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ALMT realiza audiência sobre saúde pública e a pandemia

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Foto: Christiano Antonucci / Secom-MT

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (Almt) será o palco da audiência pública com o tema “A saúde e a pandemia da covid-19: políticas públicas para os órfãos da doença”. A atividade acontece na próxima segunda-feira (21), na Sala das Comissões da Assembleia Legislativa, a partir das 9h, de maneira remota.

Requerida pelo deputado estadual Valdir Barranco (PT), a discussão se faz necessária para tratar sobre os impactos do coronavírus na vida e na saúde das pessoas, em especial as implicações nos órfãos de pais vitimados pelo vírus. “A pandemia vem produzindo sequelas graves, não apenas de ordem biomédica e epidemiológica em escala global, mas também consequências e impactos sociais, econômicos, políticos, culturais e históricos sem precedentes na história recente das epidemias. E quem mais sentiu e ainda sente esses efeitos foi o povo”, argumentou.

Para integrar o corpo de debatedores, a audiência contará com a participação do deputado federal Pedro Uczai (PT-SC); do promotor de justiça do Maranhão, Márcio Tadeu; da professora de serviço social do Rio Grande do Norte, Íris de Oliveira, além de coordenadores das seccionais da Associação Nacional Vida e Justiça em Apoio e Defesa dos Direitos das Vítimas da Covid-19 do Maranhão e Rio Grande do Norte. Nesses dois estados já existem políticas públicas para atendimento aos órfãos.

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Somente no Brasil, até a produção dessa matéria no dia 15 de março, o número de casos confirmados era de 29 milhões e 400 mil, com 656 mil óbitos em decorrência do coronavírus. Em Mato Grosso, foram 718 mil casos e registradas 14.822 mortes.

“A estimativa de infectados e mortos concorre diretamente com o impacto sobre os sistemas de saúde, com a exposição de populações e grupos vulneráveis, a sustentação econômica do sistema financeiro e da população, a saúde mental das pessoas em tempos de confinamento e temor pelo risco de adoecimento e morte, acesso a bens essenciais como alimentação, medicamentos, transporte, entre outros. É necessária essa discussão com a população do estado”, disse o parlamentar.

“Órfãos da Covid” – Vale lembrar que em Mato Grosso havia um projeto de lei, elaborado pelo deputado Eduardo Botelho (União), intitulado “Órfãos da covid-19”, que instituía políticas públicas assistencialistas a fim de minimizar os prejuízos financeiros e psicológicos sofridos por crianças e adolescentes que tenham perdido pais ou responsáveis para a covid-19. A proposta foi aprovada pela Casa de Leis, mas o governo vetou integralmente. O veto foi mantido pela ALMT.

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Vida e Justiça – A Associação Nacional Vida e Justiça em Apoio e Defesa dos Direitos das Vítimas da Covid-19 foi criada, em 2021, por meio de plenárias realizadas no país, por iniciativa de parlamentares, movimentos sociais, entidades de direitos humanos, de saúde, de ciência e tecnologia e de religiosos.

O objetivo da associação é articular nacionalmente uma rede de apoio e solidariedade às vítimas vivas e aos familiares das vítimas fatais da covid-19, entre os quais órfãos. A associação é um espaço de solidariedade humana, de defesa e promoção da vida, de indicação de políticas públicas de apoio e reparação das vítimas e trabalha pela responsabilização de gestores públicos negligentes com a pandemia.

Mato Grosso está entre os estados que criou, em 2021,  uma seccional da associação além de vir atuando para garantir apoio às vítimas e aos familiares de vítimas fatais do coronavírus. Em outubro de 2021, a seccional de Mato Grosso participou, juntamente com as demais entidades nacionais, da 1ª Semana Nacional em Apoio e Defesa dos Direitos das Vítimas da Covid.

Fonte: ALMT

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Após suspensão de despejo, famílias reconhecem atuação de Max em Cuiabá

Deputado voltou aos condomínios e defendeu novas alternativas para avançar na regularização dos imóveis

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Os moradores dos residenciais Villas das Minas e Lavras do Sutil I e II agradeceram as articulações do deputado estadual Max Russi (Pode), candidato à reeleição, para impedir o despejo de centenas de famílias que vivem nos condomínios, na região do Porto, em Cuiabá. Durante reunião de campanha realizada na noite de domingo (27), o parlamentar reafirmou o compromisso de continuar acompanhando o caso e buscar alternativas para que o impasse envolvendo os imóveis seja definitivamente solucionado.

“Eu como presidente da Assembleia tenho que usar a minha influência para ajudar as pessoas. Foi isso que eu fiz aqui, como fiz em tantos outros lugares. Nós ganhamos uma luta, mas não a guerra. Precisamos pensar em novas estratégias para avançar. Têm condições da gente buscar recursos do governo do Estado, eu já falei com o governador Otaviano Pivetta. Se precisar mudar a legislação do Estado, eu ajudo com a mudança para que isso seja possível”, afirmou o deputado.

A atuação de Max no caso começou em abril deste ano, quando o parlamentar foi pessoalmente aos condomínios após os moradores receberem a notícia de que poderiam ser retirados dos imóveis. O conflito tem origem na falência da Trese Construtora e Incorporadora Ltda. e se agravou depois que a empresa Trunk Gestão Empresarial arrematou os empreendimentos em leilão judicial.

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Na época, decisão da 1ª Vara Cível de Cuiabá reconheceu o direito da empresa à posse dos imóveis e autorizou o cumprimento dos mandados, inclusive com uso de força policial e arrombamento em caso de resistência. A medida provocou apreensão entre famílias que afirmam ter adquirido os apartamentos de boa-fé e vivem nos residenciais há décadas.

Diante da situação, Max acionou a Corregedoria-Geral da Justiça e pediu formalmente a suspensão das desocupações. A solicitação foi acolhida e, em abril, o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, recomendou a suspensão do despejo e o encaminhamento do caso para análise da Comissão Regional de Soluções Fundiárias. Posteriormente, a Justiça também autorizou a continuidade do processo de regularização fundiária dos imóveis.

Meses depois, os moradores aproveitaram o retorno do deputado aos residenciais para agradecer a atuação naquele momento de incerteza.

“Estou muito feliz e satisfeita com o trabalho do deputado Max Russi, se não fosse ele a gente estaria fora da nosssa moradia. Ele teve muita vontade de nos fortalecer, a gente estava desesperado, sem saber o que fazer”, relatou Elen Regina de Almeida Lopes, que mora há 23 anos no condomínio Lavras do Sutil I.

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“Eu já estava muito desacreditada. Muita pressão, falavam que iam despejar e eu paguei, comprei na planta, paguei, foi uma luta. O Max foi um anjo enviado por Deus. Nós sairemos vitoriosos se Deus quiser”, completou Arlinda Almeida Silva que adquiriu um dos apartamentos há 30 anos.

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