MATO GROSSO

Governo de MT participa de evento sobre manejo florestal sustentável em Minas Gerais

O Governo de Mato Grosso participou, nesta quarta-feira (06.11), de mais uma edição do evento “Madeira Sustentável – o Futuro do Mercado da Madeira”, desta vez em Belo Horizonte, Minas Gerais. O setor de base florestal é a principal base econômica de 33% dos municípios do Estado.

O evento teve o objetivo de mostrar a profissionais, empresários e consumidores que a forma de contribuir para a preservação da floresta e combater o desmatamento é comprando madeira proveniente do manejo florestal sustentável.

Por meio do manejo florestal, as árvores georreferenciadas e identificadas junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) são autorizadas para extração já em idade adulta. São retiradas até 4 árvores por hectare, criando espaço para que outras espécies possam crescer com a abertura de “clarões”, sendo as árvores rastreadas da floresta até o consumidor final.

O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), apoia o evento e incentiva a atividade econômica tanto para a geração de empregos e fortalecimento da economia estadual quanto como estratégia para reduzir as emissões de gases poluentes.

Até 2030, o governo pretende ampliar em mais um milhão de hectares as áreas utilizadas para manejo florestal sustentável, atualmente em 5 milhões de hectares. Com isso, o manejo florestal será responsável por reduzir 16% das emissões de gases poluentes de Mato Grosso.

“A Sema e a Sedec atuam em conjunto nessa agenda. No fortalecimento da legalidade, a Sema implantou o sistema Sisflora 2.0, onde é possível acompanhar, pela guia florestal, toda a trajetória, desde a origem, passando pelo transporte, até o comércio. Essas inovações fortalecem a cadeia produtiva, que sustenta a economia de 44 municípios da porção amazônica de Mato Grosso. É a estratégia mais consistente para gerar renda a partir da floresta em pé e reduzir o desmatamento nas áreas protegidas”, argumentou a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.

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No ano passado, o setor de base florestal gerou mais de 12 mil empregos diretos com carteira assinada, com faturamento superior a R$ 616 milhões em 2023. Com aproximadamente 658 indústrias de pequeno e médio porte, o setor possui uma dinâmica familiar, em que muitas empresas locais geram emprego e receita para comunidades inteiras.

A coordenadora do Desenvolve Floresta da Sedec, Camila Bez Batti, destacou que o setor florestal é a terceira maior economia de Mato Grosso, e seu desenvolvimento é uma das prioridades da pasta. Entre as ações, está uma pesquisa para atualizar as informações sobre as espécies comerciais e as que estão em risco de extinção.

“Eventos como o Madeira Sustentável reforçam a importância do setor para o meio ambiente e para a economia. Mato Grosso tem investido em pesquisas e na disseminação do valor do manejo florestal, destacando seu papel essencial para a sustentabilidade e o desenvolvimento econômico local. A pesquisa atual identifica quais espécies florestais existem na porção amazônica de Mato Grosso, investigando se estão em extinção ou não, inclusive para abrir mercado para madeiras que podem estar categorizadas sob risco de extinção, mas que, com mais pesquisa, podem não estar”, explicou.

Madeira Sustentável

Em sua terceira edição, o evento Madeira Sustentável, que já passou por São Paulo e Rio de Janeiro, tem gerado resultados significativos para o setor de base florestal de Mato Grosso.

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De acordo com o presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso (Cipem), Ednei Blasius, iniciativas como o evento são essenciais para mostrar o potencial do estado na conservação das florestas e no fornecimento de madeira sustentável tanto para o mercado interno quanto para o exterior.

“Mato Grosso é destaque nacional no quesito rastreabilidade, permitindo que cada cliente identifique a origem exata da madeira adquirida, o que traz segurança e transparência ao mercado. Queremos desmistificar a associação incorreta entre o setor, que é regulamentado e segue normas rigorosas, e o desmatamento ilegal. O setor de base florestal de Mato Grosso ainda tem muito espaço para crescer e se consolidar como líder nacional, com uma economia sólida e responsável, capaz de agregar valor e conservar a floresta em pé”, afirmou.

O presidente do Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF) e vice-presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Frank Rogieri, ressaltou a importância da união entre empresários, o Governo do Estado, a Associação dos Secretários de Meio Ambiente (Abema) e a indústria para desburocratizar o setor florestal e favorecer aqueles que desejam trabalhar de forma correta e sustentável.

“Precisamos de paz para trabalhar, segurança jurídica e regras claras. Esse é o momento para debater, falar, ouvir, analisar e levar para casa um dever de casa: facilitar, ser cada vez mais transparente, sustentável e menos burocrático. As pessoas querem a segurança de que, ao adquirir madeira nativa, estão contribuindo para a preservação ambiental na Amazônia Brasileira. O Governo de Mato Grosso, por meio da Sedec e da Sema, é um grande parceiro e vetor de melhoria e desenvolvimento do nosso setor,” concluiu.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Missão empresarial liderada pela Cônsul da Indonésia inicia aproximação com mineradores de Mato Grosso

Empresas que já atuam na compra de ouro, cobre e manganês brasileiros buscam ampliar sua rede de fornecedores em Mato Grosso por meio de relações comerciais de longo prazo.

Mato Grosso recebeu nesta semana uma missão empresarial internacional voltada à ampliação das relações comerciais entre produtores brasileiros e empresas que atuam no mercado internacional de minerais. A agenda foi liderada por Isadora Coimbra, empresária e Cônsul da Indonésia, que representa empresas de Dubai interessadas em ampliar sua rede de fornecedores no Estado e fortalecer relações comerciais de longo prazo.

A programação reuniu representantes do setor mineral, empresários, autoridades e instituições públicas em um ambiente voltado à aproximação entre o mercado brasileiro e investidores internacionais. Participaram da agenda, entre outras lideranças, a advogada empresarial Athena Campos, com atuação em relações e negócios internacionais, Taís Costa, diretora de Assuntos Internacionais da Presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, e Bruna Moraes, assessora internacional do Governo do Estado.

O evento também marcou o lançamento da unidade do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) em Mato Grosso, fortalecendo a organização institucional da cadeia mineral e ampliando o diálogo entre iniciativa privada, entidades representativas e poder público.

Após as agendas institucionais, Athena Campos passou a atuar na aproximação entre a missão empresarial e mineradores mato-grossenses, iniciando as tratativas para estruturar futuras oportunidades comerciais entre produtores locais e as empresas representadas pela missão.

Segundo Athena, o interesse demonstrado pelas empresas internacionais representa uma oportunidade importante para ampliar a inserção de Mato Grosso no mercado global de minerais.

Na avaliação da advogada, o interesse internacional não está relacionado apenas ao potencial produtivo do Estado, mas também à evolução da mineração mato-grossense nos últimos anos, com operações que já trabalham dentro de padrões exigidos pelo mercado internacional.

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“As empresas já possuem uma atuação consolidada na aquisição de minerais brasileiros. O interesse agora é ampliar essa atuação em Mato Grosso, aproximando novos fornecedores e construindo uma presença cada vez mais forte no Estado. O que desperta esse interesse não é apenas o volume de produção, mas a existência de produtores que já operam com rastreabilidade, documentação, certificações e padrões compatíveis com as exigências do mercado internacional.”

Segundo Athena, o objetivo vai além da prospecção de fornecedores. A proposta é ampliar o número de produtores mato-grossenses preparados para acessar o mercado internacional, criando uma estrutura jurídica e operacional que permita novas oportunidades de exportação.

“Nossa proposta vai além de aproximar empresas estrangeiras de produtores que já exportam. Queremos também contribuir para estruturar jurídica e operacionalmente mineradores que ainda não acessam o mercado internacional, criando condições para que possam exportar diretamente, seja para Dubai ou para outros mercados.”

Ela explica que esse processo envolve uma estrutura técnica ampla, capaz de oferecer segurança, previsibilidade e conformidade para todas as partes envolvidas.

“Toda operação internacional exige uma estrutura jurídica consistente. Estamos falando de due diligence, análise documental, estruturação contratual, avaliação regulatória, compliance e de todos os mecanismos necessários para que essas operações sejam realizadas dentro dos padrões exigidos pelo mercado internacional.”

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Outro aspecto observado durante as conversas com produtores foi a importância das relações de longo prazo já existentes no setor mineral brasileiro. Segundo Athena, esse mercado é tradicionalmente construído sobre confiança, histórico de relacionamento e conhecimento da realidade operacional de cada região.

“O mercado mineral não funciona apenas pela lógica de quem paga mais. Existem relações construídas ao longo de muitos anos entre produtores e compradores, que envolvem confiança, apoio ao desenvolvimento da produção e presença constante junto ao setor. Qualquer empresa que queira construir uma atuação sólida no Brasil precisa compreender essa dinâmica e desenvolver esse relacionamento ao longo do tempo.”

Na avaliação da advogada, o movimento iniciado pela missão empresarial representa uma oportunidade de fortalecer não apenas negócios específicos, mas todo o ambiente de internacionalização da mineração mato-grossense.

“O objetivo não é apenas criar novas rotas de comercialização. É ampliar a presença da mineração mato-grossense no mercado internacional, permitindo que um número cada vez maior de produtores tenha acesso direto às oportunidades globais. Quando conseguimos estruturar esse caminho com segurança jurídica e previsibilidade, fortalecemos toda a cadeia mineral do Estado.”

As tratativas iniciadas durante a missão deverão continuar nas próximas semanas, com novas reuniões entre representantes das empresas internacionais e mineradores mato-grossenses, dando sequência à estruturação das futuras parcerias e à ampliação da presença de Mato Grosso no mercado internacional de minerais.

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