POLICIAL

“Trabalho investigativo gera reflexos diretos na vida da população”, diz delegada sobre atuação da Polícia Civil na área ambiental

A atuação investigativa da Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), tem gerado reflexos diretos na vida da população ao fortalecer a proteção do meio ambiente, da fauna e da flora, por meio de ações qualificadas e integradas de combate aos crimes ambientais.

Em 2025, o trabalho desenvolvido pela unidade especializada resultou em 65 representações judiciais, evidenciando a efetividade das investigações conduzidas e o compromisso institucional com a responsabilização criminal de autores de delitos ambientais.

No mesmo período, foram realizadas 86 prisões relacionadas a crimes ambientais, resultado da atuação técnica das equipes policiais e do trabalho integrado com instituições parceiras, como a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso, a Politec, a Secretaria Adjunta de Bem-Estar Animal, a Secretaria Municipal de Ordem Pública de Cuiabá e o Juizado Volante Ambiental.

De acordo com a delegada titular da Dema, Liliane Murata, os resultados alcançados refletem diretamente na sociedade, ao coibir práticas criminosas que causam danos ambientais e prejuízos coletivos.

“O trabalho investigativo desenvolvido pela Polícia Civil na área ambiental gera reflexos diretos na vida da população, pois contribui para a preservação dos recursos naturais e para a proteção da fauna e da flora. Esses resultados são fruto do empenho dos policiais e das parcerias institucionais, que qualificam as investigações e ampliam a efetividade das ações”, destacou a delegada.

Além das prisões, a unidade especializada realizou 2.030 intimações ao longo de 2025, ampliando o alcance investigativo e fortalecendo as ações preventivas e repressivas no enfrentamento aos crimes ambientais.

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Ações integradas de proteção à fauna e à flora

As ações voltadas à proteção da fauna e da flora tiveram papel central na produtividade da Dema em 2025. Ao todo, foram realizadas 73 operações e ações, demonstrando a atuação integrada da Polícia Civil com órgãos parceiros na fiscalização e repressão aos crimes ambientais.

Do total, 21 ações foram realizadas pela própria Dema, 32 ações ocorreram em apoio à Secretaria de Estado de Meio Ambiente, 18 ações em parceria com a Secretaria Municipal de Ordem Pública de Cuiabá e duas ações em apoio ao Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso.

Entre as ações de destaque está a Operação Vigia das Águas, deflagrada em agosto de 2025, que resultou na apreensão de mais de três toneladas de pescado, com foco no combate à pesca predatória e à comercialização ilegal de espécies proibidas ou abaixo da medida permitida.

Outro trabalho relevante foi a Operação Orcs, realizada em abril de 2025, voltada à repressão à extração, transporte e comercialização ilegal de madeira no município de Feliz Natal. A ação resultou no cumprimento de 13 mandados judiciais, na prisão de duas pessoas e no fechamento de três madeireiras.

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Os resultados reforçam a atuação da Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada do Meio Ambiente, como referência no enfrentamento aos crimes ambientais e na promoção de ações investigativas que geram impactos positivos e permanentes para a sociedade.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLICIAL

Condenado por Tragédia do Baldo é preso em ação integrada entre Polícias Civis de MT e RN

Uma investigação conjunta entre a Polícia Civil do Rio Grande do Norte e a Polícia Civil de Mato Grosso resultou na prisão de Aluísio Farias Batista, condenado por um dos episódios mais trágicos da história da cidade de Natal (RN), a Tragédia do Baldo, que resultou na morte de 19 pessoas, durante o Carnaval de 1982.

Aluísio Farias Batista, atualmente de 68 anos de idade, conduzia um ônibus que resultou no atropelamento das vítimas. Natural de Riachuelo (RN), ele tinha 24 anos na época do acidente e estava há mais de 40 anos foragido. Após o fato ganhar repercussão nacional, o condenado deixou o seu estado de origem e veio para Cuiabá, onde usava documento falso, em nome de uma pessoa já falecida.

A prisão ocorreu após contato e troca de informações entre a Polícia Civil do Rio Grande do Norte com a equipe da Gerência Estadual de Polinter e Capturas da Polícia Civil de Mato Grosso, solicitando apoio para localização o condenado.

Investigações e prisão

A partir desse contato, as equipes passaram a atuar de forma integrada para confirmar a identidade e o paradeiro do foragido. Após semanas de levantamentos realizados pelo Núcleo de Inteligência, análises em sistema de reconhecimento facial e diligências realizadas pelo setor operacional da Gerência de Capturas da Polícia Civil de Mato Grosso, foi localizada uma pessoa com características compatíveis com as do procurado.

No entanto, apenas a semelhança física não era suficiente, sendo necessário aprofundar as diligências. O Núcleo de Inteligência contou com o apoio de outros órgãos de segurança pública, entre eles a inteligência da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e as diretorias de Habilitação e de Veículos do Detran-MT, que contribuíram para a confirmação da identidade do investigado.

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Paralelamente, equipes realizaram diligências em campo para reunir imagens e outras informações que levassem ao paradeiro do condenado. Na sexta-feira (26), os policiais da Gerência Estadual de Polinter localizaram uma residência no bairro Jardim Presidente I, em Cuiabá, onde Aluísio vivia discretamente e já havia constituído uma nova família.

Após ter o mandado de prisão cumprido, o preso foi encaminhado à Polinter para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.

Tragédia

O acidente aconteceu quando um ônibus atingiu foliões que participavam do tradicional bloco Puxa-Sacos, provocando a morte de 19 vítimas e deixando dezenas de feridos. Entre as vítimas estavam o neto do então senador Dinarte Mariz e cinco sargentos da Polícia Militar. Na ocasião, em razão da gravidade da tragédia, o Governo do Estado decretou luto oficial de três dias.

Segundo o relato de Aluísio, havia intensa movimentação de Carnaval no bairro Alecrim e diversos ônibus estavam à disposição dos foliões. Ele afirmou que já havia encerrado sua jornada de trabalho quando foi solicitado por um superior para substituir outro motorista que não poderia realizar uma viagem.

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Ainda conforme sua versão, ao chegar à região conhecida como Baldo, enfrentou uma descida com pouca iluminação e conduzia um ônibus lotado de integrantes de outra escola de samba. Em determinado momento, precisou desviar de um veículo Volkswagen Fusca que estava à sua frente. Ao retornar para sua faixa de rolamento, encontrou outra escola de samba caminhando na via e, segundo ele, não houve tempo nem espaço para evitar o atropelamento.

O episódio ganhou repercussão nacional e foi amplamente divulgado pela imprensa. De acordo com Aluísio, após o caso ser exibido no programa Linha Direta, ele deixou o Rio Grande do Norte e passou a viver em Cuiabá, onde permaneceu por vários anos.

Integração entre os estados

A Gerência Estadual de Polinter e Capturas da Polícia Civil de Mato Grosso mantém contato permanente com as demais Polinters e Delegacias de Capturas do Brasil, compartilhando informações sobre foragidos da Justiça e prestando apoio às investigações interestaduais.

A delegada titular da Polinter de Mato Grosso, Silvia Maria Pauluzzi de Siqueira, destacou a importância da cooperação entre as unidades especializadas de capturas em todo o país.

“A implantação do Núcleo de Inteligência fortaleceu significativamente o trabalho da Gerência de Capturas, proporcionando maior eficiência na pesquisa, análise de dados e apoio às equipes operacionais, o que tem resultado em importantes prisões de foragidos da Justiça”, destacou a delegada.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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