AGRONEGÓCIO

Novas instalações da STI reforçam transformação digital no Ministério da Agricultura e Pecuária

Nesta quarta-feira (11), foram inauguradas as novas instalações da Subsecretaria de Tecnologia da Informação da Secretaria-Executiva do Ministério da Agricultura e Pecuária (STI/Mapa). O novo espaço tem como objetivo estratégico promover a resiliência, a segurança da informação e a adequação do parque computacional do Mapa, além de estimular a inovação e a transformação digital.

Durante o descerramento da placa de inauguração, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a importância dos avanços digitais promovidos pela Subsecretaria.

“Eu sempre me preocupei em deixar um legado, e é isso que estamos construindo. Agora há algo concreto que vai permanecer. Coloquei como propósito modernizar os sistemas e levar, de fato, este Ministério para a era digital. Não era concebível continuar emitindo certificados em papel. Não é compatível com uma agropecuária desse tamanho, altamente exportadora, pagar estadia de navio à espera de um certificado físico”, ressaltou o ministro.

O novo ambiente foi projetado para fomentar a colaboração, a integração entre as equipes e a eficiência operacional. Para o subsecretário Camilo Mussi, trata-se de um espaço para dar continuidade ao trabalho que começou com grandes entregas.

“A transformação que estamos celebrando hoje não começou com a reforma, mas sim com entregas. Nos últimos anos, ajudamos a colocar de pé e a acelerar soluções que impactam diretamente a credibilidade do Ministério e do Brasil, como os Certificados Sanitários Nacionais (CSN), emitidos eletronicamente desde abril de 2024; os certificados fitossanitários eletrônicos (ePhyto); e o registro de estabelecimentos de origem animal.”

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Atualmente, a STI conta com aproximadamente 250 servidores e colaboradores e é responsável pelo provimento de serviços de tecnologia da informação e comunicação a três ministérios: o próprio Mapa, abrangendo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as 27 Superintendências Federais de Agricultura e os seis Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária; o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA); e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).

Ainda durante a inauguração, a Subsecretaria homenageou servidores e colaboradores com mais de 20 anos de atuação no Ministério e na área, em reconhecimento à dedicação e à relevante contribuição ao serviço público.

Entre os homenageados está o Sr. Dilson de Almeida, que neste ano completa 50 anos de serviços prestados ao Ministério. “A transformação que houve nesses três anos foi muito significativa, principalmente para mim, que acompanho essa área há tanto tempo. Já houve algumas melhorias ao longo dos anos, mas nada no volume e na velocidade que vemos hoje”, afirmou o servidor, que relata com orgulho sua participação na automatização do sistema ePhyto.

Já Benedita Gomes é servidora do Mapa desde 1994, quando ingressou ainda jovem, e desde então construiu uma longa trajetória na instituição. Com 30 anos dedicados à área de tecnologia da informação, ela agradeceu o reconhecimento.

“Fiz amigos, participei de grandes entregas e desenvolvi sistemas importantes para a sociedade e para o país. Hoje completo 30 anos na área de tecnologia da informação, e essa placa representa um reconhecimento muito importante”, relatou.

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AVANÇOS

A reforma não é apenas estrutural, mas simbólica, representando o compromisso da gestão em prover um ambiente de trabalho produtivo, capaz de suportar as demandas críticas das cadeias produtivas agropecuárias do Brasil.

Foram entregues 22 novos sistemas, com destaque para a implementação da assinatura eletrônica para a emissão dos Certificados Sanitários Nacionais (CSN), utilizados no trânsito de produtos de origem animal destinados à exportação. A iniciativa, adotada em abril de 2024, aumentou a eficiência, a rastreabilidade e a segurança no processo de certificação. Desde então, o sistema já registrou a emissão de 200 mil CSNs.

Para os auditores fiscais federais agropecuários, especialmente médicos-veterinários, a novidade eliminou a necessidade de imprimir, carimbar e assinar fisicamente centenas de certificados diariamente, tornando o trabalho mais rápido e menos burocrático. Para as empresas, o acesso imediato ao documento eletrônico simplificou o processo e facilitou sua apresentação às autoridades fiscais no Brasil e no exterior.

Outro avanço relevante foi a expansão do módulo de emissão de certificados fitossanitários eletrônicos (ePhyto), que moderniza e agiliza as exportações brasileiras de produtos de origem vegetal. O sistema permite a transmissão segura e autenticada das informações de certificação entre as organizações fitossanitárias dos países exportadores e importadores. Desde o início da implementação, em fevereiro, já foram emitidos 60 mil ePhytos.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Preço mínimo do algodão sobe para R$ 119,13 por arroba

Com uma produção estimada em 4,06 milhões de toneladas de pluma e apenas 8,1% das lavouras colhidas, o algodão brasileiro entra na fase decisiva da safra 2025/26 com perspectivas de oferta elevada e forte dependência do mercado externo. Nesse cenário, o governo reajustou em 3,82% o preço mínimo que servirá de referência para a comercialização da próxima temporada.

A Portaria nº 934, publicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, elevou o preço mínimo do algodão em pluma de R$ 114,58 para R$ 119,13 por arroba. O valor será aplicado à safra 2026/27, com períodos de vigência diferentes conforme a região produtora.

No Centro-Oeste, em Minas Gerais e no oeste da Bahia, onde está concentrada a maior parte da produção nacional, o novo preço valerá entre maio de 2027 e abril de 2028. No Sul e no Sudeste, com exceção de Minas Gerais, a vigência começará em março de 2027. Nas demais áreas do Norte e do Nordeste, a referência entrará em vigor em julho do próximo ano.

O governo também aumentou o preço mínimo do algodão em caroço, de R$ 45,83 para R$ 47,65 por 15 quilos. Para o caroço de algodão, utilizado principalmente na alimentação animal e na fabricação de óleo, o valor passou de R$ 6,73 para R$ 7,15, alta de 6,24%.

Os preços integram a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). Na prática, funcionam como referência para eventuais operações públicas de apoio à comercialização quando as cotações ficam abaixo do patamar estabelecido. A existência do preço mínimo, porém, não significa que o governo comprará automaticamente a produção. As intervenções dependem de regulamentação, disponibilidade de recursos e decisão das autoridades econômicas.

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A atualização ocorre enquanto os produtores começam a retirar do campo uma das maiores safras de algodão da história. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) calcula que foram semeados 2,02 milhões de hectares na temporada 2025/26, redução de 3,2% em relação ao ciclo anterior.

Mesmo com a área menor, a produtividade média da pluma deve aumentar 2,8%, para 2.011 quilos por hectare. A produção está estimada em 4,06 milhões de toneladas, apenas 0,5% abaixo do recorde de 4,08 milhões de toneladas registrado na safra passada.

O trabalho de colheita ainda está no começo nos principais Estados produtores. O Paraná já encerrou as atividades e São Paulo se aproxima do fim, enquanto Mato Grosso, responsável pela maior parcela da oferta brasileira, iniciou a retirada dos primeiros talhões. Na Bahia, segunda maior produtora, áreas de sequeiro já estão sendo colhidas, enquanto parte das lavouras irrigadas permanece em desenvolvimento.

Até o levantamento mais recente, 8,1% da área nacional havia sido colhida. Outros 78,4% das lavouras estavam em maturação e 13,5% ainda se encontravam na fase de formação das maçãs. Chuvas registradas entre maio e junho aumentaram a atenção para doenças e qualidade da fibra em algumas regiões, mas a Conab não identificou, até agora, perdas expressivas no rendimento nacional.

O tamanho da colheita reforça a importância das exportações para a sustentação dos preços. A Conab projeta embarques de 3,38 milhões de toneladas de pluma, volume equivalente a mais de 80% da produção estimada para a temporada. Parte desses embarques também poderá ser atendida pelos estoques acumulados de safras anteriores.

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Nos oito primeiros dias úteis de julho, o Brasil exportou 66,4 mil toneladas. A média diária ficou 55,5% acima da registrada no mesmo período de 2025, segundo acompanhamento da Conab. No mercado interno, compradores ainda aguardam a entrada de volumes maiores da nova safra antes de ampliar as negociações.

As cotações permanecem acima do preço mínimo atualmente vigente. Na semana encerrada em 10 de julho, a pluma foi negociada, em média, a R$ 128,35 por arroba em Mato Grosso e a R$ 136,67 na Bahia. A diferença oferece alguma proteção neste início de colheita, mas pode diminuir caso o avanço da oferta pressione o mercado ou as exportações percam ritmo.

O avanço da produção colocou o Brasil na terceira posição entre os maiores produtores mundiais, atrás apenas de China e Índia. No comércio internacional, o país ocupa a liderança e deve permanecer como o maior exportador global de algodão, à frente dos Estados Unidos, conforme as projeções do Departamento de Agricultura norte-americano.

A posição conquistada amplia as oportunidades, mas também deixa a renda do produtor mais exposta ao câmbio, às cotações internacionais e ao comportamento dos compradores asiáticos. Em uma safra superior a 4 milhões de toneladas, o novo preço mínimo representa uma referência de proteção, mas a capacidade de escoar a produção continuará sendo decisiva para as cotações recebidas no campo.

Fonte: Pensar Agro

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