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Dr. João propõe que Santa Casa vire centro especializado de oncologia

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta segunda-feira (19), uma audiência pública para debater o futuro do Hospital Estadual Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, ameaçado de desativação com a inauguração do Hospital Central, prevista para 2025. Liderada pelo deputado estadual e primeiro-secretário da ALMT, Dr. João (MDB), a sessão reuniu parlamentares, profissionais de saúde, representantes do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e sociedade civil, em um esforço para encontrar soluções que preservem os serviços essenciais da unidade, referência em oncologia e nefrologia pediátrica.

“A Santa Casa não é só Cuiabá, é Mato Grosso. O povo cuiabano tem orgulho dela, um amor incondicional. Precisamos de cautela e diálogo para evitar o fechamento”, destacou Dr. João.

Nas últimas semanas, o deputado intensificou esforços para compreender a situação da Santa Casa, com reuniões com médicos, funcionários e o Conselho Regional de Medicina (CRM/MT), além de uma visita in loco no dia 13 de maio. A unidade, fundada entre 1815 e 1817, é a mais antiga do Centro-Oeste e enfrenta risco de leilão judicial devido a dívidas trabalhistas de R$ 50 milhões, segundo o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-23).

Dr. João propôs transformar a Santa Casa em um centro especializado em oncologia, destacando a necessidade de enfrentar o aumento de casos de câncer. “Temos quase 500 pacientes em quimioterapia ou radioterapia. Para começar um tratamento oncológico, é preciso biópsia, e só a Santa Casa faz. Criar uma unidade especializada seria histórico para Mato Grosso”, defendeu.

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O deputado pediu um maior diálogo com o governo estadual, que, segundo o secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, planeja desativar a unidade após a abertura do Hospital Central, transferindo 70% dos serviços. “O governador mencionou um plano B, mas não fomos chamados para discuti-lo ainda”, lamentou Dr. João.

Outra das possibilidades aventadas foi a compra do prédio por parte do Governo do Estado, com auxílio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), para que a administração seja feita pelo Conselho Municipal de Saúde da Baixada Cuiabana ou através de parceria público-privada.

O promotor do Ministério Público de Mato Grosso (MPE), Dr. Milton Silveira, reforçou a importância da Santa Casa, que oferece tratamentos não disponíveis no Hospital Central, como oncologia pediátrica e hemodiálise infantil. “Fechar abruptamente, sem planejamento, é inaceitável. O MPE notificará o estado e acionará a Justiça se não houver um plano claro para realocar esses serviços”, alertou.

Milton ainda sugeriu a construção de um anexo ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) como alternativa, destacando que UPAs e o HMC operam acima da capacidade, com 110% a 120% de ocupação.

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Diogo Leite Sampaio, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado (CRM/MT), questionou o fechamento de serviços oncológicos vitais. “Como fica a população sem retaguarda para tratamentos? Manter a Santa Casa é mais econômico do que construir novas unidades. Essa história de 200 anos faz parte de nossa identidade”, afirmou.

O deputado propôs a criação de um grupo de trabalho amplo, incluindo servidores da Santa Casa, Tribunal de Contas do Estado (TCE), Comissão de Saúde da ALMT e outros atores, para revisar a normativa de transição ou fechamento elaborada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT).

“A Santa Casa é um símbolo. Dizemos que alguém é cuiabano de chapa e cruz porque, ao nascer nela, recebia uma chapinha e uma cruz. Não podemos apagar esse legado”, declarou Dr. João, reforçando o convite à sociedade para participar da construção de soluções.

Em 2024, a Santa Casa realizou 6.745 cirurgias eletivas, 3.740 consultas ambulatoriais e 1.092 cirurgias de emergência, enquanto de janeiro a março de 2025 já foram 1.994 procedimentos cirúrgicos, consolidando sua relevância para o SUS.

Fonte: ALMT – MT

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Pivetta amplia base política enquanto Fagundes enfrenta divergências entre aliados

Governador reúne apoio de 135 dos 142 prefeitos de Mato Grosso e maioria na Assembleia; movimentações de candidatos ao Senado e insatisfação no Novo evidenciam dificuldades de articulação na coligação adversária

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A reta final da campanha ao Governo de Mato Grosso intensificou as movimentações entre os principais grupos políticos do Estado. O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), conta com o apoio de 135 dos 142 prefeitos mato-grossenses, além de ter maioria entre os deputados estaduais na Assembleia Legislativa (ALMT). 

Entre os nomes que disputam o Senado, o ex-governador Mauro Mendes (União) e a ex-senadora Margareth Buzetti (PP), integrantes da coligação liderada por Pivetta, estão entre os apoiadores do governador. O produtor rural Antônio Galvan (Avante), mesmo fora da coligação oficial, também declarou apoio à candidatura do republicano e participou do primeiro ato oficial da campanha, em Lucas do Rio Verde. 

Outros candidatos ao Senado adotam posições distintas. O deputado federal José Medeiros (PL), que manifestou contrariedade com a aliança de seu partido com o MDB, declarou que não pretende prejudicar Wellington Fagundes (PL), mas também afirmou que não pedirá votos para o correligionário. 

A deputada estadual Janaina Riva (MDB), por sua vez, não tem participado de forma ativa dos atos de campanha de Fagundes. Recentemente, ela apareceu ao lado de integrantes do grupo governista, incluindo Pivetta e a ex-primeira-dama Virgínia Mendes (União). Janaina também descartou retaliações aos 13 prefeitos do MDB que decidiram apoiar a reeleição do governador, apesar da candidatura de Fagundes. 

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Já o senador Carlos Fávaro (PSD) e o ex-governador Pedro Taques (PSB) têm acompanhado com maior frequência a campanha da médica Natasha Slhessarenko (PSD), candidata ao Governo pela coligação Mato Grosso Para Todos. 

Divergências no Novo

As dificuldades de articulação na coligação de Fagundes também chegaram ao Novo. Integrantes da legenda têm reclamado de atrasos atribuídos ao PL no repasse de recursos de campanha e na entrega de materiais gráficos destinados aos candidatos do partido. 

Segundo fontes partidárias ouvidas pela reportagem original, a retirada do empresário Marcelo Maluf (Novo) da posição de candidato a vice-governador teria provocado desmobilização de parte dos candidatos da sigla em relação à campanha de Fagundes. A posterior indicação do pecuarista Reinaldo Morais, conhecido como Rei do Porco, para a vaga de vice teria reduzido parcialmente as divergências internas. 

Enquanto as coligações trabalham para consolidar suas bases nesta fase da disputa, os diferentes posicionamentos de prefeitos, parlamentares e candidatos ao Senado mostram que as alianças partidárias formais não necessariamente se traduzem em apoio uniforme às candidaturas ao Governo.

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