AGRONEGÓCIO

Senar Bahia retoma as aulas presenciais em Salvador e seis polos do interior


Quase 700 estudantes de cursos técnicos da área rural voltam às salas de aula

Após dois anos com ensino à distância, alunos do Senar Bahia retomaram, neste sábado (19), ao modo presencial. Em uma cerimônia no Polo de Salvador, estudantes dos cursos técnicos em Agronegócio e Zootecnia receberam as boas-vindas do presidente do Sistema Faeb/Senar, Humberto Miranda, que falou sobre liderança, sustentabilidade e formação de mão de obra qualificada para o campo.

“A pandemia impactou todos os setores, mas o agro não parou em nenhum momento, porque precisamos continuar produzindo para alimentar o mundo. E mesmo com toda tecnologia dentro de campo, o agro é formado por gente, gente como vocês que estão aqui buscando conhecimento para aplicar em campo. É por isso que o Senar investe em pessoas e estarmos aqui, em pleno sábado, é a comprovação disso”, avaliou.

O evento foi transmitido ao vivo para os seis polos do Senar no interior, onde simultaneamente também correu a aula inaugural: Juazeiro, Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, Gandu, Itamaraju e Senhor do Bonfim.

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Ao todo, 665 alunos estão ativos na regional Bahia do Serviço de Aprendizagem Rural, nos polos da capital e do interior do Estado, um deles é Getúlio Pacheco, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de São Sebastião do Passé, que voltou à sala de aula para adquirir mais conhecimento para aplicar em sua propriedade e, consequentemente, contribuir com o desenvolvimento agropecuário do seu município.

“O curso nos abre horizontes e nos proporciona acesso às novas tecnologias para que possamos produzir cada vez mais sem impactos ambientais, a chamada produção sustentável”, pontuou o aluno do Curso Técnico em Agronegócio.

Para a equipe pedagógica o retorno ao presencial é motivo de comemoração. “Nós preparamos cada detalhe para que esse momento seja dinâmico e com muito aprendizado. Que venham as aulas de campo!”, disse a gerente Daniela Lago.

A cerimônia contou com a presença da Superintendente do Senar Bahia, Carine Magalhães; do superintendente Adjunto, Edmundo Neto; e da responsável pelo polo Salvador, Lenessia Midlej.

Fonte: Senar Bahia 

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Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Expocitros 2026 vai reforçar o papel da pesquisa na recuperação da citricultura

Cordeirópolis (160 km da capital São Paulo) recebe, entre os dias 26 e 29 de maio, a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura, no Centro de Citricultura Sylvio Moreira, principal referência nacional em pesquisa para o setor. O evento ocorre em um momento de recuperação da produção, mas ainda sob pressão de custos, clima e sanidade dos pomares.

Após uma edição que reuniu mais de 12 mil visitantes e cerca de 90 empresas em 2025, a expectativa é ampliar o debate técnico e estratégico em 2026. A citricultura brasileira deve produzir cerca de 320 milhões de caixas na safra 2024/25, volume ainda abaixo de patamares históricos, em um cenário marcado por oferta ajustada e forte demanda internacional.

O Brasil mantém liderança global no mercado de suco de laranja, respondendo por cerca de 70% a 75% do comércio mundial. Esse protagonismo, no entanto, convive com desafios estruturais, especialmente o avanço do greening, principal problema fitossanitário da cultura, que segue exigindo manejo intensivo e soluções integradas.

A programação técnica da Semana da Citricultura deve concentrar discussões sobre controle da doença, novos materiais genéticos, monitoramento digital e uso de bioinsumos. A proposta é transformar pesquisa em ferramenta prática de decisão, em um ambiente onde produtividade e longevidade dos pomares estão diretamente ligadas ao nível tecnológico adotado.

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Paralelamente, a Expocitros amplia o espaço para inovação. Temas como automação, inteligência artificial, rastreabilidade e gestão ganham peso na programação, refletindo a mudança no perfil do setor, cada vez mais orientado por dados e eficiência.

A sustentabilidade também entra no centro do debate. Pressões por certificação, redução de carbono e uso eficiente de recursos naturais passaram a influenciar o acesso a mercados e a formação de preços, ampliando a exigência sobre o produtor.

Coordenada pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), a estrutura de pesquisa paulista reúne instituições como o Instituto Agronômico (IAC), Instituto Biológico (IB) e Instituto de Economia Agrícola (IEA), formando a base científica que sustenta a evolução da citricultura no Estado.

Mais do que uma feira, a Expocitros se consolida como ponto de convergência entre ciência e mercado, em um momento em que o setor precisa combinar recuperação produtiva com gestão de risco para manter competitividade no cenário global.

Fonte: Pensar Agro

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