MATO GROSSO
Diretor da ONU: “Trabalho de MT é um sucesso e deveria se expandir pelo país”
O diretor do Programa do Escritório Verde e Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU), Angus Mackay, afirmou que os resultados obtidos pelo Governo de Mato Grosso na preservação ambiental são “um sucesso” e deveriam se expandir pelo país. A fala ocorreu durante reunião na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-27), em Sharm El Sheik, no Egito, nesta quinta-feira (17.11).
Angus Mackay destacou o trabalho realizado por meio do programa Page (Parceria para fortalecimento da Economia Verde), concretizada entre Mato Grosso e a ONU.
“Conhecer vocês é uma experiência significativa e única, porque vocês trabalham em nível regional. O que Mato Grosso puder compartilhar é muito significativo. Um programa como esse, com esse nível de dimensão territorial, só conheço um, na China, e já que vocês conseguiram esse grande sucesso regional, nossa sugestão é exportar essa ideia e expandir para os outros estados e nacionalmente”, disse ele.
Por meio do programa Page, o Governo de Mato Grosso atuou em áreas como Agricultura Familiar, Turismo Sustentável, uso de Energias Renováveis, Planejamento do Ordenamento Territorial, estruturação de Política Florestal, e estabeleceu parâmetros para Etnoturismo, Selo Verde e Compras sustentáveis em MT.
“É uma grande satisfação estar estreitando essa relação com vocês. Ficamos impressionados com o entusiasmo desse grupo e gostaríamos de congratular toda a equipe que faz parte do projeto”, completou.

O governador Mauro Mendes destacou que a sugestão do diretor da ONU será possível de implementar junto ao Consórcio da Amazônia Legal, que abrange os nove estados que possuem território na floresta amazônica.
“Queremos ampliar essa política, e acredito que pelo consórcio conseguiremos, pois é para o bioma amazônico que o mundo está com os olhos voltados. Podemos dar exemplo de preservação e de respeito aos povos que vivem na região”, pontuou.
Também participaram da reunião a primeira-dama Virginia Mendes; o suplente eleito de senador, Mauro Carvalho; o deputado estadual Max Russi; os secretários de Estado Cesar Miranda (Desenvolvimento Econômico) e Rogério Gallo (Casa Civil); o procurador-geral do Ministério Público de Contas, Alisson Alencar; o procurador federal Erich Masson; e o cacique indígena Rony Paresi.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Sefaz recupera R$ 18,5 milhões após ação de fiscalização sobre benefícios fiscais
A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) recuperou R$ 18,5 milhões que deixaram de ser recolhidos corretamente ao Fundo de Gestão Fazendária (Fungefaz). Os valores são uma contrapartida obrigatória para empresas beneficiadas com redução de ICMS na compra de máquinas e equipamentos rodoviários.
O trabalho conjunto das Superintendências de Fiscalização (Sufis) e de Controle e Monitoramento (Sucom) da Sefaz foi realizado entre novembro de 2025 e maio de 2026 pelas equipes da Coordenadoria de Fiscalização de Combustíveis, Comércio e Serviços (CFCS) e da Coordenadoria de Controle de Comércio Exterior, Benefícios e Regimes Especiais (CCBR). Durante a ação, foi constatado que algumas empresas não fizeram os repasses obrigatórios ao Fungefaz ou recolheram valores inferiores aos previstos em lei.
Na prática, as equipes contataram que algumas empresas deixaram de recolher ao Fungefaz os valores exigidos como condição para usufruir do benefício fiscal ou efetuaram pagamentos em montantes inferiores aos devidos. Conforme o Regulamento do ICMS, as empresas beneficiárias devem recolher ao Fundo o equivalente a 15% do valor da renúncia fiscal obtida.
Para oportunizar a regularização voluntária, a Sefaz emitiu 83 notificações para que os contribuintes pudessem corrigir as pendências identificadas, referentes ao período de 2021 a 2025. Após as notificações, R$ 18,5 milhões foram quitados à vista ou parcelados.
“Nosso foco foi estimular a regularização espontânea e fortalecer a conformidade tributária. Ao identificar as divergências, oportunizamos que as empresas apresentassem esclarecimentos ou efetuassem os recolhimentos devidos, garantindo segurança jurídica aos contribuintes e o cumprimento das obrigações previstas na legislação”, ressaltou o secretário adjunto da Receita Pública, Lucas Elmo.
Segundo as equipes de fiscalização, parte das divergências ocorreu em razão de erros operacionais, como devolução de mercadorias, utilização incorreta de códigos de arrecadação e transferências entre filiais, situações que foram esclarecidas durante o processo de regularização.
A Sefaz reforça que as empresas que utilizam benefícios fiscais devem acompanhar regularmente suas obrigações acessórias e financeiras. Os contribuintes que não promoverem a regularização espontânea de eventuais pendências poderão ser submetidos a auditorias fiscais e sofrer cobranças de ofício com a aplicação de multas e penalidades legais.
Fonte: Governo MT – MT
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