OPINIÃO

O Brasil do “Amor” ou o Brasil do Calote?

Olha, pessoal, a gente acompanha as manchetes e percebe uma realidade que não dá mais para esconder: existe o Brasil da propaganda e existe o Brasil de verdade. O Brasil de verdade é o do boleto vencido, da conta atrasada e do nome negativado.

Enquanto o governo comemora recorde de arrecadação, o povo brasileiro afunda em dívidas. Nunca se arrecadou tanto em impostos neste país. E, ainda assim, nunca se viu tanta gente endividada. Isso não é coincidência. Isso é consequência de um modelo que aperta quem trabalha e protege quem está no poder.

A esquerda fala em “justiça social”, mas o que o brasileiro está vivendo é a justiça do oficial batendo na porta. Hoje, quase 82 milhões de brasileiros estão com o nome sujo. É praticamente metade da população adulta. Gente que trabalha, que se esforça, mas que não consegue fechar o mês no azul.

Chamam isso de economia forte. Mas que força é essa que derruba o povo?

O DNA da dívida: como chegamos até aqui

Não precisa ser especialista para entender. Basta ter memória.

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O começo do problema

Lá atrás, nos governos do PT, especialmente na era Dilma, foi implantado um modelo baseado em gastar o que não tinha, maquiar contas públicas e estimular um consumo artificial. Criaram uma falsa sensação de prosperidade que hoje cobra a conta com juros altos e famílias endividadas.

*O momento de recuperação*
Mesmo enfrentando pandemia e crises internacionais, o Brasil começou a reagir nos últimos anos. Houve redução do desemprego e sinais de retomada. O país dava passos, ainda que lentos, para sair do buraco.

A volta da velha receita

Com o retorno de Lula, o que vemos é a repetição de políticas que já fracassaram. Mais gastos, mais impostos e menos responsabilidade com o dinheiro público. O resultado é direto: o volume de dívidas cresce e o brasileiro volta a perder o fôlego.

Hoje, muitos dos inadimplentes já carregam dívidas de anos. E, ao invés de aliviar, o governo pesa ainda mais a mão, aumentando a carga sobre quem produz.

O brasileiro não aguenta mais

O povo pode até não dominar termos técnicos da economia, mas entende perfeitamente o que está acontecendo no bolso. Basta ir ao mercado, pagar a conta de luz ou tentar comprar o básico.

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A promessa da picanha virou frustração. O carrinho do supermercado encolheu. E a renda não acompanha.

A pergunta que fica é simples: se o governo arrecada cada vez mais, por que o brasileiro vive cada vez pior?

A resposta está na forma como esse dinheiro é usado. O Estado cresce, gasta mais, cria estruturas caras e ineficientes, enquanto o trabalhador é quem paga a conta.

O Brasil do calote

O Brasil não quebrou por falta de riqueza. O Brasil está sendo sufocado por um modelo que pune quem trabalha e recompensa o desperdício.

Enquanto se fala em projetos luxuosos e aumento de gastos em Brasília, milhões de brasileiros estão negociando dívidas, tentando limpar o nome e sobreviver.

Esse é o verdadeiro retrato do país hoje.

Chegou a hora de encarar a realidade. O Brasil precisa de responsabilidade, de respeito com o dinheiro público e, principalmente, de compromisso com quem produz.

Menos discurso e mais resultado.
Menos impostos e mais dignidade.

Porque o povo brasileiro não aguenta mais pagar essa conta sozinho.

Deputado Federal Nelson Barbudo

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POLÍTICA MT

Nelson Barbudo critica tributação de insumos agrícolas e alerta para impacto no preço dos alimentos

Deputado afirma que aumento dos custos no campo pode chegar ao bolso do consumidor e cobra políticas que fortaleçam produção agropecuária

O deputado federal Nelson Barbudo (Podemos-MT) fez duras críticas nesta terça-feira (11) à reoneração do PIS e da Cofins sobre insumos agrícolas e alertou que o aumento da carga tributária no campo pode produzir consequências que vão além das propriedades rurais, pressionando os custos de produção e, consequentemente, o preço dos alimentos.

A mudança decorre da Lei Complementar 224/2025, que promoveu redução de benefícios fiscais federais. Desde 1º de abril, produtos que anteriormente contavam com alíquota zero de PIS e Cofins passaram a sofrer incidência parcial das contribuições. Entre os insumos atingidos estão itens essenciais à atividade agropecuária, como fertilizantes e defensivos.

A questão foi amplamente discutida pelo parlamentar durante a realização da 32ª Expões-te, em Pontes e Lacerda, e em encontro com produtores rurais de Nova Mutum.

Para Barbudo, a medida ocorre em sentido contrário ao que o país deveria fazer para estimular a produção e contribuir para que os alimentos cheguem à mesa dos brasileiros a preços menores.

“Quando se aumenta o custo de quem produz, essa conta não desaparece. Ela percorre toda a cadeia e pode chegar lá na frente, ao supermercado e à mesa das famílias. Por isso, não estamos falando de um problema apenas do produtor rural. Estamos falando do bolso de milhões de brasileiros”, afirmou.

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O parlamentar mato-grossense defendeu que o setor agropecuário seja tratado como estratégico para a economia e para a segurança alimentar do país. Segundo ele, medidas que encarecem fertilizantes, defensivos e outros componentes da produção precisam ser avaliadas também pelos seus possíveis reflexos sobre o consumidor.

“É contraditório dizer que queremos comida mais barata e, ao mesmo tempo, aumentar os custos necessários para produzi-la. O produtor já enfrenta preço de insumos, combustível, logística, juros e uma série de outros custos. O papel do governo deveria ser criar condições para produzir mais, com eficiência e competitividade”, declarou.

SEGURO RURAL – Barbudo destacou ainda a importância do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural, que permite ao Governo Federal custear parte do valor do seguro contratado pelos produtores. Para 2026, o programa teve recursos bloqueados, reduzindo a capacidade de cobertura em um momento de forte instabilidade climática.

“Seguro rural não é privilégio. É proteção para uma atividade que depende do clima e que sustenta grande parte da economia. Quando uma safra quebra, não perde apenas o produtor. Perde o comércio, perde o transportador, perde quem presta serviço e perde toda a cidade que depende daquela produção”, ressaltou.

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Segundo Nelson Barbudo, o Brasil deveria seguir o caminho oposto: reduzir custos, ampliar instrumentos de proteção e garantir segurança para quem investe e produz.

“Precisamos dar condições para o produtor plantar, investir e continuar produzindo. Isso significa crédito adequado, seguro rural forte, segurança jurídica e menos peso sobre os insumos. Quanto mais segurança existir no campo, melhor será para o abastecimento, para os empregos e para a economia”, defendeu.

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