NACIONAL
Brasil defende turismo inclusivo e apresenta oportunidades de investimento em Fórum na Cidade do Cabo, África do Sul
O Brasil defendeu um modelo de turismo que alie o retorno financeiro à inclusão social durante o “Fórum de Investimentos em Turismo e Diálogo de Líderes do G20”, que aconteceu nesta quarta-feira (10.09) na Cidade do Cabo, na África do Sul. O evento, que reúne líderes globais e investidores para impulsionar novos projetos no setor, é organizado pelo Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), em parceria com o governo sul-africano.
Representando o ministro Celso Sabino, a secretária-executiva do Ministério do Turismo, Ana Carla Lopes, destacou que o maior desafio do setor é pensar em investimentos que promovam a inclusão das comunidades locais.
“Eu sou da Amazônia e tirar as pessoas da invisibilidade é o meu maior desafio! É importante a planilha financeira, mensurarmos lucro, valores, mas é imprescindível olharmos para o valor das comunidades locais e como promovermos inclusão!”, afirmou Ana Carla Lopes.
Como exemplo prático de como o investimento em infraestrutura está promovendo um impacto na vida das comunidades locais brasileiras, Ana Carla Lopes citou o setor de cruzeiros. “Por muitos anos os cruzeiros só atravessavam a nossa costa de 8 mil km, muitos não paravam. Melhoramos a infraestrutura de marinas e portos e, hoje mais navios desembarcam turistas em nossa costa, gerando renda e inclusão”, ressaltou. Na última temporada, a atividade movimentou R$ 6 bilhões na economia nacional. Foram 838 mil cruzeiristas e o gasto médio que o turista deixa na comunidade local é de R$ 700.
Sobre a importância da interação entre governo e iniciativa privada, Ana Carla Lopes informou que, seguindo a premissa do presidente Lula, o Ministério do Turismo retomou o Conselho Nacional de Turismo, que conta com 93 representantes da sociedade civil. “A experiência brasileira é com o diálogo e isso tem promovido um impacto importante na implementação de políticas públicas mais eficazes”, complementou.
A presença brasileira no fórum, alinha-se às prioridades do Brasil na presidência do G20 e à orientação do presidente Lula de fortalecer os laços com o continente africano. Prova disso é o crescimento do fluxo turístico bilateral: o número de sul-africanos no Brasil saltou de 5.403 em 2022 para 15.280 em 2024.
Ao final do painel, Ana Carla Lopes conectou o futuro do turismo à agenda climática e reforçou o convite para a COP30, em Belém. ” O Brasil espera por todos na Amazônia para este debate crucial. É muito importante que o próximo seja um ano de implementação de um desenvolvimento sustentável, responsável e inclusivo,” finalizou.
GUIA DE INVESTIMENTOS – O Brasil conta com o Guia de Investimentos, produzido pela ONU Turismo e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF), que inclui 118 projetos potenciais, como oportunidades em concessões de parques nacionais, urbanos, recuperação de patrimônios históricos. “Apresentamos a investidores de todo o mundo um portfólio robusto e diversificado, com projetos que aliam retorno financeiro à sustentabilidade e ao desenvolvimento social”, finalizou.
AGENDAS INSTITUCIONAIS – No final da semana, a secretária-executiva representará o ministro Celso Sabino na reunião do G20 Turismo, que acontece em Mpumalanga. Além de apresentar a contribuição brasileira para o Grupo, Ana Carla incentivará a participação dos países na COP30, que acontecerá em novembro, na cidade de Belém (PA).
Por Paula Rosa
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
NACIONAL
Publicado edital para inscrições postergadas do Fies 2026
O Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta quinta-feira, 25 de junho, o Edital nº 1/2026, que contém o cronograma e os procedimentos relativos à complementação das inscrições postergadas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para o segundo semestre de 2026. A complementação deve ser feita no sistema Fies Seleção, de 1º a 3 de julho, pelos estudantes que tiveram a conclusão da inscrição postergada nos processos seletivos do Fies, referentes ao segundo semestre de 2025 ou primeiro semestre de 2026.
A íntegra do edital está disponível no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na página da legislação do Fies. Para fazer a complementação da inscrição, é necessário atender aos demais requisitos, prazos e procedimentos para concessão do financiamento, conforme previsto em edital.
Após a complementação da inscrição, o candidato deverá validar as informações junto à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de ensino superior, por meio da entrega física ou eletrônica da documentação exigida. A validação deverá ser feita a partir do dia seguinte à complementação da inscrição e em até cinco dias úteis.
O estudante também precisará validar suas informações junto a um agente financeiro no prazo de até dez dias, contados a partir do terceiro dia útil após a validação da inscrição pela CPSA. A contratação poderá ser realizada de forma digital ou presencial, mas dependerá da disponibilidade do agente financeiro.
Os candidatos pré-selecionados para as vagas do Fies Social ficam dispensados da comprovação da renda familiar junto à CPSA. No entanto, devem comparecer à comissão para validação das demais informações nos mesmos prazos dos outros estudantes.
Fies Social – O Fies Social reserva 50% das vagas para os candidatos que são integrantes de família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), na situação de ativos, e com renda per capita de até meio salário-mínimo por pessoa. Nesse caso, também será possível solicitar a contratação do financiamento de até 100% dos encargos educacionais.
Instituído pela Resolução nº 58/2024, o Fies Social visa retomar a função social do programa, destinado a atender às necessidades de estudantes de baixa renda. Dessa forma, vem cumprir um papel transformador na sociedade ao oferecer melhores condições para a obtenção de financiamento estudantil.
Fies – O Fundo de Financiamento Estudantil é um programa do MEC que foi instituído pela Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001. Seu objetivo é conceder financiamento a estudantes de cursos de graduação em instituições de educação superior privadas que aderiram ao programa e possuem avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Pode se inscrever no Fies quem tiver participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010 e tiver obtido média aritmética das notas nas provas igual ou superior a 450 pontos, bem como nota superior a zero na redação. Também é necessário possuir renda familiar mensal bruta por pessoa de até três salários-mínimos.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação
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