AGRONEGÓCIO

Novas turmas dos Cursos Técnicos em Agronegócio e Zootecnia iniciam nos polos de SC


O Curso Técnico em Agronegócio da Rede e-Tec Brasil iniciou três novas turmas no último fim de semana nos polos de Santa Catarina: Seara, São Joaquim e Araranguá. Já no polo de Campos Novos começou uma turma do Curso Técnico em Zootecnia. A iniciativa é do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Santa Catarina (Senar), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faesc), em parceria com os Sindicatos Rurais dos municípios.  

As aulas inaugurais contaram com a presença de representantes do Senar/SC, dos presidentes dos Sindicatos Rurais e lideranças locais. O superintendente do Senar/SC Gilmar Zanluchi esteve presente no evento de Seara, acompanhado pelo supervisor regional Helder Jorge Barbosa, e destacou a alegria em iniciar uma nova turma.  Aproveitou o momento para incentivar os alunos a aproveitarem as aulas da melhor forma, pois a grade curricular é de alta qualidade e vem formando excelentes profissionais no Estado. “A formação foi estruturada para especializar produtores na gestão dos estabelecimentos rurais e oportuniza a prática profissional por meio de visitas técnicas realizadas em propriedades, empresas e outras organizações do agronegócio”, frisou.

Leia Também:  Comissão aprova securitização de dívidas para produtores atingidos por desastres climáticos

O presidente do Sindicato Rural de Seara Valdemar Zanluchi expressou satisfação porque essa nova turma, formada por 30 alunos, marca o retorno às aulas presenciais. “O curso é muito importante, pois permite o desenvolvimento de habilidades tanto para quem atua em sua própria propriedade quanto para quem procura oportunidades profissionais com melhores ganhos em outras empresas ou entidades. Espero que todos tenham êxito e sucesso”.

O prefeito de Seara Edemilson Canale prestigiou o evento juntamente com a secretária de Educação Fabiana Mariani e enalteceu a participação jovens na formação destacando que após concluírem o curso técnico poderão iniciar a graduação na Faculdade CNA, também no polo de Seara.

Em Campos Novos a aula inaugural, realizada em uma sala cedida pela Prefeitura, contou com a presença do supervisor regional Jeam Palavro e do vice-prefeito Gilmar Marco Pereira, que reconheceu a importância do Curso Técnico em Zootecnia para trazer novas oportunidades tanto aos técnicos que serão formados quanto ao município com profissionais qualificados.

Em Araranguá, a abertura da turma do Técnico em Agronegócio contou com a participação da supervisora regional Sueli Silveira Rosa, além de lideranças locais. O primeiro encontro reuniu 27 alunos, autoridades e lideranças do município e região. No polo de São Joaquim, o primeiro dia de aula foi muito elogiado pelos 30 novos alunos que se mostraram com as melhores expectativas em relação ao curso.

Leia Também:  Gripe aviária representa perigo real de prejuízos para o agronegócio

A coordenadora regional do Curso Técnico em Agronegócio, Kátia Zanella, ressaltou que nas próximas semanas serão realizadas aulas inaugurais do Curso Técnico em Agronegócio nos polos de Canoinhas e Fraiburgo. As atividades educacionais são semipresenciais, com os conteúdos a distância disponibilizados na Internet, no material impresso e nas videoaulas, além daqueles ministrados nos encontros presenciais, nos polos de apoio.

O presidente do Sistema Faesc/Senar-SC, José Zeferino Pedrozo, ressaltou a satisfação por contribuir com a qualificação técnica destinada, prioritariamente, a quem atua no campo. Pelo histórico bem-sucedido das diversas turmas já formadas e pelo crescente desenvolvimento do agronegócio no Estado, temos a certeza de que os alunos que estão iniciando agora terão grandes oportunidades de crescimento na carreira, além de contribuírem também para o desenvolvimento do setor”. 

Fonte: CNA Brasil

Propaganda

AGRONEGÓCIO

Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

Leia Também:  Senar-RS dá posse a novos integrantes dos conselhos administrativo e fiscal

O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

Leia Também:  CITROS/CEPEA: Queda na temperatura limita demanda

A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA