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Comissão da Câmara recebe secretária de Saúde para prestar esclarecimentos

17/02/2025
Comissão da Câmara recebe secretária de Saúde para prestar esclarecimentos
SECOM – Câmara Municipal de Cuiabá
A secretária municipal de Saúde, Lúcia Helena Barboza Sampaio, atendeu o convite da Comissão de Saúde da Câmara encaminhado pelos parlamentares Michelly Alencar (UB), Ilde Taques (PSB) e Alex Rodrigues (PV). A Comissão enviou um ofício com uma série de questionamentos sobre o funcionamento das unidades básicas de saúde.&nbsp
Dengue e Chikungunya
Foi instaurado o Comitê de Operações Emergenciais (COE), em parceria com a Vigilância de Saúde, para avaliar os novos casos notificados no município. Os bairros com maior índice de casos são vistoriados pelos agentes de saúde e é realizado um mutirão durante a semana.&nbsp
Não há nenhum caso de morte registrado por dengue. Já por chikungunya foram registrados sete óbitos.&nbsp
Agentes Comunitários de Saúde – ACS
A falta de agentes nas unidades básicas de saúde será atendido por um processo seletivo que foi realizado recentemente e no ultimo concurso feito pela Prefeitura. Será feito um redesenho na Atenção Básica de Saúde e serão contratados responsáveis técnicos e médicos para as unidades de saúde.&nbsp
Também participaram da Comissão os vereadores Dilemário Alencar (UB) e Jeferson Siqueira (PSD).

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Abilio abre crise na base e exclui seis vereadores de grupo após embate sobre o comando da Câmara

Parlamentares foram retirados de grupo de WhatsApp após sessão marcada por críticas à ação do prefeito no TJMT; episódio amplia tensão entre Executivo e Legislativo.

A relação entre o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e parte da base aliada na Câmara Municipal entrou em um novo momento de desgaste político. Após uma sessão marcada por críticas de vereadores à atuação do Executivo, o prefeito removeu seis parlamentares do grupo de WhatsApp utilizado para a comunicação entre a Prefeitura e os vereadores da base.

A decisão ocorreu na quinta-feira (9), no mesmo dia em que vereadores reagiram à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) proposta por Abilio no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que questiona dispositivos do Regimento Interno da Câmara relacionados ao quórum para deliberação de determinadas matérias. Na prática, a discussão pode impactar o processo de eleição da futura Mesa Diretora da Casa.

Segundo as informações divulgadas, foram excluídos do grupo os vereadores Alex Rodrigues (Podemos), Eduardo Magalhães (Republicanos), Sargento Joelson (Podemos), Katiuscia Mantelli (Podemos), Michelly Alencar (União Brasil) e Dra. Mara (Podemos). Imagens da conversa mostram que as remoções ocorreram em sequência, logo após o acirramento do debate político.

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Críticas ao prefeito

Durante a sessão, a vereadora Katiuscia Mantelli criticou a iniciativa do prefeito de recorrer ao Judiciário para questionar regras internas da Câmara. Em discurso, afirmou que o Legislativo deve preservar sua autonomia e rejeitou qualquer tentativa de interferência do Executivo nas decisões da Casa.

A parlamentar classificou a medida como “desesperada” e comparou a postura do prefeito à de uma “criança mimada”, defendendo que a definição da Mesa Diretora cabe exclusivamente aos vereadores.

Também durante os debates, o vereador Dilemário Alencar (União Brasil) reafirmou sua pré-candidatura à presidência da Câmara para o biênio 2027/2028 e defendeu que a escolha do próximo comando do Legislativo seja construída internamente, por meio do diálogo entre os parlamentares, sem interferência de outros Poderes.

Sinal de desgaste político

A exclusão dos vereadores do grupo de WhatsApp foi interpretada nos bastidores como um gesto que evidencia o desgaste na relação entre o Executivo e parte da base aliada. O grupo era considerado um dos principais canais de comunicação entre o prefeito e os parlamentares governistas.

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O episódio reforça que a disputa em torno do futuro comando da Câmara Municipal já provoca reflexos na articulação política da gestão Abilio Brunini e pode influenciar a condução da relação entre Prefeitura e Legislativo nos próximos meses. Embora o governo ainda conte com apoio de parte dos vereadores, os acontecimentos demonstram que a unidade da base passa por um momento de forte tensão e reacomodação política.

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