CUIABÁ

Ciclo de exploração sexual infantil é tema de Tribuna Livre

25/06/2024
Ciclo de exploração sexual infantil é tema de Tribuna Livre
A vereadora Maysa Leão (Republicanos) convidou a advogada Adriana Figueiredo Meireles para falar sobre o ciclo da exploração sexual de meninas e mulheres no parlamento. Natural de comunidade ribeirinha da Ilha do Marajó, localizada na floresta Amazônica, a Drª relatou sobre as violências que vivenciou durante a sua infância e juventude.
“Hoje a Dra. Adriana me permitiu trazer a sua história, uma história tão difícil que acontece com frequência e muitas vezes fica sem rosto. A gente está acostumado a ouvir estatísticas: a cada oito minutos, acontece um estupro no Brasil, 73% desses estupros são em menores de idade. A gente está acostumado a ouvir que existem lugares onde há exploração sexual infantil, mas a ilha do Marajó parece muito distante quando não se tem um rosto. A ilha do Marajó parece muito distante quando a gente não entende que aqui em Cuiabá existem ilhas do Marajó”, declarou a vereadora Maysa Leão à imprensa.
De acordo com a Drª Adriana, há inúmeros lugares como a ‘Ilha do Marajó’, onde o abuso e a exploração sexual existem ‘normalmente’ na sociedade. Para ela, é necessário que a população não ache isso ‘normal’.
“Trazer à tona essas pessoas que cometem essas atrocidades precisam ser responsabilizadas. Abusar de alguém, estuprar alguém, não é algo que possa ser considerado normal diante da nossa sociedade. É algo que precisa ser freado”, declarou a advogada.
Para a vereadora Maysa Leão, a fala da Adriana traz esperança para as meninas e mulheres. “Que toda menina e mulher que um dia sofreu por viver em uma ‘ilha do Marajó’ possa sim ter orgulho de onde veio, saber quem é, e seguir a vida. Hoje ela trouxe um relato de muita dor, ao mesmo tempo um relato de muita esperança, e por fim um grande alerta de que precisamos buscar soluções”.
“Os legislativos e os executivos precisam priorizar essa pauta. Priorizar essa pauta até que isso pare de acontecer”, finalizou a vereadora Maysa Leão.
Da Assessoria

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Prefeitura reforça proibição do comércio irregular nas UPAs de Cuiabá

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reforça a proibição do comércio ambulante no interior e nas entradas das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Capital. A medida, implantada desde abril, tem contribuído para melhorar a organização dos espaços, reduzir aglomerações e garantir melhores condições de atendimento aos pacientes e aos profissionais que atuam nas unidades.

A restrição segue as normas municipais que impedem a instalação de equipamentos e a comercialização de produtos nas entradas principais de hospitais, prontos-socorros, ambulatórios e demais unidades de saúde, públicas ou privadas, além de proibir o comércio no interior desses espaços.

A iniciativa já apresenta resultados positivos na rotina das unidades, com maior organização dos acessos, melhor circulação de pacientes, acompanhantes e equipes, além de manter livres as áreas destinadas ao atendimento de urgência e emergência.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destaca que a organização dos espaços externos e internos das unidades é fundamental para garantir um atendimento mais eficiente à população.

“Quando conseguimos manter as entradas das unidades organizadas e sem obstáculos, melhoramos o fluxo de pessoas, facilitamos o trabalho das equipes e garantimos que pacientes que chegam em situação de urgência tenham acesso mais rápido e seguro ao atendimento”, afirmou.

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O secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendosa, ressalta que as UPAs são portas de entrada para atendimentos de média complexidade e precisam funcionar com estrutura adequada para receber a população.

“As unidades de pronto atendimento recebem diariamente um grande volume de pacientes e precisam ter seus espaços preparados para acolher quem procura o serviço. A retirada do comércio irregular ajuda a preservar o ambiente, melhora a circulação e fortalece a qualidade do atendimento prestado”, explicou.

A ação teve início na UPA Morada do Ouro e será ampliada para as demais unidades de saúde do município. O trabalho envolve fiscalização, orientação aos comerciantes e acompanhamento das áreas próximas aos serviços de saúde.

Além da organização do espaço público, a Vigilância Sanitária também atua na fiscalização das condições de preparo, armazenamento e comercialização de alimentos, considerando os riscos relacionados à higiene, ao descarte inadequado de resíduos e ao uso de equipamentos que possam gerar fumaça e outros impactos nas proximidades das unidades.

A Prefeitura também instalará placas informativas nas unidades para reforçar a proibição do comércio ambulante no interior dos prédios e nas áreas próximas aos acessos.

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O descumprimento das normas pode resultar em medidas administrativas, como multa e apreensão de mercadorias, conforme previsto na legislação municipal.

Os comerciantes que desejam atuar de forma regular em vias e espaços públicos devem solicitar o Termo de Permissão de Uso (TPU), emitido pela Secretaria Municipal de Ordem Pública após análise técnica.

O documento estabelece regras para o exercício da atividade, considerando critérios como segurança, fluxo de pedestres e veículos, uso adequado do solo e cumprimento das normas sanitárias.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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