POLÍCIA FEDERAL

Polícia Federal inicia trabalhos na XXXIII fase da Operação Nova Aliança

Pedro Juan Caballero/PY. Teve início, nesta segunda-feira, 8/8, mais uma fase da operação conjunta entre forças de segurança do Brasil e do Paraguai. Denominada “Nova Aliança”, a ação tem por objetivo erradicação de plantios de maconha no país vizinho e destruição de acampamentos que servem como base para quem comete esse crime.

No total, 105 pessoas trabalham diariamente, sendo 90 integrantes das Forças Armadas paraguaias e 15 Policiais Federais brasileiros. A PF atua permanentemente com a SENAD (Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai), na segurança dos envolvidos.

Ainda, a cooperação brasileira se dá por meio de trabalho de inteligência policial, mas – especialmente – na operacionalização da “Nova Aliança”. São empregados dois helicópteros da Polícia Federal, responsáveis por conduzir os agentes de segurança, principalmente aos locais de plantio com acesso mais difícil. Os paraguaios são responsáveis por empregar uma terceira aeronave.

As forças de segurança pública dos dois países acreditam que essa ação preventiva tem sua eficácia na medida em que impede que toneladas da droga sejam colocadas em circulação, eliminando assim etapas posteriores da cadeia criminosa do tráfico de drogas.

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Coordenação-Geral de Comunicação Social

(61) 2024-8142

[email protected]

Fonte: Polícia Federal

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POLÍCIA FEDERAL

PF prepara operação nacional para a segurança dos candidatos à Presidência nas Eleições 2026

Brasília/DF. A Polícia Federal preparou uma operação nacional para garantir segurança a candidatos à Presidência da República durante as Eleições de 2026. Coordenada pela Diretoria de Proteção à Pessoa (DPP), a estrutura foi dimensionada para atender, simultaneamente, até dez candidaturas, com equipes especializadas, com atuação em todos os estados e com acompanhamento permanente das agendas de campanha.

A proteção poderá ser iniciada a partir de 20 de julho, após a homologação das candidaturas nas convenções partidárias e a formalização da solicitação pelas respectivas campanhas.

A operação mobilizará até 458 servidores, entre agentes de proteção, chefes de equipe e profissionais das áreas de inteligência e de logística, além do apoio das superintendências regionais da Polícia Federal em todas as unidades da Federação.

Planejamento para cada candidatura
Cada candidatura contará com um planejamento próprio, elaborado a partir de metodologia técnica de análise de risco e atualizado de acordo com a evolução das ameaças, das vulnerabilidades identificadas e das características de cada compromisso de campanha.

As avaliações consideram, entre outros elementos, o histórico de ameaças, informações de inteligência, locais dos eventos, acessos, deslocamentos e o contexto de segurança de cada região.

Antes das agendas, equipes precursoras realizam o reconhecimento dos locais e articulam as medidas necessárias com as forças de segurança estaduais e municipais. O objetivo é viabilizar, com segurança, os compromissos apresentados pelas campanhas, de maneira discreta e com a menor interferência possível na dinâmica dos atos eleitorais.

O efetivo e os meios empregados poderão ser reforçados ou ajustados a qualquer momento, conforme as necessidades identificadas.

Critérios técnicos e tratamento isonômico
A operação foi estruturada para garantir tratamento isonômico a todas as candidaturas, com aplicação dos mesmos critérios técnicos e com protocolos de segurança. O efetivo e os recursos empregados serão definidos de forma individualizada, de acordo com o nível de risco e com as características de cada agenda. Informações como agendas, itinerários, avaliações de ameaça e composição das equipes são tratadas de forma compartimentada. A restrição de acesso a esses dados integra o próprio protocolo de segurança das pessoas protegidas.

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Por razões operacionais, a Polícia Federal não divulga a classificação de risco atribuída individualmente aos candidatos nem o número de servidores destinado a cada equipe.

Diálogo com partidos e campanhas
Desde abril, a Polícia Federal mantém interlocução com os partidos e com as pré-candidaturas para apresentar o funcionamento da operação e para preparar a atuação durante o período eleitoral.

Os 30 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral foram oficialmente comunicados. A instituição também promoveu uma reunião geral de apresentação do modelo de segurança e realizou reuniões bilaterais com as pré-candidaturas que solicitaram esclarecimentos específicos.

A adesão à proteção da Polícia Federal é uma prerrogativa do candidato. As campanhas que optarem por não utilizar o serviço terão sua decisão respeitada, permanecendo abertos os canais para que a proteção seja solicitada posteriormente.

Na hipótese de confirmação da candidatura do presidente da República, sua segurança permanecerá sob o modelo híbrido atualmente adotado, com atuação conjunta do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e da Polícia Federal.

Tecnologia e estrutura operacional
A operação poderá contar, conforme a avaliação de cada agenda, com veículos blindados, com grupos táticos, com equipamentos de defesa antidrone, com reconhecimento facial, com monitoramento de ameaças digitais e com kits para vistorias antibombas.

Além disso, a operação foi precedida por um conjunto diversificado de ações de capacitação preparatória: ao todo, mais de 600 profissionais foram formados ou aperfeiçoados entre 2025 e 2026, em competências que vão desde direção veicular, primeiros socorros, operação de drones e salvamento aquático até formação específica em proteção à pessoa e procedimentos próprios da segurança de presidenciáveis. As oficinas foram segmentadas por função, contemplando chefes de equipe, operadores, inteligência e logística, e o ciclo encerra-se com um seminário final de alinhamento entre todas as áreas envolvidas, imediatamente antes do início da operação.

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A partir de 20 de julho, a Polícia Federal ativa, em Brasília, a Sala Nacional de Comando e Controle da operação. É de lá que a instituição vai acompanhar, em tempo real, onde estão as equipes, quais agendas estão em curso e se algo foge do previsto,  permitindo decidir rápido, dar suporte logístico e manter todos os servidores em campo alinhados a partir de uma única central.

Essa centralização é operacional, não de inteligência: as avaliações de risco e as informações sensíveis sobre cada candidato continuam restritas a quem, de fato, precisa delas para atuar.

Em campo, a atuação será realizada em articulação com as forças de segurança locais, especialmente em eventos de maior concentração de público ou que demandem medidas adicionais de proteção.

Recursos destinados à operação
A segurança dos candidatos à Presidência teve destinado, aproximadamente, R$ 95 milhões para sua execução. Os recursos serão empregados na mobilização dos servidores, na contratação de serviços necessários à operação e na aquisição de equipamentos, como viaturas blindadas, coletes balísticos de alto desempenho, sistemas antidrone e kits de vistorias antibombas.

Previsão legal
A segurança dos candidatos à Presidência da República pela Polícia Federal está prevista na Constituição Federal, na Lei nº 7.474/1986, no Decreto nº 6.381/2008 e na Portaria MJ nº 493/1998.

A proteção pode ser iniciada após a homologação da candidatura em convenção partidária e a formalização da solicitação pela campanha.

Coordenação-Geral de Comunicação Social da Polícia Federal
[email protected]

Fonte: Polícia Federal

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