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Defesa dos direitos das pessoas com TEA são debatidas em entrevista

Durante o Abril Azul, mês dedicado à conscientização mundial sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), o programa MP por Elas, realizado na última quarta-feira (15), no Pantanal Shopping, em Cuiabá, promoveu um debate voltado à redução de preconceitos, disseminação de informações qualificadas e fortalecimento da inclusão social e escolar de pessoas com autismo.
A iniciativa integrou a programação do projeto Diálogos com a Sociedade, desenvolvido pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), e reuniu a promotora de Justiça e coordenadora-adjunta do Centro de Apoio Operacional à Pessoa com Deficiência, Sasenazy Soares Rocha Daufenbach; o procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado; e a servidora da Escola de Saúde Pública da Secretaria de Estado de Saúde, Solanyara Maria da Silva Nogueira.
Em comum, Sasenazy e Solanyara compartilham a vivência como mães atípicas e a atuação cotidiana na defesa dos direitos das pessoas com TEA. Segundo a promotora de Justiça, o Ministério Público disponibiliza uma cartilha com informações essenciais voltadas à conscientização e ao esclarecimento da população sobre os direitos das pessoas autistas.
“É um documento de fácil acesso, com linguagem simples, que aborda as características do autismo, a importância da intervenção e do diagnóstico precoce, além de todo o arcabouço legislativo, tanto federal quanto estadual”, destacou Sasenazy Daufenbach.
Apesar dos avanços registrados nos últimos anos, os entrevistados apontaram que ainda há desafios significativos no que diz respeito às políticas públicas voltadas ao diagnóstico precoce, ao acesso ao atendimento multidisciplinar e à garantia do direito à educação. Nesse contexto, os entrevistados reforçaram a necessidade de consolidar uma rede de apoio efetiva às famílias e às pessoas com TEA.
“É necessário que haja um olhar individualizado para cada pessoa, cada criança com autismo. É preciso sensibilidade e compromisso social, sem permitir que o tema seja ignorado ou tratado com indiferença”, afirmou o procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, titular da Procuradoria Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente.
A servidora Solanyara Maria da Silva Nogueira ressaltou que a ampliação dessa rede é fundamental para o fortalecimento da garantia dos direitos às pessoas com TEA. Em meio as dificuldades ela destacou que a Escola de Saúde Pública tem investido na qualificação de profissionais, especialmente para atender municípios mais distantes, por meio de cursos como o QualiTEA.
Ofertado na modalidade de Ensino a Distância (EAD), o curso é estruturado em trilhas de aprendizagem que visam aprimorar competências e favorecer o desenvolvimento integral dos participantes. “A formação dos profissionais que atuam com essa população é essencial, pois o autismo é um transtorno complexo, além de um olhar verdadeiramente inclusivo nos contextos escolar e social”, pontuou.
Outro destaque da atuação do Ministério Público é o projeto “Conheça e Entenda o Autismo”, que leva informações diretamente às crianças e jovens das redes estadual e municipal de ensino. A iniciativa apresenta as principais características do TEA, os diferentes níveis de suporte, possíveis causas, abordagens terapêuticas e os direitos garantidos por lei às pessoas autistas.
“Mais do que informar, o projeto busca semear empatia e compreensão entre os jovens, promovendo o respeito às diferenças e estimulando um olhar sensível para a diversidade, dentro e fora da sala de aula”, enfatizou o procurador de Justiça, Paulo Prado.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Apresentações teatrais beneficiam 4 mil pessoas em Sapezal e Feliz Natal

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, promoveu, na última semana, uma série de apresentações teatrais voltadas à conscientização sobre o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. As ações do projeto Prevenção Começa na Escola ocorreram nos municípios de Sapezal e Feliz Natal, como parte das mobilizações da campanha Maio Laranja.Em Sapezal (a 480 km de Cuiabá), foram realizadas dez apresentações da peça “Inocentes Pétalas Roubadas”, encenada pela Cia VostraZ de Teatro, de 25 a 27 de maio. As sessões ocorreram em unidades das redes municipal e estadual de ensino, incluindo as escolas Antônio Clarismundo Sheffer, Firmo Bandeira Scapinello, Stephano Locks, Jaime Marcelo Schecheli, André Antônio Maggi, Luiz Frutuoso da Silva, Professor José Ari de Oliveira e o Colégio Hexágono.A iniciativa alcançou um público estimado em cerca de 3 mil pessoas, entre crianças, adolescentes, educadores, familiares e integrantes da comunidade escolar. A ação foi realizada em parceria com a Prefeitura Municipal de Sapezal, por meio da Secretaria Municipal da Família, Assistência Social e Cidadania, além do Conselho Tutelar.Já no município de Feliz Natal (a 536 km da capital), as apresentações ocorreram nos dias 28 e 29 de maio, com três sessões realizadas no espaço Tio Teco e na Escola Municipal Rural Malvina Evaristo Pescinelli. O público foi de aproximadamente mil pessoas. A ação contou com a participação de alunos do 3º ao 6º ano da rede municipal, estudantes da rede estadual e usuários do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV/CRAS), nos períodos matutino e vespertino.Por meio de uma linguagem acessível e envolvente, o espetáculo abordou situações de vulnerabilidade, violência e abuso, proporcionando momentos de reflexão e orientação ao público. A proposta foi reforçar a importância da denúncia, da prevenção e da proteção às vítimas, além de ampliar o conhecimento sobre os canais de apoio e a atuação das instituições de defesa dos direitos da infância e da adolescência.O procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, titular da Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, destacou o empenho dos promotores de Justiça das comarcas, que viabilizaram parcerias diretamente nos Municípios para apresentação das peças teatrais, pois iniciativas como essas são essenciais para romper ciclos de violência. “Quando levamos informação de forma acessível, conseguimos preparar crianças, adolescentes e toda a comunidade para identificar situações de risco e agir. A prevenção começa, de fato, na escola, mas precisa envolver toda a sociedade”, afirmou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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