TECNOLOGIA
Programas de Iniciação Científica: prazo de indicação de bolsistas para 2º ciclo vai de 01 a 15/09
OConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) informa o período para indicação de novos bolsistas para o 2º Ciclo dos Programas Institucionais de Iniciação Científica e Tecnológica terá início em 1º de setembro de 2025.
Os coordenadores institucionais dos programas deverão realizar as indicações dos bolsistas na Plataforma Integrada Carlos Chagas (PICC) entre os dias 1º e 15 de setembro de 2025. É fundamental que o procedimento seja concluído dentro do prazo estabelecido, a fim de garantir que os estudantes selecionados usufruam dos 12 meses completos de bolsa.
Desde 2024, as chamadas públicas dos Programas Institucionais de Iniciação Científica e Tecnológica (PIBIC, PIBITI, PIBIC-Af e PIBIC-EM) passaram a ser trienais, com implementação das bolsas em três ciclos de 12 meses, com início em 1º de setembro, mantendo o mesmo quantitativo anual de bolsas para cada instituição em cada ciclo. Até 2027, os quatro programas totalizarão um investimento de R$ 932,1 milhões ao final das chamadas, resultando na concessão de um total de 120.576 bolsas de 12 meses.
As indicações contemplarão as Chamadas:
- 05/2024: Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC)
- 07/2024: Programa Institucional de Iniciação Científica no Ensino Médio (PIBIC-EM)
- 06/2024: Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI)
- 11/2024: Programa Institucional de Iniciação Científica nas Ações Afirmativas (PIBIC-Af)
Atualização de dados cadastrais
Para assegurar o fluxo adequado de todas as etapas dos programas, é imprescindível que cada instituição mantenha sempre atualizados os dados de seu Representante Institucional no Cadastro de Informações Institucionais (CADI) e de seus Coordenadores na Plataforma Integrada Carlos Chagas (PICC).
As instituições que necessitarem atualizar as informações cadastrais de seus coordenadores e representantes deverão seguir os passos abaixo:
1. Alteração do Representante Institucional de Iniciação Científica (RIC) no CADI
A atualização desses dados deve ser realizada no Diretório de Instituições (DI) dos Programas Institucionais de Iniciação Científica e Tecnológica. Para indicar ou alterar o RIC, as instituições podem consultar os seguintes manuais de apoio:
Roteiro para instituições já cadastradas no Diretório de Instituição (DI)
2. Substituição do Coordenador de Iniciação Científica e Tecnológica na PICC
Após a efetivação da alteração no CADI, o novo RIC deverá proceder à atualização do coordenador /coordenadores na PICC. Ressalta-se que, antes de realizar uma nova indicação, é necessário remover as funcionalidades do RIC anterior, a fim de evitar inconsistências no sistema. Para indicar ou alterar o coordenador(es), as instituições podem consultar os seguintes manuais:
Manual para designar/alterar Coordenador PIBIC, PIBITI, PICME, IC Júnior (PIBIC-EM)
Em caso de falhas durante o procedimento de alteração do representante e dos coordenadores, a instituição poderá acionar a Central de Atendimento do CNPq pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (61) 3211-4000.
Orientações Específicas para a chamada PIBIC-Af
O CNPq e o Ministério da Igualdade Racial (MIR) uniram esforços para a implementação da Chamada CNPq/MIR nº 11/2024 – Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica nas Ações Afirmativas (PIBIC-Af). As instituições contempladas com bolsas por meio desta chamada devem observar atentamente as seguintes especificidades:
- Bolsas CNPq destinadas a beneficiários de políticas de ação afirmativa e/ou estudantes negros, indígenas e quilombolas, conforme item 5.4 da Chamada CNPq/MIR Nº 11/2024:
“5.4 – As bolsas se destinam exclusivamente a estimular a participação de beneficiários de políticas de ações afirmativas para ingresso no ensino superior e/ou estudantes negros, indígenas e quilombolas ingressos na graduação em IES públicas no desenvolvimento de pesquisas científicas, tecnológicas e de a inovação, despertando o interesse pelo aprofundamento da atuação nesses campos.”
- Bolsas MIR destinadas a estudantes negros, Conforme Objeto do TED Nº 09/2024:
“Apoio ao Programa Institucional de Iniciação Científica nas Ações Afirmativas (PIBIC-Af) por meio da concessão de bolsas de Iniciação Científica às instituições participantes da Chamada PIBIC-Af 2024-2027 com ações afirmativas para o ingresso de estudantes negros no Ensino Superior. Busca-se ampliar as oportunidades de formação acadêmica e científica para a população negra ingressa nas instituições de Ensino Superior Públicas.”
É imprescindível que as bolsas sejam direcionadas exclusivamente ao público-alvo de cada fonte de financiamento. A Plataforma Integrada Carlos Chagas (PICC) não diferencia automaticamente as bolsas de acordo com a fonte pagadora. Inicialmente, todas as indicações são registradas com a fonte de pagamento do CNPq. Para os bolsistas financiados pelo MIR, as instituições devem comunicar cada indicação ou troca realizada por e-mail, informando os dados do novo bolsista. Isso é necessário para que o CNPq possa vincular corretamente o processo individual à fonte de pagamento do Ministério da Igualdade Racial.
Fonte: https://www.gov.br/cnpq/pt-br/assuntos/noticias/cnpq-em-acao/programas-de-iniciacao-cientifica-prazo-de-indicacao-de-bolsistas-para-2o-ciclo-vai-de-01-a-15-09
TECNOLOGIA
DataClima+ fortalece capacidades nacionais para a transparência climática
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou oficialmente, nesta quinta-feira (25), em Brasília (DF), o projeto DataClima+, que vai estruturar e institucionalizar a governança de dados para fortalecer o sistema de transparência climática do Brasil. A iniciativa contribuirá para o país atender aos requisitos da Estrutura de Transparência Aprimorada prevista pelo artigo 13 do Acordo de Paris e pelas Modalidades, Procedimentos e Diretrizes (MPGs) de implementação.
Com o novo sistema, o Brasil deve aprimorar a mensuração, o rastreamento e o reporte de dados climáticos por meio de um sistema de transparência robusto, consistente e eficiente. Além disso, o DataClima+ vai subsidiar a formulação de políticas nacionais climáticas e está alinhado ao esforço do governo federal em disseminar a governança de dados.
“A implementação desse projeto vai contribuir para que o Brasil cumpra com os compromissos assumidos internacionalmente, mas também atenderá a demandas do contexto nacional. Vamos prover com mais eficiência, agilidade e transparência um conjunto maior de informações para subsidiar a tomada de decisão na agenda climática”, afirma o coordenador-geral de Ciência do Clima do MCTI, Márcio Rojas.
O arranjo institucional para execução do projeto conta com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) como agência implementadora, o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) como apoio de execução e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) no desenvolvimento e sustentação do sistema DataClima+.
“O PNUMA trabalha para apoiar os países no enfrentamento da tripla crise planetária: da mudança do clima, da perda de biodiversidade e da poluição. Em todas essas agendas, dados de qualidade, conhecimento científico e inovação são fundamentais para orientar decisões e acelerar transformações”, afirmou a líder Regional em Finanças e Transformações Econômicas para a América Latina do PNUMA, Beatriz Carneiro.
“Ao reunir dados, sistema, instituições e processos em uma infraestrutura nacional integrada de transparência climática, o DataClima+ cria as condições para que o Brasil produza e utilize informações climáticas de forma mais eficiente, confiável e acessível”, disse o diretor-geral Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Lisandro Granville.
O comitê gestor do projeto envolve, além do MCTI e do PNUMA, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), ligada ao Ministério das Relações Exteriores (MRE). O projeto de cooperação técnica internacional captou U$ 3,8 milhões (cerca de R$20 milhões pelo câmbio atual) da Iniciativa para Construção de Capacidades para Transparência (CBIT, na sigla em inglês), uma das linhas de apoio financeiro do Fundo Global do Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês). O aporte à iniciativa brasileira é o maior desembolso global para um projeto apoiado pelo fundo global.
“O Funbio atua como gestor operacional e financeiro desta iniciativa, alinhado à nossa missão de aportar recursos estratégicos que promovam a conservação da biodiversidade e o enfrentamento dos desafios ambientais, transformando recursos financeiros em ações concretas de proteção ambiental”, explica a gerente de portfólio do Funbio Mariana Santos.
O projeto foi aprovado em agosto de 2024 e a sua execução se estende até agosto de 2028. Desde então, foram realizados os trâmites necessários para a formalização dos termos do projeto entre as instituições para a implementação do projeto e realizadas as primeiras entregas previstas no escopo do projeto.
O anúncio marca oficialmente o início do engajamento das instituições que colaborarão com o desenvolvimento do projeto por meio do fornecimento de dados. Os 23 ministérios que integram o Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM) serão diretamente envolvidos, além de outras instituições com potencial de colaboração, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Embrapa.
Entenda como o projeto vai construir o sistema nacional
O DataClima+ é um sistema modular integrado de dados climáticos orientados ao cumprimento da Estrutura de Transparência Aprimorada. Os objetivos centrais são centralizar e sistematizar informações para aprimorar a qualidade e eficiência dos relatórios nacionais de transparência.
O sistema deve apoiar o cumprimento dos compromissos internacionais do Brasil no acompanhamento do progresso da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) e das ações de adaptação à mudança do clima. As informações disponíveis facilitarão a formulação de políticas públicas baseadas em evidências e integra informações climáticas no planejamento nacional e subnacional.
O projeto possui três camadas: tecnológica, governança e capacitação. Na parte tecnológica, o sistema prevê o desenvolvimento dos módulos de Mitigação, Adaptação, Políticas públicas, Acompanhamento da NDC e Meios de Implementação (suporte necessário e recebido), além da atualização e integração dos sistemas existentes Adapta Brasil, SIRENE, SIRENE Organizacionais e SINAPSE.
Na parte de governança, o projeto vai estabelecer políticas, papéis e procedimentos, seguindo boas práticas para garantir qualidade, consistência, segurança e acessibilidade dos dados, promovendo confiança e interoperabilidade entre sistemas.
A implementação do projeto deve fortalecer ainda as capacidades institucionais e técnicas, por meio da capacitação dos técnicos das instituições envolvidas para gerir dados climáticos e transparência. A meta é capacitar mais de 600 profissionais na gestão e utilização de dados climáticos.
Acesse o site do projeto: https://dataclima.mcti.gov.br/
Assista ao evento de lançamento: https://www.youtube.com/live/vmFxrEKA31I?is=3AJmApL8JGcGQY__
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