tribunal de Justiça ganha novos desembargadores que vão oxigenar, que vão ajudar a cuidar do importante papel que esse tribunal desempenha dentro do sistema judiciário do Estado de Mato Grosso. Muitos bons profissionais estão ascendendo a esse importante cargo e tenho certeza que eles vão colaborar com o Tribunal de Justiça”, disse.
 
Representando o Poder Legislativo, o deputado estadual Max Russi lembrou que a Assembleia Legislativa (ALMT) desempenhou um papel crucial na ampliação do número de vagas de desembargadores, de 30 para 39, em 2020. “Quando foi encaminhada a PEC [Proposta de Emenda Constitucional] para aprovação da criação das nove vagas, houve o apoio da Assembleia.
 
O parlamentar avalia ainda que o crescimento populacional de Mato Grosso, nos últimos 20 anos, quando ocorreu a última ampliação de vagas de desembargadores, justifica o incremento no número de magistrados. “Já era hora dessas vagas serem criadas. Cresceu a população, cresceram as demandas, precisou-se mais do Poder Judiciário e, com isso, sobrecarregou. Então, com a posse, tenho certeza que será ainda mais ágil e a gente consegue fazer justiça rápida e atender a todos os munícipes mato-grossenses”.
 
O desembargador Tarcísio Valente, do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (TRT 23), pontuou que a Justiça do Trabalho está presente há mais de 80 anos no Estado, mas funcionava apenas na Capital, e que o segundo grau de jurisdição nessa seara somente foi instalado em Mato Grosso há 30 anos. Antes disso, era a Justiça estadual, que em 2024 completa 150 anos, quem atendia a população mato-grossense nas demais comarcas, em relação às demandas trabalhistas. Além disso, o Judiciário estadual e a Justiça trabalhista mantiveram e mantêm relações que já passaram, por exemplo, pelo compartilhamento de espaço físico dos fóruns com a Justiça do Trabalho e, atualmente, passa pela cessão de espaço em sua rede de programação, por parte da Rádio TRT FM, para a Rádio TJ.
 
“Nós fazemos parte de um sistema de justiça do Estado. Nós somos um tribunal federal, mas nós temos muitas parcerias e objetivos em comum, que é a prestação jurisdicional. E esse estreitamento de relações institucionais é sempre muito importante. Venho acompanhando, nesses 30 anos, que houve uma evolução de cargos, o Tribunal está a todo vapor e isso é muito importante para a melhor prestação jurisidicional à população de Mato Grosso”, afirma o desembargador do trabalho.
 
O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo também enalteceu a parceira com o Tribunal de Justiça, o que para ele, resulta em benefícios à sociedade. “Nós, do Tribunal de Contas, temos com o Tribunal de Justiça um projeto maravilhoso, que é Tribunais em Ação, atendendo a sociedade. Recentemente estivemos em Rondonópolis para atendimento de mais de 1,5 mil pessoas. Então, é o entrosamento de duas fortes instituições em benefício da sociedade. A chegada de novos desembargadores é ganho para a população de Mato Grosso, que sempre busca justiça célere. E isso acrescenta ainda mais aos quadros do Tribunal de Justiça, membros que vieram de uma história de serviço prestado em benefício da sociedade”.
 
A presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM), juíza Maria Rosi de Meira Borba, classificou a posse dos novos desembargadores e da nova desembargadora como um momento histórico para a magistratura. “Nós ganhamos e ganhamos muito! Os nossos membros ascendem, dentro de critérios de antiguidade e merecimento. Outras instituições mandam seus representantes. Isso é muito importante! A Ordem dos Advogados do Brasil e o Ministério Público nesse congraçamento que fundamenta o Poder Judiciário. O Poder Judiciário ganha, Mato Grosso ganha. E eu tenho certeza que o Poder Judiciário continuará fazendo o que fez até aqui: prestando uma jurisdição ao tempo e a hora para o nosso Estado, que tanto cresce de uma maneira exponencial! E o Tribunal de Justiça tem necessariamente que acompanhar isso e está acompanhando”, avaliou.
 
Também compuseram o dispositivo de honra da sessão solene de posse a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil- Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Gisela Alves Cardoso; o procurador-geral da Justiça, Deosdete Cruz Júnior; o procurador regional da República, Elton Ghersel; e a defensora pública geral, Luziane Castro.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativos para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Foto em plano aberto que mostra a mesa de honra composta, ao centro, pelos representantes dos Poderes Judiciário, Executivo e Legislativo, respectivamente, desembargadora Clarice Claudino da Silva, governador Mauro Mendes e deputado Max Russi; e nas laterais pelos representantes dos Ministérios Públicos Estadual e Federal, do Tribunal de Contas do Estado, do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, da OAB-MT, da Defensoria Pública Estadual e da Associação Mato-grossense de Magistrados. Segunda imagem: Foto que mostra o governador Mauro Mendes falando no microfone, no púlpito. Ele é um homem branco, de cabelos grisalhos, usando camisa branca, gravata e terno azul. Na lateral dele, sentados, estão os demais membros do dispositivo de honra. 
 
Celly Silva/ Fotos: Alair Ribeiro e Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Leia Também:  Centros de atenção às vítimas: Mato Grosso compartilha experiência com Tribunal do Amazonas
Propaganda

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

Leia Também:  Atuação em conjunto garante medida protetiva a vítima de violência doméstica em Luciara

Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Leia Também:  Campinápolis divulga resultado de seletivo para as áreas de Assistência Social e Psicologia

Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA