AGRONEGÓCIO

OVOS/CEPEA: Valores seguem estáveis há quase um mês

Cepea, 6/6/2022 – As cotações dos ovos comerciais iniciaram o mês de junho praticamente estáveis na maioria das praças acompanhadas pelo Cepea, cenário que vem sendo observado desde o dia 5 de maio. Segundo colaboradores do Cepea, a maior facilidade no controle da oferta, principalmente devido às temperaturas mais baixas nas regiões produtoras, tem garantido sustentação aos preços, principalmente nos períodos de menor demanda, como no encerramento do último mês. Vale ressaltar que, no fim de maio, vendedores passaram a conceder descontos para garantir a liquidez da proteína, enquanto nos períodos de maior procura, esses agentes permanecem firmes nos valores pedidos. De 26 de maio a 2 de junho, o preço do ovo branco tipo extra, para retirada (FOB) em Bastos (SP), não teve alteração, fechando a R$ 144,65 por caixa com 30 dúzias no dia 2. Para o produto posto (CIF) no Rio de Janeiro (RJ), as cotações subiram 0,9% na semana, atingindo R$ 153,72/cx no dia 2. Quanto aos ovos vermelhos comercializados nas mesmas regiões, a movimentação dos preços foi similar: estabilidade na praça paulista e alta de 0,5% na capital carioca, cotados, respectivamente, a R$ 161,95/cx e a R$ 171,54/cx no dia 2. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

Leia Também:  VBP agropecuário cresce 11% com o café atingindo faturamento recorde
Fonte: CEPEA

Propaganda

AGRONEGÓCIO

Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

Leia Também:  Em feira de alimentos, CNA destaca avanço da produção rural no Brasil

O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

Leia Também:  Petrobras anuncia nova redução no preço do diesel

A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA