MATO GROSSO
Terminal Turístico da Salgadeira passa a ser administrado pelo Sesc a partir de terça-feira (16)
Neste primeiro momento de transição da administração, o estacionamento no local não será cobrado, apenas controlado, e o restaurante ficará fechado para reestruturação. Além disso, a visitação ao local e três pontos de banho estarão liberados.
O Terminal Turístico passará por obras para melhorar o atendimento e o lazer dos mato-grossenses, garantindo a preservação ambiental da Salgadeira. E, após a reforma, contará com Centro de Atendimento ao Turista (CAT), Centro de Interpretação Ambiental e novas atividades.
Conforme o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), César Miranda, a troca de concessionária foi a melhor solução encontrada, uma vez que a empresa anterior não cumpriu com o contrato.
“Resolvemos este imbróglio após a rescisão da atual concessionária e assinatura do TAC. Agora, faremos a transição para o Sesc, uma entidade que tem expertise no assunto e poderá entregar um atendimento de qualidade para população mato-grossense deste que é um dos pontos de turismo e lazer mais importantes do Estado”, afirmou o secretário.
A Sedec irá auxiliar o Sesc-MT durante a transição de administração, durante seis meses. Com apoio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística, será realizada uma vistoria na segunda-feira (15), para levantar as reformas e reparos que deverão ser feitos no espaço.
“Estivemos em reunião com o Sesc para tratar da transição nesta sexta-feira (13). O Sesc já treinou toda a sua equipe para assumir a Salgadeira, o que trará melhoras no atendimento para quem visitar o local. Eles têm experiência e conhecimento nessa área”, observou a secretária adjunta de Administração Sistêmica, Andrea Moraes.
Depois do período de transição, a partir de 15 de julho, o Sesc assumirá 100% da gestão do Terminal Turístico Salgadeira.
“A entidade, que preza pela qualidade e pela sustentabilidade, agradece a confiança e o apoio do governo estadual neste processo. Certamente, será um ponto de referência que ficará na história, assim como o Sesc Arsenal, que é um dos principais pontos de visita de turismo do estado”, afirmou o presidente do Sistema Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Missão empresarial liderada pela Cônsul da Indonésia inicia aproximação com mineradores de Mato Grosso
Empresas que já atuam na compra de ouro, cobre e manganês brasileiros buscam ampliar sua rede de fornecedores em Mato Grosso por meio de relações comerciais de longo prazo.
Mato Grosso recebeu nesta semana uma missão empresarial internacional voltada à ampliação das relações comerciais entre produtores brasileiros e empresas que atuam no mercado internacional de minerais. A agenda foi liderada por Isadora Coimbra, empresária e Cônsul da Indonésia, que representa empresas de Dubai interessadas em ampliar sua rede de fornecedores no Estado e fortalecer relações comerciais de longo prazo.
A programação reuniu representantes do setor mineral, empresários, autoridades e instituições públicas em um ambiente voltado à aproximação entre o mercado brasileiro e investidores internacionais. Participaram da agenda, entre outras lideranças, a advogada empresarial Athena Campos, com atuação em relações e negócios internacionais, Taís Costa, diretora de Assuntos Internacionais da Presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, e Bruna Moraes, assessora internacional do Governo do Estado.
O evento também marcou o lançamento da unidade do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) em Mato Grosso, fortalecendo a organização institucional da cadeia mineral e ampliando o diálogo entre iniciativa privada, entidades representativas e poder público.
Após as agendas institucionais, Athena Campos passou a atuar na aproximação entre a missão empresarial e mineradores mato-grossenses, iniciando as tratativas para estruturar futuras oportunidades comerciais entre produtores locais e as empresas representadas pela missão.
Segundo Athena, o interesse demonstrado pelas empresas internacionais representa uma oportunidade importante para ampliar a inserção de Mato Grosso no mercado global de minerais.
Na avaliação da advogada, o interesse internacional não está relacionado apenas ao potencial produtivo do Estado, mas também à evolução da mineração mato-grossense nos últimos anos, com operações que já trabalham dentro de padrões exigidos pelo mercado internacional.
“As empresas já possuem uma atuação consolidada na aquisição de minerais brasileiros. O interesse agora é ampliar essa atuação em Mato Grosso, aproximando novos fornecedores e construindo uma presença cada vez mais forte no Estado. O que desperta esse interesse não é apenas o volume de produção, mas a existência de produtores que já operam com rastreabilidade, documentação, certificações e padrões compatíveis com as exigências do mercado internacional.”
Segundo Athena, o objetivo vai além da prospecção de fornecedores. A proposta é ampliar o número de produtores mato-grossenses preparados para acessar o mercado internacional, criando uma estrutura jurídica e operacional que permita novas oportunidades de exportação.
“Nossa proposta vai além de aproximar empresas estrangeiras de produtores que já exportam. Queremos também contribuir para estruturar jurídica e operacionalmente mineradores que ainda não acessam o mercado internacional, criando condições para que possam exportar diretamente, seja para Dubai ou para outros mercados.”
Ela explica que esse processo envolve uma estrutura técnica ampla, capaz de oferecer segurança, previsibilidade e conformidade para todas as partes envolvidas.
“Toda operação internacional exige uma estrutura jurídica consistente. Estamos falando de due diligence, análise documental, estruturação contratual, avaliação regulatória, compliance e de todos os mecanismos necessários para que essas operações sejam realizadas dentro dos padrões exigidos pelo mercado internacional.”
Outro aspecto observado durante as conversas com produtores foi a importância das relações de longo prazo já existentes no setor mineral brasileiro. Segundo Athena, esse mercado é tradicionalmente construído sobre confiança, histórico de relacionamento e conhecimento da realidade operacional de cada região.
“O mercado mineral não funciona apenas pela lógica de quem paga mais. Existem relações construídas ao longo de muitos anos entre produtores e compradores, que envolvem confiança, apoio ao desenvolvimento da produção e presença constante junto ao setor. Qualquer empresa que queira construir uma atuação sólida no Brasil precisa compreender essa dinâmica e desenvolver esse relacionamento ao longo do tempo.”
Na avaliação da advogada, o movimento iniciado pela missão empresarial representa uma oportunidade de fortalecer não apenas negócios específicos, mas todo o ambiente de internacionalização da mineração mato-grossense.
“O objetivo não é apenas criar novas rotas de comercialização. É ampliar a presença da mineração mato-grossense no mercado internacional, permitindo que um número cada vez maior de produtores tenha acesso direto às oportunidades globais. Quando conseguimos estruturar esse caminho com segurança jurídica e previsibilidade, fortalecemos toda a cadeia mineral do Estado.”
As tratativas iniciadas durante a missão deverão continuar nas próximas semanas, com novas reuniões entre representantes das empresas internacionais e mineradores mato-grossenses, dando sequência à estruturação das futuras parcerias e à ampliação da presença de Mato Grosso no mercado internacional de minerais.
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