ECONOMIA

Gecex delibera sobre defesa comercial, redução tarifária e limites à importação de resíduos

Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) deliberou nesta quarta-feira (27/8) sobre temas envolvendo defesa comercial, reduções tarifárias e importação de resíduos sólidos, entre outros assuntos.

Na área de defesa comercial, foi aprovada a aplicação de direito antidumping definitivo sobre as importações de folhas metálicas de aço carbono da China e de fibras de poliéster de China, Índia, Tailândia e Vietnã. O colegiado deliberou também pela aplicação antidumping provisório, por até seis meses, sobre as importações de resinas de polietileno dos Estados Unidos e do Canadá. Todos os casos promovem a proteção da indústria nacional contra o comércio desleal.

O Gecex aprovou ainda a imposição de limites à importação de itens relativos a papel e vidro, a partir de valores propostos pelo Fórum Nacional de Economia Circular e pelo Comitê Interministerial para Inclusão Socioeconômica de Catadoras e Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis.

Na mesma reunião, foram aprovadas reduções tarifárias para sete produtos, dentre eles insumos para a indústria de saúde. As alíquotas do imposto de importação para esses casos foram reduzidas a zero, gerando impactos positivos aos consumidores nacionais.

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Foram igualmente reduzidas a zero as alíquotas de importação para diversos produtos de Bens de Capital e de Telecomunicações e Informática, na modalidade de Ex-tarifário, possibilitando aumento de investimentos no país e inovação do parque fabril.

Brasil Soberano

Entre as demais deliberações desta quarta, está a alteração da Resolução Gecex nº 633/2024, medida que se relaciona aos atos normativos do Plano Brasil Soberano, lançado na semana passada para proteger as empresas e os trabalhadores afetados pelas tarifas unilaterais aplicadas pelo governo dos EUA às exportações brasileiras àquele país.

A mudança na Resolução visa incluir no regramento a observância da Política de Subscrição de Riscos do Fundo Garantidor de Exportações (FGCE), adaptando as regras de financiamento de exportações às novas diretrizes legislativas.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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ECONOMIA

Secretária do MDIC analisa desafios do comércio exterior em um contexto global em transformação

A diversificação de mercados e a ampliação da inserção internacional do Brasil foram destacadas pela secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres, durante o painel “RELGOV 360º – O comércio exterior em ambiente de mudanças geopolíticas”, realizado na quinta-feira (28/5), em São Paulo (SP), no IV Congresso Internacional do Instituto de Relações Governamentais (IRELGOV).

A secretária Tatiana Prazeres ressaltou a resiliência e a capacidade de adaptação da economia brasileira. Apesar do cenário internacional turbulento, o Brasil encerrou 2025 com resultados históricos no comércio exterior, incluindo recordes no número de empresas exportadoras, nas exportações totais, na corrente de comércio, nas exportações da indústria de transformação e em diversos produtos e mercados.

“Esse desempenho decorre da convergência de diferentes fatores, entre eles a ampliação da demanda internacional por produtos brasileiros, a existência de um amplo mercado externo ainda a ser explorado, a atuação rápida do governo na oferta de instrumentos de apoio para enfrentar as dificuldades surgidas ao longo do ano e, sobretudo, a capacidade das empresas brasileiras de se adaptar com velocidade e competência a um cenário externo cada vez mais desafiador”, afirmou.

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Tatiana Prazeres avaliou que o comércio exterior passou por mudanças significativas nos últimos anos e exige uma compreensão cada vez mais ampla do cenário internacional.

“Quando eu ingressei no serviço público, entender de comércio internacional significava dominar profundamente os instrumentos técnicos da área, como os cálculos numa investigação antidumping. Hoje, além de dominar as questões técnicas, é necessário se dedicar à geoeconomia e às políticas adotadas mundo afora para se operar em um mundo em que comércio e questões estratégicas se combinam”, disse.

No mesmo painel, o diretor de Negócios da Apex-Brasil, Floriano Pesaro, ressaltou a conclusão de acordos comerciais pelo Brasil e a realização de missões empresariais como iniciativas importantes para a diversificação das exportações brasileiras.

O painel reuniu especialistas, representantes da academia e profissionais da área de relações governamentais para discutir os impactos das mudanças geopolíticas sobre o comércio, os investimentos e a atuação dos países na economia global.

Congresso

Promovido pelo IRELGOV, o congresso reúne profissionais do setor público e privado, pesquisadores, estudantes, representantes da mídia e especialistas em relações governamentais para debater temas relacionados à política, democracia, geopolítica e desenvolvimento econômico.

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Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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