NACIONAL

MEC integra ação do PSE e combate à tuberculose no Pará

O Ministério da Educação (MEC) participou da Oficina de Integração do Programa Saúde na Escola (PSE) e do Programa de Controle da Tuberculose no estado do Pará. O evento foi organizado pela Secretaria de Saúde do Pará (SESPA) e contou com representantes das Secretarias de Saúde e Educação dos estados e municípios, além de técnicos dos ministérios da Educação e da Saúde e membros da sociedade civil. 

Realizada nos dias 28 e 29 de maio, a oficina teve como proposta principal fortalecer a articulação intersetorial por meio de iniciativas de promoção da saúde no ambiente escolar através do Programa Saúde na Escola. O objetivo é ampliar a prevenção, a vigilância e o controle da tuberculose entre estudantes, famílias e comunidades. 

Com transmissão ao vivo pelo canal do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Pará (COSEMS/PA), a oficina debateu o cenário da tuberculose no estado e de que maneira o Programa Saúde na Escola se consolida enquanto uma estratégia de prevenção e erradicação da doença. Além disso, no segundo dia do evento, representantes dos Centros Regionais de Saúde (CRS), das secretarias municipais de Educação, membros da sociedade civil e de instituições de ensino superior iniciaram o processo de criação de um plano de ação municipal que tivesse como foco a integração entre saúde e educação no controle da tuberculose. 

Os municípios que estavam presentes eram oriundos da região metropolitana de Belém, Marajó I e alguns outros considerados prioritários, como Ananindeua, Castanhal, Soure, Salvaterra e Santa Izabel do Pará. 

“Dentro do Programa Saúde na Escola, temos trabalhado intensamente para promover o protagonismo de crianças, adolescentes e jovens, porque entendemos que é por meio deles que se constrói uma verdadeira transformação social. É preciso sair da lógica de que ‘as crianças são o futuro’; na verdade, elas são o nosso presente. E é a partir do fazer no presente que conseguimos construir políticas públicas mais viáveis e concretas para o futuro”, afirmou Alexander Santos, diretor de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica do MEC. 

Os desafios para o desenvolvimento de ações de promoção de saúde na escola no estado são extremamente complexos, devido à grande extensão territorial e a diversidade de grupos sociais e ambientais. Durante a apresentação do Programa Saúde na Escola, considerado um pilar estratégico para a prevenção da tuberculose, os técnicos das pastas envolvidas ressaltaram o papel do programa para a detecção precoce de questões de saúde e para posterior encaminhamento e acompanhamento, conforme previsto na Base Nacional Comum Curricular. Além disso, destacaram as ações de fortalecimento do protagonismo dos estudantes para o desenvolvimento de ações de prevenção, enfatizando a educação entre pares e os impactos gerados em toda a comunidade escolar. 

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Como recomendações e próximos passos, os ministérios salientaram quatro pontos de destaque. 

  1. Fortalecimento da articulação intersetorial Saúde-Educação: 

    • estabelecer protocolos claros de comunicação e fluxo de informações entre escolas e UBSs; 
    • promover reuniões periódicas e conjuntas entre gestores e profissionais do PSE.
 
  1. Capacitação contínua de profissionais: 

    • desenvolver e implementar programas de capacitação específicos sobre a tuberculose para professores e demais profissionais escolares; 
    • abordar conhecimentos básicos sobre a tuberculose, o papel da escola e do serviço de saúde na identificação de casos/contatos, estratégias pedagógicas e o combate ao estigma. 
  1. Desenvolvimento de materiais didáticos e tecnologias educacionais: 

    • investir na criação e na adaptação de materiais didáticos e tecnologias educacionais (jogos, apps, vídeos, cartilhas) sobre a tuberculose. 
  1. Monitoramento e avaliação de impacto: 

    • implementar sistema de monitoramento robusto para ações de tuberculose no PSE; 
    • realizar avaliações periódicas do impacto das ações do PSE na incidência, na adesão ao tratamento e na redução do estigma da tuberculose. 

Além disso, em parceria com a Secretaria de Educação do Estado do Pará (SEDUC/PA), o Ministério da Educação ressaltou a importância de as ações em saúde estarem ancoradas no Projeto Político-Pedagógico das escolas e no currículo, de acordo com a BNCC, e destacou que a articulação intersetorial e o atendimento universal dos estudantes estavam previstos no Plano Nacional de Educação. 

Tuberculose A tuberculose é uma doença considerada socialmente determinada e está entre as 10 principais doenças infecciosas de agente único que mais matam no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso significa que sua ocorrência está ligada a fatores sociais e ambientais, afetando populações em situação de extrema vulnerabilidade.  

As populações mais afetadas pelo vírus são as pessoas indígenas, portadores de HIV, pessoas em privação de liberdade, em situação de rua e imigrantes. Isso demonstra que o enfraquecimento dos determinantes sociais em saúde e a articulação intersetorial são ações necessárias para a atenção a essas pessoas e comunidades. 

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Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil integra a lista dos 30 países com maior número de casos de tuberculose e de casos de coinfecção tuberculose-HIV (quando há uma associação das duas doenças ao mesmo tempo) no mundo.  

O Pará está em 4º lugar entre os estados brasileiros que apresentam os maiores coeficientes de incidência da tuberculose, atrás apenas de Roraima, Amazonas e Rio de Janeiro. 

PSE O Programa Saúde na Escola é uma política de articulação intersetorial e interfederativa entre o Ministério da Educação, o Ministério da Saúde, estados, municípios e distrito federal, instituído em 2007 pelo Decreto Presidencial nº 6.286, de 5 de dezembro de 2007 e regulamentado pela Portaria nº 1.055 de 25 de abril de 2017.  De maneira transdisciplinar, as pastas se unem em suas políticas voltadas a crianças, adolescentes, jovens e adultos da educação básica brasileira para promover saúde, desenvolvimento e educação integral em 14 temáticas essenciais do programa. A intersetorialidade das redes públicas de saúde e de educação e das demais redes sociais, tais como as que compõem o Sistema de Garantia de Direitos das Crianças e Adolescentes, entrelaçam-se numa extensa trama para o desenvolvimento integral e a garantia de direitos das crianças e dos adolescentes. 

Programa Brasil Saudável Criado em 2023, o Programa Brasil Saudável reúne 14 ministérios com o objetivo de desenvolver estratégias intersetoriais para o enfrentamento da tuberculose e de outras doenças determinadas socialmente. O Programa Saúde na Escola encontra-se como uma das estratégias de operacionalização da articulação intersetorial para intensificação de prevenção, diagnóstico e tratamento da tuberculose. 

Os sintomas da tuberculose são: tosse persistente por mais de três semanas, febre, suores noturnos, fraqueza e fadiga e dor no peito. Em casos mais graves, pode haver sangue ao tossir e dificuldade de respirar. Em caso de sintomas, a orientação é que a pessoa procure a unidade de saúde mais próxima para o tratamento. 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB e da Agência Pará 

Fonte: Ministério da Educação

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NACIONAL

INSS oferece mais de 44 mil vagas ao redor do Brasil em mutirão neste fim de semana (27 e 28/6)

Neste fim de semana (27 e 28 de junho) o Instituto Nacional do Serviço Social (INSS) em conjunto com o Ministério da Previdência Social (MPS) realizará um mutirão de atendimentos ao redor do país. Ao todo, foram disponibilizadas mais de 44 mil vagas para perícias médicas e avaliações sociais.

Confira a distribuição de vagas:

Nordeste (31.546 vagas)

  •  Alagoas (912): União dos Palmares (750) e Maceió (162).
  •  Bahia (2.938): Jequié (335), Santo Antônio de Jesus (707), Feira de Santana (1.176), Itabuna, Juazeiro (240) e Irecê (480).
  •  Ceará (10.974): Quixadá (120), Horizonte (120), Caucaia (120), Aquiraz (120), Brejo Santo (200), Itapagé (280), Itapipoca (434), Quixeramobim (495), Sobral (628), Tianguá (638), Iguatu (660), Crateús (690), Juazeiro Do Norte (970), Parquelândia (466), Crato (993), Fortaleza – Sul (1.171) e Fortaleza – Centro-Oeste (2.869).
  •  Maranhão (1.155): Santa Rita (112), São Bento (220), Balsas (254), Imperatriz (15), São Luís – Deodoro (485), São Luís-Cohab (48) e São Luís-Nazaré (21).
  •  Paraíba (6.303): Guarabira (275), João Pessoa – Centro (1.428), Campina Grande – Dinamérica (4.200), Tambauzinho (100), Itabaiana (100), Santa Rita (100) e Sapé Esperança (100).
  •  Pernambuco (5.654): Garanhuns (270), Serra Talhada (475), Petrolina (670), Caruaru (1.595), Recife – Encruzilhada (2.400), Recife-Corredor Do Bispo (154) e Recife-Pina (90).
  •  Piauí (3.030): Oeiras (160), Campo Maior (200), Piripiri (200), São João Do Piauí (250), Floriano (294), Picos (476), Teresina – Centro (560), Aeroporto (50) e Parnaíba (840).
  •  Rio Grande do Norte (380): Nazaré (190) e Santa Cruz (190).
  •  Sergipe (200): Siqueira Campos (200).
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Sudeste (5.199 vagas)

  •  São Paulo (1.901): São Paulo – Glicério (1.344), Cubatão (216), Itapetininga (60), Fernandópolis (7), Osasco (214) e Votorantim (60).
  •  Minas Gerais (1.401): Manhuaçu (228), Ituiutaba (423) e Janaúba (750).
  •  Rio de Janeiro (1.897): Itaboraí (120), Barra da Tijuca (175), Avenida Brasil (246), Barra do Piraí (40), Nilópolis (78), Magé (80), Macaé (180), Angra dos Reis (150), São João de Meriti (152), Bangu (144), Nova Iguaçu (182) e Volta Redonda (350).

Norte (2.382 vagas)

  •  Acre (308): Cruzeiro do Sul (138) e Rio Branco – Centro (170)
  •  Amazonas (808): Manaus – Codajás (679), APS BI (50), Compensa (14), Manacapuru (45) e Tefé (20).
  •  Amapá (732): Macapá (732)
  •  Pará (478): Altamira (413), Itaituba (15) e Santarém (50).
  •  Rondônia (56): Cacoal (56)

Centro-Oeste (795 vagas)

  •  Goiás (188): Posse (48), Santo Antônio do Descoberto (100) e Goianésia (40).
  •  Mato Grosso (15): Confresa (15).
  •  Mato Grosso Do Sul (330): Três Lagoas (76), Coxim (78), Costa Rica (78), Corumbá (78) e Campo Grande – 26 de Agosto (20).
  •  Distrito Federal (262): Asa Sul (50) e Taguatinga (212).
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Sul (4.489 vagas)

  •  Rio Grande do Sul (1.440): Alvorada (384), Porto Alegre – Partenon (480) e Osório (576)
  •  Paraná (2.759): Ivaiporã (225), Paranavaí (360), Toledo/PR (408) e Curitiba (1.766).
  •  Santa Catarina (290): Joinville (290).

Por: Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)

Fonte: Ministério da Previdência Social

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