POLÍTICA MT
Lúdio relembra cobrança para que governo compre Santa Casa de Cuiabá e comemora decisão
O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) comemorou a decisão do Governo de Mato Grosso, anunciada na quarta-feira (11), de comprar o prédio e manter o funcionamento do Hospital Estadual Santa Casa, em Cuiabá. Lúdio relembrou sua defesa feita nos últimos cinco anos para que a unidade não fosse fechada, e para que se tornasse um hospital estadual em definitivo.
“Até que enfim. Tem no mínimo cinco anos que eu venho defendendo, de forma insistente, em todos os espaços, inclusive na Justiça, que a Santa Casa se torne definitivamente um hospital estadual. De que forma? O Estado desapropriando o imóvel, adquirindo por meio de leilão, porque aí o Estado sendo proprietário, o Hospital Estadual Santa Casa continua funcionando, podendo inclusive ter suas tarefas ampliadas no atendimento à população. É uma defesa que venho fazendo desde que a Santa Casa foi fechada anos atrás”, declarou o deputado.
A antiga Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá era administrada pela Sociedade Beneficente Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, que encerrou suas atividades em 2019. Em abril daquele ano, Lúdio entrou com uma ação popular no Tribunal de Justiça para que a Prefeitura de Cuiabá, que mantinha contrato com a Santa Casa, mantivesse os serviços de saúde do hospital. Após pressões realizadas pelo deputado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o Governo do Estado fez uma requisição administrativa e passou a utilizar o prédio de maneira provisória como hospital estadual ainda em 2019.
No período de requisição administrativa, o Estado pagou um valor mensal pelo uso da Santa Casa, num total de cerca de R$ 35 milhões. Em 2025, o governo de Mato Grosso chegou a anunciar que fecharia a Santa Casa depois da abertura do Hospital Central, durante audiência pública realizada pelo deputado Lúdio Cabral na Assembleia Legislativa. Agora, o governo propôs a compra do prédio da Santa Casa por R$ 25 milhões.
Foto: Luciano Campbell/ALMT
“É uma pena que o valor que o Estado propõe não é suficiente para cobrir todos os débitos trabalhistas dos funcionários da antiga Santa Casa. Na minha avaliação, o Estado deveria aportar, no mínimo, R$ 34 milhões para adquirir o imóvel, que é um valor mais próximo ao valor de mercado, que chega a cerca de R$ 50 milhões, pelos estudos que a Justiça do Trabalho fez. Mas, é uma decisão necessária: o Estado desapropriar, adquirir o imóvel, para que o Hospital Estadual Santa Casa continue funcionando e atendendo a população de Mato Grosso”, pontuou Lúdio.
A compra do imóvel será realizada em meio ao processo que tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (TRT-23), no qual 855 ex-empregados da antiga Santa Casa de Misericórdia aguardam o pagamento de verbas rescisórias. Também há processos de dívidas fiscais deixadas pela associação que administrava o hospital anteriormente.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Vantagem de Wellington sobre Pivetta despenca de 26 para 8 pontos
Série de pesquisas mostra senador perdendo dez pontos desde novembro, enquanto governador avança oito; diferença entre os dois encolheu 18 pontos
A nova pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta quarta-feira, 12, sobre a sucessão estadual em Mato Grosso mantém Wellington Fagundes (PL) na liderança, mas a vantagem construída pelo senador vem sendo gradativamente consumida, enquanto Otaviano Pivetta (Republicanos) avança na corrida pelo Palácio Paiaguás.
A vantagem de Fagundes sobre o governador Otaviano Pivetta caiu de 26 para apenas oito pontos percentuais, segundo as pesquisas realizadas no Estado pelo instituto. Os levantamentos mostram movimentos opostos dos dois principais candidatos. Enquanto Wellington caiu de 44% das intenções de voto em novembro para 34% em agosto, Pivetta avançou de 18% para 26% no mesmo período. Com isso, a distância entre os dois foi reduzida em 18 pontos.
Em novembro, Wellington aparecia com 44%, contra apenas 18% de Pivetta e 6% de Natasha Slhessarenko. Naquele momento, portanto, o senador tinha uma confortável vantagem de 26 pontos sobre o atual governador.
Em março, a distância já havia diminuído. Wellington recuou para 43%, enquanto Pivetta chegou a 25%. Natasha alcançou 12%. A vantagem do senador sobre Pivetta caiu, então, para 18 pontos.
O movimento continuou em junho. Wellington apareceu com 40%, Pivetta alcançou 29% e Natasha chegou a 16%. A diferença entre os dois principais candidatos foi reduzida novamente, desta vez para 11 pontos.
Agora, em agosto, Wellington registra 34%, contra 26% de Pivetta e 13% de Natasha. A distância, que chegou a ser de 26 pontos em novembro, é de apenas oito.
Desde novembro, Wellington perdeu dez pontos percentuais — uma redução de quase um quarto do eleitorado que declarava voto nele naquele levantamento. Pivetta, no sentido inverso, ganhou oito pontos e ampliou em cerca de 44% o percentual de eleitores que declaravam voto nele.
A sequência fica clara quando observada a vantagem de Wellington sobre Pivetta:
Novembro: 26 pontos
Março: 18 pontos
Junho: 11 pontos
Agosto: 8 pontos
Em nove meses, portanto, 18 dos 26 pontos que separavam Wellington de Pivetta desapareceram.
A série histórica mostra que a ampla vantagem existente no final do ano passado foi sendo reduzida levantamento após levantamento, ao mesmo tempo em que Pivetta deixou uma posição distante para se consolidar como principal adversário do candidato do PL.
Outro dado chama atenção nesta pesquisa diz respeito a quantidade de eleitores que ainda não definiu espontaneamente seu candidato. Quando os pesquisadores não apresentam os nomes dos concorrentes, 50% dos entrevistados dizem ainda não saber em quem votar. Wellington é citado espontaneamente por 14% e Pivetta por 10%. A diferença entre os dois, nesse caso, é de apenas quatro pontos.
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