MATO GROSSO
Polícia Civil conclui investigação e indicia 6 criminosos por homicídio qualificado e ocultação de cadáver
A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia de São José do Xingu, concluiu as investigações da segunda fase da Operação Midnight e indiciou seis integrantes de uma facção criminosa.
Os envolvidos foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, praticados contra Marcos José Vieira Lima, conhecido como “Borel”.
O inquérito policial teve início a partir do desaparecimento da vítima na noite de 25 de agosto de 2025, evoluindo, com o aprofundamento das diligências, para a confirmação de que se tratava de um homicídio praticado em contexto de organização criminosa, seguido da ocultação do corpo.
Dinâmica dos fatos
Após cerca de seis meses de investigações, a Polícia Civil reuniu um robusto conjunto probatório, composto por oitivas testemunhais, diligências de campo, levantamentos de inteligência e, sobretudo, provas técnicas decorrentes de afastamento de sigilo telemático e telefônico.
A análise dos dados permitiu reconstituir com precisão a dinâmica do crime, indicando que a vítima foi morta na noite do próprio desaparecimento, entre 20h18min e 20h36min, após ser atraída para um imóvel utilizado por integrantes da facção criminosa na região central de São José do Xingu.
Mesmo sem a localização do cadáver, a investigação demonstrou de forma técnica a materialidade do crime, com base no chamado corpo de delito indireto, admitido pela legislação processual penal e pela jurisprudência dos tribunais superiores.
Execução a mando da facção
As investigações apontaram que o crime foi praticado no contexto do “tribunal do crime”, mecanismo interno de facções criminosas utilizado para julgar e punir informalmente seus integrantes.
De acordo com o delegado de São José do Xingu, Onias Estevam Pereira Filho, a morte da vítima foi determinada por liderança da organização criminosa em São José do Xingu, após a vítima supostamente ter o “traído” em ocorrência anterior que ambos foram presos por tortura.
A execução ocorreu mediante ação coordenada de diversos membros, com divisão de tarefas e participação hierarquizada.
Durante a ação criminosa, a vítima foi submetida a uma videochamada com outros integrantes da facção, que acompanharam o ato, em típico ritual de “decretação”, antes da execução.
Ocultação do cadáver
Após o homicídio, os investigados iniciaram uma segunda fase da empreitada criminosa, voltada à ocultação do corpo, que foi transportado numa motocicleta e enterrado em local ainda não identificado.
A investigação demonstrou, com base em dados técnicos após afastamentos telefônicos e telemáticos, que ao menos três dos envolvidos participaram diretamente da desova do cadáver, inclusive com obtenção de ferramentas e deslocamentos compatíveis com a escavação da cova.
Conclusão
Ao final das investigações, foram indiciados seis integrantes da facção criminosa pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e organização criminosa. Cinco foram presos durante a Operação Midninght 2, e um segue como foragido da justiça.
O delegado Onias Estevam, responsável pela condução dos trabalhos, informou que as penas somadas dos delitos atribuídos aos investigados podem chegar a 41 anos de prisão: “Foi uma resposta do Estado de Mato Grosso à sociedade xinguense, com a retirada das ruas desses perigosos criminosos”.
O relatório final aponta que o crime foi cometido de forma premeditada, com divisão de tarefas e extrema violência, evidenciando a atuação estruturada da facção criminosa na região.
Destaca-se que a elucidação do caso, mesmo sem a localização do corpo, demonstra a eficiência das técnicas modernas de investigação, especialmente no uso de provas digitais e inteligência policial.
A Polícia Judiciária Civil reafirma seu compromisso com o enfrentamento qualificado às facções criminosas e a promoção da segurança pública no Estado de Mato Grosso.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Filhote de onça-pintada é flagrada por câmeras enquanto explora área de preservação em MT
Maya, de cerca de quatro meses, foi registrada em Poconé durante momentos de exploração e interação com o ambiente
Um filhote de onça-pintada chamado Maya foi registrado por câmeras de monitoramento do Instituto Impacto na Pousada Rio Mutum, em Poconé, a cerca de 104 quilômetros de Cuiabá. As imagens mostram o animal, com aproximadamente quatro meses de idade, explorando a área e interagindo com elementos da natureza.
Os primeiros registros de Maya foram feitos quando ela tinha cerca de três meses. Segundo o médico-veterinário Paul Raad, responsável pelo acompanhamento, a fase é marcada pelo desenvolvimento da autonomia e pelo aprendizado de comportamentos que serão importantes na vida adulta.
Em um dos registros, a filhote aparece brincando e explorando um tronco. De acordo com o veterinário, esse tipo de comportamento faz parte do processo de desenvolvimento do animal.
“Ela está naquela fase de começar a brincar, explorar o mundo e desenvolver as habilidades que vai precisar no futuro como predador. A gente tem registros bem detalhados dela brincando com a mãe e também explorando o ambiente. Como ela nasceu sem irmãos, ela acaba encontrando outros elementos para brincar, como um tronco, por exemplo”, explicou Paul.
A identificação de Maya também foi possível graças ao acompanhamento de sua família. A filhote foi vista semanas antes ao lado da mãe, Baía, uma onça-pintada conhecida por pesquisadores, biólogos, fotógrafos e guias que frequentam a região.
Além da relação entre mãe e filha, os pesquisadores utilizam o padrão de manchas da pelagem para identificar individualmente cada animal. As rosetas presentes no corpo das onças possuem características únicas e funcionam como uma espécie de identificação natural.
“A gente consegue identificar as onças pelo padrão de manchas, que é único para cada indivíduo, como se fosse uma impressão digital. Então, a Nina tem um padrão, a Baía tem outro e a Maia tem o dela. O fato de a gente ter registrado a Maia junto com a Baía foi fundamental para confirmar essa relação”, detalhou o veterinário.
O monitoramento permite acompanhar de perto o crescimento e o desenvolvimento da filhote, além de registrar comportamentos naturais durante os primeiros meses de vida. Como nasceu sem irmãos, Maya utiliza o próprio ambiente ao redor para desenvolver habilidades por meio das brincadeiras e da exploração.
Os registros também contribuem para o acompanhamento da fauna da região e para a identificação de indivíduos que circulam pela área monitorada.
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