MINISTÉRIO PÚBLICO MT
O pequeno detém as rédeas do grande
Minha luta já não é por frontispícios. Por grandes nomes e nomeações. Não almejo grandes palcos, não é lá que se encontram os grandes guerreiros. É a própria luta que me pinta, me indetermina e me tira o ponto final. É pelo meu olhar que eu melhoro o que eu vejo. E das ruínas vou congraçando a paisagem. Meu canto me inclui nele e inaugura o chão que piso. As medalhas e honrarias me ampliam para querer menos e seguir caminho mais sinuoso, daqueles que movimentam e não são vistos – por aqueles que só veem pelos olhos. Algo me desassossegou, fez-me enxergar coisa que sabemos, mas não gostamos de acreditar. Que o “respeito” e as “honras” são também para quem tem moedas de ouro para comprar. O dinheiro e a influência ditam, dão medalhas, cargos, lugares. Fazem não acontecer o que poderia acontecer. Entretanto sou gente que suporta a verdade, então um desassossego pode ser ao mesmo tempo uma serenidade. Uma derrota, uma vitória. Para o enfrentamento do “grande mal” que está por aí, não são necessários grandes cargos, desejadas nomeações, solenes lugares, nem mesmo esse “respeito” e essas “honras” que são compradas pelo poder, o que acontece mesmo é pelos pequenos gestos, palavras e lutas – tornam-se oceânicos sem ser um oceano. De uma diminuta imagem pode nascer um universo. Mesmo que algo ou alguém pareça de menor importância, muitas vezes é esse elemento menor que possui o controle e a capacidade de influenciar significativamente o curso e o destino de algo muito maior e mais poderoso. Algumas pessoas, embora pequenas em nome e presença, guiam o destino do imenso. Com mãos delicadas, mas firmes. O pequeno conduz o grande, como um fio que controla o vento, uma estrela que ilumina o céu. E são essas coisas e pessoas que me inspiram a viver. Nada permanece oculto, tudo se revela.
Fonte: Ministério Público MT – MT
MINISTÉRIO PÚBLICO MT
Parceria leva jogo educativo sobre violência às escolas
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) firmou, nesta terça-feira (9), parceria com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para fortalecer ações de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher, por meio da difusão do jogo educativo “Quebrando o Ciclo, Salvando Vidas” nas escolas do estado.O projeto já conta com a atuação do MPMT, que viabilizou a produção dos primeiros exemplares e articulou a apresentação da ferramenta ao presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, em encontro com o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa, e com a coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Violência Doméstica e Estudos de Gênero, procuradora de Justiça Elisamara Portela.A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso à informação e promover a conscientização de crianças, adolescentes e adultos sobre a Lei Maria da Penha, os diferentes tipos de violência e os caminhos para a prevenção e ruptura de ciclos de agressão. Desenvolvido pelo subtenente Mariano Neto de Souza, da Polícia Militar de Mato Grosso, o jogo utiliza metodologia lúdica e interativa.Para dar escala à iniciativa, Sérgio Ricardo anunciou que vai sugerir a adoção do projeto em todo o estado. “Vamos sugerir a adoção dessa ferramenta para os estudantes, para levar conhecimento sobre o que é a Lei Maria da Penha, o que é a violência contra a mulher, como se combate, como se previne e o que fazer quando a violência chega.”Durante a agenda, a procuradora de Justiça também destacou outras ações de enfrentamento ao feminicídio. “Hoje percebemos o entusiasmo do presidente com o projeto. O Tribunal vem desenvolvendo um trabalho extremamente relevante sobre esse tema, principalmente após a homologação da auditoria que desenhou o cenário do combate à violência doméstica, e por isso também percebeu a importância dessa ferramenta”, disse.Para as instituições, a iniciativa representa um avanço estratégico na promoção de políticas públicas voltadas à prevenção do feminicídio e à proteção das mulheres. O uso de recursos educativos inovadores amplia o alcance das ações institucionais e fortalece a cultura de enfrentamento à violência de gênero desde a formação cidadã.A parceria com o TCE-MT possibilitará a expansão do projeto em todo o estado, incluindo a capacitação de professores e a inserção da ferramenta em ambientes escolares e espaços da rede de assistência social.Histórias reais no tabuleiro – as cartas do jogo são baseadas em casos reais atendidos pelo subtenente, que atua na Patrulha Maria da Penha. A cada rodada, o jogador toma decisões diante de situações de violência doméstica e avança pelo tabuleiro conforme as escolhas que levam à proteção da vítima, como a busca por ajuda e por serviços de assistência.“É um jogo dinâmico que tem o objetivo de trazer as pessoas para a realidade dos fatos, envolvendo fatores de risco e de proteção que têm colaborado para que a mulher permaneça no ciclo da violência, entre na espiral da morte e acabe perdendo a sua vida”, explicou Mariano.Para a tenente-coronel Ludmila Eickhoff, coordenadora estadual da Patrulha Maria da Penha, o formato lúdico ajuda as pessoas a reconhecerem situações que muitas vezes passam despercebidas no dia a dia. “Às vezes nós não percebemos a violência, a gente, de alguma forma, naturalizou aquela ação.”Além disso, o formato de jogo tem alcance especial entre o público mais jovem. “Estamos falando de crianças, de adolescentes, cidadãos ainda em formação. Muitas vezes, por meio do lúdico, se consegue fixar mais o conhecimento do que através dos livros, das disciplinas ou mesmo das lições dos professores”, afirmou Eickhoff.
Com informações da assessoria de imprensa do TCE-MT
Fotos: Alair Riberio/TCE-MT
Fonte: Ministério Público MT – MT
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