NACIONAL
Ministro do Turismo encerra conferência que reforça o compromisso com turismo sustentável no Norte do país
O sonho dourado do ouro levou muita gente, nos anos 80, ao distrito de Serra Pelada, no interior do Pará. Naquela década o distrito de Curionópolis se tornou o maior garimpo a céu aberto do mundo, e hoje passa por um processo de resgate histórico e ambiental, compromisso reafirmado na 1ª Conferência de Turismo de Curionópolis e Serra Pelada, encerrada neste domingo (31), com a presença do ministro do Turismo, Celso Sabino. Um dos principais resultados da conferência foi a criação do Conselho Municipal de Turismo, que vai estruturar e dar continuidade a iniciativas de base comunitária, além de preparar Curionópolis para receber novos investimentos e consolidar sua vocação turística, no projeto chamado “Nova Rota do Ouro”.
Outro marco do evento foi o anúncio da implantação do Museu de Serra Pelada, um espaço que reforça a memória coletiva e a identidade cultural do distrito. A programação também destacou modalidades como turismo de aventura, com esportes praticados em meio à natureza, e o turismo histórico, que valoriza a herança da chamada “terra do ouro”.
O ministro Celso Sabino ressaltou a importância de transformar Serra Pelada em símbolo de desenvolvimento sustentável. “É emocionante ver esse lugar tão emblemático, que já foi sinônimo de exploração dos recursos naturais e humanos, hoje tornar-se um lugar turístico, um lugar de oportunidades de se gerar emprego, renda e dignidade para a população local de forma sustentável, lado a lado com a natureza. O Ministério do Turismo está ao lado de Curionópolis para apoiar projetos que resgatem a história, preservem o meio ambiente e atraiam visitantes do Brasil e do mundo”, afirmou o ministro.
Ao longo dos dias 30 e 31 de agosto, a conferência reuniu autoridades, lideranças locais e representantes do setor para debater estratégias e políticas públicas voltadas ao fortalecimento do turismo regional. A prefeita Maria Chamon destacou a importância das mudanças para a comunidade. “A criação do Conselho Municipal de Turismo vai estruturar e dar continuidade às nossas iniciativas de base comunitária, e isso tem um valor imensurável para que nossa população tenha qualidade de vida por meio do turismo”, afirmou.
A conferência encerrou com a expectativa de que Serra Pelada se consolide como referência em turismo responsável, unindo memória, cultura e preservação ambiental como alicerces de um novo ciclo para a região, reforçada pela realização da COP30 em Belém, em novembro de 2025, uma janela de oportunidade de também mostrar o turismo regional e atrais ainda mais visitantes interessados em turismo histórico e sustentável.
Por que visitar a Nova Rota do Ouro?
A Rota Turística Novo Ouro de Serra Pelada é mais do que um destino — é uma experiência transformadora. Confira um pouco do vai encontrar por lá:
* Vai conhecer a história do garimpo de Serra Pelada, que atraiu mais de 100 mil pessoas nos anos 1980.
* Vai explorar a riqueza natural dos rios Araguaia e Tocantins.
* Vai se conectar com comunidades que preservam a cultura e a floresta.
* Vai poiar um modelo de turismo que gera emprego e renda local.
Turismo e agronegócio
No sábado (30/09), o ministro do Turismo, Celso Sabino, participou da abertura da EXPOFAC, em Castanhal (PA), principal feira agropecuária do Pará, que acontece até o próximo domingo (07/09).
Realizada pelo Sindicato Rural de Castanhal, em 2024, a exposição movimentou cerca de R$ 30 milhões para o setor. Para os produtores, o evento é um lugar estratégico para fechar parcerias, acompanhar inovações tecnológicas e expandir mercados, em especial em um cenário de maior demanda por modernização da produção rural.
“A EXPOFAC vai além dos negócios do campo. É um espaço que conecta o agronegócio, o turismo e a cultura do nosso povo, fortalecendo a economia regional e nacional. Aqui, os produtores encontram inovação, tecnologia e novas oportunidades, enquanto a cidade recebe visitantes e gera empregos e movimenta toda a cadeia do setor. O turismo e o agro estão juntos”, destacou o ministro Celso Sabino.
Por Cléo Soares
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
NACIONAL
Decreto cria o Sistema Nacional de Trilhas para fortalecer o ecoturismo, gerar emprego e promover o desenvolvimento regional
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, assinaram nesta quarta-feira (10) o decreto que institui o Sistema Nacional de Trilhas (Sintrilhas). A medida transforma a Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade (RedeTrilhas) em uma política pública permanente, fortalecendo o turismo de natureza como instrumento de geração de emprego, renda e desenvolvimento regional.
O decreto foi assinado em meio a um conjunto de medidas para fortalecer a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável no Brasil, anunciadas durante cerimônia no Palácio do Planalto. As ações reforçam a conservação dos biomas e o enfrentamento à mudança do clima e seus impactos, ampliam o reconhecimento aos serviços ambientais prestados por pessoas que protegem a natureza e impulsionam investimentos para a promoção da transformação ecológica no país.
A instituição oficial do Sintrilhas consolida uma malha que já reúne 22 trilhas oficialmente reconhecidas, mais de 7 mil quilômetros sinalizados, presença em 18 estados, 184 municípios abrangidos e 347 unidades de conservação conectadas. Ao todo, o planejamento nacional projeta ultrapassar os 16 mil quilômetros de rotas, cobrindo todos os biomas terrestres brasileiros, além da zona costeira e marinha.
Coordenado pelo Ministério do Turismo, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o sistema busca estruturar as trilhas brasileiras, ampliar a segurança dos usuários e fortalecer o posicionamento do Brasil no mercado internacional de turismo de natureza.
Durante a cerimônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância de preservar as riquezas naturais brasileiras e ampliar o acesso da população às áreas protegidas.
“Temos a obrigação de preservar nossas riquezas naturais e fazer com que elas tenham utilidade para o povo brasileiro. Precisamos valorizar nossas áreas protegidas, atrair visitantes e mostrar ao mundo a riqueza que o Brasil possui”, afirmou o presidente.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a nova política fortalece o turismo de natureza e amplia as oportunidades para comunidades e empreendedores em todo o país.
“O Sintrilhas transforma uma iniciativa construída ao longo dos últimos anos em uma política pública permanente. Estamos fortalecendo um modelo de turismo que leva visitantes para novos destinos, gera emprego, distribui renda e cria oportunidades, principalmente, para quem vive da pousada familiar, do pequeno restaurante, do artesanato, da produção local e dos serviços turísticos”, destacou o ministro.
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, ressaltou que conservação ambiental e desenvolvimento econômico caminham juntos e destacou o papel das trilhas na valorização dos territórios, na proteção da biodiversidade e na geração de oportunidades para as comunidades locais.
Oportunidades
Ao conectar paisagens naturais, áreas protegidas, comunidades e atrativos turísticos, as trilhas ajudam a movimentar economias locais e ampliar oportunidades para quem vive do turismo.
Na prática, o Sintrilhas cria condições para ampliar a circulação de visitantes, aumentar o tempo de permanência nos destinos e fortalecer atividades ligadas à hospedagem, alimentação, guiamento turístico, artesanato, produção local e turismo de base comunitária.
A política também contribui para levar visitantes a regiões que muitas vezes ficam fora dos grandes circuitos turísticos, ampliando a distribuição dos benefícios econômicos do setor por diferentes municípios brasileiros.
Estrutura permanente
Criada originalmente em 2018, a rede passa agora a contar com uma estrutura nacional permanente voltada ao planejamento, implantação, gestão, monitoramento e promoção das trilhas.
O decreto institui instrumentos para fortalecer a governança do setor, entre eles a Estratégia Nacional de Trilhas, o Cadastro Nacional de Trilhas e o Comitê Nacional de Trilhas. A medida também amplia a participação integrada de estados, municípios, comunidades tradicionais, organizações da sociedade civil e iniciativa privada.
A Estratégia Nacional de Trilhas deverá ser elaborada em até 180 dias após a instalação de um comitê, que definirá as metas prioritárias para o desenvolvimento do segmento.
Medidas
Entre as medidas anunciadas nesta quarta estão a assinatura de seis decretos e a sanção de dois projetos de lei. Uma delas é a lei que institui a Política Nacional para Recuperação da Vegetação da Caatinga e cria o Programa Nacional para a Recuperação da Vegetação da Caatinga. A norma busca incentivar a recuperação de áreas degradadas do bioma, ampliar a produção sustentável de alimentos na região, garantir a segurança hídrica e estimular a bioeconomia e o manejo florestal sustentável.
Os anúncios contemplam ainda o decreto que regulamenta o Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), definindo regras para repasses mais ágeis a estados e municípios no combate a incêndios florestais e no manejo populacional ético de cães e gatos.
Já os investimentos para estimular o desenvolvimento sustentável envolvem aportes de R$ 834 milhões do Fundo Clima e de pelo menos R$ 210 milhões do Fundo Amazônia, que teve oficializada a doação de R$ 270 milhões do Reino Unido. O programa ARPA Comunidades também recebeu doação de R$ 370 milhões para investimentos nas cadeias da sociobioeconomia junto às comunidades extrativistas.
Entre os anúncios, estão ainda a criação do Parque Nacional Povos Indígenas do Rio Tanaru (RO) e a ampliação do Parque Nacional Serra das Confusões (PI). Lideradas pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelo ICMBio, as ações fortalecem a conectividade ecológica, a conservação de espécies ameaçadas e a valorização do patrimônio natural e cultural do país.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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