MINISTÉRIO PÚBLICO MT

Curso online de solução de conflitos escolares será disponibilizado

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso ofertará Curso de Noções Básicas de Solução de Conflitos Escolares para profissionais da educação de Sinop (a 500km de Cuiabá), no mês de setembro. Os detalhes para a realização da capacitação foram definidos em audiência realizada no dia 10 de agosto, na sede das Promotorias de Justiça da comarca, com representantes da 2ª Promotoria de Justiça Cível de Sinop, da Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Cultura (SMEEC), do Centro de Formação Continuada da Rede Municipal de Ensino (Ceforme) e da Diretoria Regional de Educação (DRE). 

Conforme acordado na reunião, a formação será realizada nos dias 20 e 21 de setembro, em dois períodos (matutino, das 8h às 11h, e vespertino, das 14h às 17h), com carga-horária total de seis horas. Serão ofertadas 100 vagas por turno, sendo 50 destinadas à SMEEC e 50 para DRE. Concebido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, o curso na modalidade de ensino a distância (EAD) será ofertado no auditório da promotoria. As inscrições ficarão a cargo da Secretaria Municipal de Educação e da Diretoria Regional de Educação, responsáveis por encaminhar os dados (nome, documento pessoal, telefone e e-mail) ao MPMT até dia 11 de setembro. 

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“Também foi pauta da audiência a recomendação conjunta da Procuradoria de Justiça Especializada em Defesa da Criança e do Adolescente e da Procuradoria de Justiça Especializada em Defesa da Probidade e do Patrimônio Público, que estabelece a abordagem da preservação do patrimônio público e do combate à corrupção nas unidades escolares. A respeito desse tema, ficou acordado até 1º de dezembro deste ano as instituições encaminharão à promotoria um plano de trabalho a ser executado em 2024. Em comum acordo, ficou decidido que essa ação ocorrerá no próximo ano em razão das diversas atividades escolares já programadas para este ano”, contou o promotor de Justiça Nilton César Padovan. 

Foto: Harleid Claiton/Seduc-MT.
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MINISTÉRIO PÚBLICO MT

Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres

A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.

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Foto: Reprodução.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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