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Professores ressaltam importância de Artes e Educação Física na formação profissional e tecnológica

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O projeto Arteduf, lançado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), está movimentando as 17 Escolas Técnicas Estaduais (ETECs) de Mato Grosso com propostas que integram arte e educação física à formação técnica de forma inédita.

Além de ocupar horários com atividades pedagógicas, a proposta busca a formação integral de jovens, potencializando autoestima, formação integral, pertencimento, expressão criativa e projetos de vida dentro e fora da escola.

Durante dois dias (quarta e quinta-feira) professores de artes e de educação física de diferentes regiões do Estado se reuniram para uma imersão formativa em Cuiabá. O encontro foi marcado por apresentações de projetos alinhados aos objetivos do Arteduf. Os projeto, na prática, pretendem transformar as ETECs em um espaço acolhedor, vivo, criativo e conectado com a realidade dos estudantes e da comunidade local.

“Em vez de fórmulas prontas, cada ETEC vai construindo seu caminho com base nas potências locais, nas trajetórias dos professores e no diálogo direto com os estudantes e comunidade. É assim que o Arteduf deixa de ser uma diretriz abstrata e passa a se tornar realidade viva nas escolas com som, movimento, cor e identidade”, afirmou Ederson Andrade, superintendente de Educação Profissional e Tecnológica da Seciteci.

Em Cáceres, o professor de Educação Física Jacenildo dos Santos está levando adiante o projeto “Atividades físicas para todos: um semestre de descobertas”, que propõe práticas corporais voltadas para o bem-estar, a saúde e o fortalecimento do vínculo dos alunos com a escola. Futebol de salão, atletismo, corrida, treino funcional e ginástica localizada formam o repertório inicial das ações, pensadas para acolher os diferentes ritmos, interesses e condições dos estudantes.

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“Mais do que esporte por competição, queremos um espaço de pertencimento e trabalho em equipe”, explica o professor. A proposta também prevê avaliações periódicas e envolvimento da comunidade nas atividades, fortalecendo a conexão entre escola e território.

Para Alex Teixeira, coordenador do programa, o Arteduf está conectado aos cursos técnicos ofertados pelas ETECs. “Mesmo em áreas muito técnicas, como TI, mecânica ou agronegócio, o Arteduf contribui para tornar o processo de ensino-aprendizagem mais completo e humano. O estudante se sente parte da escola, reconhecido e inspirado a ser mais do que um técnico: um cidadão criativo e preparado para o mundo”, destaca.

Na ETEC de Campo Verde, a arte vai tomar forma nas mãos da professora Eunice Lanzarin, que une sua formação técnica em artes plásticas à escuta sensível da juventude da unidade escolar. Sua proposta parte do entendimento de que a arte não é algo distante ou elitizado, mas expressão cotidiana. O projeto está em fase de construção coletiva e mapeamento cultural: “Quero que os alunos se reconheçam como fazedores de arte, que entendam que carregam um legado criativo e podem ressignificar o mundo ao redor”, afirma.

A ideia é explorar linguagens acessíveis das artes visuais, produzir painéis coletivos e envolver as famílias em mostras culturais. Tudo isso com um propósito maior: estimular a expressão, o pertencimento e a identidade dos estudantes dentro e fora da escola.

Em Matupá, o professor André Júlio aposta no teatro e na dança como linguagens transformadoras. Com mais de uma década de experiência como professor de artes, ele propõe uma abordagem baseada na escuta e no protagonismo estudantil. O que será dançado? Que histórias serão contadas? Que músicas embalarão os corpos em cena? Tudo será definido junto com os alunos, em um processo horizontal de criação.

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“É um projeto que nasce do território e ganha sentido a partir da vivência dos estudantes”, destaca André. Além das apresentações na escola, a proposta prevê participação em festivais e mostras culturais, ampliando o alcance e a potência da arte produzida na EPT.

A articulação com os territórios, o estímulo à autonomia, o respeito às identidades e o compromisso com a permanência dos estudantes na escola são marcas fortes desses projetos. Todos eles caminham juntos com a proposta da Seciteci de repensar a educação profissional com mais humanidade, criatividade e sentido social.

O superintendente Ederson Andrade, reforça que o Arteduf cumpre uma função estratégica. “Trabalhar com arte e educação física nas escolas técnicas é contribuir com a formação completa do ser humano. Isso ajuda a melhorar notas, relações interpessoais, comportamento e estimula o jovem a pensar em projetos de presente e de futuro”, afirma.

Com implantação em todas as 17 ETECs, o Arteduf prevê núcleos de prática, eventos abertos à comunidade, apresentações internas e externas, além de festivais e jogos interclasses. A proposta foi construída com base em planejamento pedagógico integrado e escuta ativa dos professores.

Fonte: Governo MT – MT

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Gisela aposta na força regional e leva recado de Pivetta a Moacir em Barra do Garças

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A candidatura de Moacir Couto à Assembleia Legislativa ganhou nesta sexta-feira (21), um componente político que extrapola o lançamento de mais um nome na disputa proporcional. Em Barra do Garças, onde mais de 300 pessoas participaram do ato, a presença da candidata a vice-governadora Gisela Simona levou ao palco uma discussão que há anos atravessa o Araguaia: a necessidade de transformar o peso econômico e social da região em maior capacidade de representação política e de interlocução com o Governo do Estado.

Empresários, produtores rurais, lideranças políticas, moradores de Barra do Garças e apoiadores de municípios vizinhos acompanharam o lançamento da candidatura de Moacir, que pretende ocupar um espaço que considera estratégico para o desenvolvimento regional, especialmente nas áreas de saúde, infraestrutura e investimentos públicos. A agenda também expôs uma característica cada vez mais presente na campanha de Gisela: a circulação pelos municípios e a tentativa de compreender a política a partir das demandas concretas que chegam das comunidades.

Ao declarar apoio ao empresário barra-garcense, Gisela levou uma mensagem do governador Otaviano Pivetta, de quem é candidata a vice na disputa pelo Palácio Paiaguás. Segundo ela, Pivetta havia encontrado Moacir em Várzea Grande e pediu que sua vice levasse pessoalmente seu abraço ao amigo. “Ele disse: estive com Moacir em Várzea Grande. Agora, na Barra do Garças, minha vice vai pessoalmente entregar meu carinho a você, que não é um irmão de sangue, mas é de alma”, relatou.

Mais do que uma manifestação de amizade, a fala evidencia uma característica da atual composição política que tenta se consolidar em torno de Pivetta: a construção de uma rede que procura combinar a força administrativa do governo com lideranças regionais capazes de traduzir demandas locais para dentro da estrutura estadual.

Gisela também associou a candidatura de Moacir ao debate sobre a continuidade administrativa de Mato Grosso. Ao defender a chapa liderada por Pivetta, destacou a experiência do governador e sua capacidade de interlocução com os municípios.

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“Ele é um administrador nato, com experiência comprovada em criar qualidade de vida. E todos sabem que é confiável. O projeto de transformar para melhor a vida da população de Mato Grosso precisa ter prosseguimento”, afirmou.

A declaração ganha dimensão política maior diante do movimento recente de prefeitos em torno da candidatura de Pivetta. Na última terça-feira, 133 dos 142 prefeitos de Mato Grosso, o equivalente a 93,7% dos municípios, formalizaram apoio à sua reeleição. O dado evidencia a capilaridade municipal da candidatura, embora, naturalmente, apoio de prefeito não se confunda automaticamente com transferência de votos.

Para Gisela, entretanto, a adesão dos prefeitos traduz sobretudo uma experiência administrativa vivenciada nos próprios municípios. A candidata a vice tem defendido que gestores municipais reconhecem os efeitos dos investimentos estaduais em infraestrutura, saúde e serviços e, por isso, não desejariam retroceder. A leitura coloca o municipalismo no centro da estratégia eleitoral de Pivetta e aproxima a campanha do cotidiano de quem administra as cidades.

Em Barra do Garças, essa discussão ganhou um rosto concreto. Durante o evento, Dona Célia relatou a dificuldade enfrentada pela família para conseguir atendimento especializado para a neta Melissa, de seis anos, diagnosticada com autismo e que precisava passar por uma cirurgia de hérnia umbilical. Segundo seu relato, depois de procurar atendimento em Barra do Garças e em Cuiabá, tomou conhecimento da atuação de Moacir em defesa da estrutura hospitalar da região.

“Mesmo sem me conhecer, ele olhou para a nossa situação e segurou a nossa mão”, afirmou.

O depoimento é significativo porque recoloca a saúde no centro de uma disputa eleitoral que, frequentemente, é narrada apenas pelos números do crescimento econômico. Barra do Garças funciona como polo de atendimento para diversos municípios do Araguaia e enfrenta há anos o desafio de ampliar sua capacidade de atendimento especializado. Em maio, o Governo do Estado anunciou justamente a elevação do repasse para a saúde do município de R$ 800 mil para R$ 2 milhões, reconhecendo a pressão exercida sobre a rede local pelo atendimento de pacientes de toda a região.

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Há, portanto, uma equação política interessante em construção: o Estado afirma ter capacidade de investimento; os municípios reivindicam infraestrutura e serviços; e lideranças regionais buscam transformar essas demandas em representação política permanente.

É nesse ponto que Moacir pretende construir sua candidatura. “Não é apenas uma campanha política. É um movimento histórico de uma cidade e de uma região que precisa deixar de ser órfã e ter um representante que conheça sua realidade, que tenha portas abertas e possa ajudar a alavancar Barra do Garças e toda a região do Araguaia”, afirmou.

A expressão “deixar de ser órfã” talvez seja a síntese política mais importante do encontro. Não se trata apenas de eleger um deputado, mas de disputar a capacidade de uma região de participar das decisões sobre recursos, obras e políticas públicas que afetam diretamente sua população.

E é justamente aí que a presença de Gisela ganha significado próprio. Depois de quase três anos na Câmara dos Deputados, onde construiu sua atuação a partir de pautas nacionais como a defesa do consumidor, combate à violência contra as mulheres, proteção contra fraudes financeiras e enfrentamento de novas formas de vulnerabilidade social, a candidata a vice-governadora passa a ocupar outro lugar na engrenagem política: o de alguém que pretende levar para a chapa majoritária a experiência de quem aprendeu, no Procon e depois no Congresso, que grandes decisões públicas só fazem sentido quando chegam à vida cotidiana.

Em Barra do Garças, essa experiência encontrou uma agenda regional muito concreta: saúde, representação e capacidade de fazer a ponte entre o município e o Estado.

E talvez seja justamente essa ponte que a campanha de Pivetta e Gisela esteja tentando construir nos municípios: uma candidatura majoritária que não se apresente apenas como continuidade de um governo, mas como continuidade de uma relação política com as cidades. Relação que agora será testada diretamente nas ruas e nas urnas.

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