AGRONEGÓCIO

Na Alemanha, Mapa participa de evento preparatório para COP 30

Em preparação para a COP 30, representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participaram, de 16 a 19 de junho, em Bonn, na Alemanha, da 62ª sessão dos Órgãos Subsidiários da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC SB62), que reúne mais de 5 mil delegados governamentais e stakeholders para discutir questões cruciais relacionadas à mudança climática. As decisões tomadas nesses encontros podem ter impactos significativos na agricultura, especialmente em regiões mais vulneráveis a essas mudanças.

Dentre os temas discutidos no encontro da UNFCCC SB62 estiveram os avanços nas negociações dos indicadores de adaptação aos efeitos da mudança do clima, a promoção de uma transição justa, a mobilização para incentivar os financiamentos climáticos e a preparação das decisões para a Conferência das Partes (COP30), em Belém (PA).

De acordo com o diretor do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação, Bruno Brasil, “a participação ativa da delegação do Mapa nas negociações multilaterais da Convenção do Clima (UNFCCC) é fundamental para o posicionamento estratégico da agricultura brasileira e a defesa dos interesses nacionais”.

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A agricultura e a segurança alimentar na pauta

Entre as atividades da SB62 que tiveram a participação do Mapa, destacou-se o primeiro workshop do Grupo de Trabalho Conjunto de Sharm El Sheikh, principal evento no âmbito das negociações sobre agricultura, ocorrido em 17 de junho. Estabelecido na COP27, em 2023, o evento teve como objetivo promover a segurança alimentar, estimular ações para acabar com a fome e abordar as vulnerabilidades dos sistemas de produção de alimentos frente às mudanças climáticas em todo o mundo.

Durante a participação brasileira no workshop, foi enfatizada a necessidade de priorizar medidas de adaptação aos efeitos da mudança do clima e construção de resiliência na agricultura, posicionando o agro brasileiro como modelo de produção tropical sustentável.

No dia 16 de junho, a inciativa Food and Agriculture for Sustainable Transformation Partnership (Parceria FAST), da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), realizou reunião com representantes de diversos países, sob a co-presidência do Azerbaijão, Brasil e Egito. Neste encontro foram discutidos temas relativos aos mecanismos de financiamento climático para agricultura e o apoio à agenda de ação da presidência da COP30 focada na recuperação de áreas degradadas e na segurança alimentar.

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A delegação do Mapa participou, ainda, do evento oficial “Produção pecuária sustentável e resiliente para transformação do sistema alimentar e ação climática”, co-organizado pelo Instituto Internacional de Pesquisa Pecuária (ILRI), os Ministérios da Agricultura do Quênia e Brasil e de representantes da academia e sociedade civil. No evento, os participantes puderam conhecer estruturas e políticas públicas desenvolvidas no Brasil, dentre elas o Plano Setorial para Agropecuária de Baixa emissão de Carbono Brasileira (ABC+) e o Programa Caminho Verde Brasil, que promovem a transição para sistemas pecuários mais sustentáveis e resilientes.

Pelo Mapa, estiveram presentes também, o coordenador-geral de Mudanças do Clima e Desenvolvimento Sustentável, Jorge Caetano, o fiscal agropecuário, Luís Rangel, e o adido Agrícola na Alemanha, Eduardo Sampaio, além dos pesquisadores da Embrapa Marcelo Morandi e Gustavo Mozzer.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Zarc do milho é atualizado com nova classificação de solos e séries climáticas

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura do milho grão foi atualizado. As portarias com os novos zoneamentos foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (10).

A atualização contempla revisão da classificação dos solos por capacidade de água disponível e atualização das séries históricas do clima. As alterações refletem, sobretudo, a crescente variabilidade climática e o aumento da frequência de ocorrência de eventos extremos nos últimos anos, como secas e excesso de chuvas. 

Para o cálculo do risco são utilizadas séries de 30 anos de dados meteorológicos, incluindo temperaturas máxima, mínima e média, precipitação e evapotranspiração de referência. Também são considerados parâmetros relacionados à cultura e às características dos solos.

Classes de águas disponíveis 

O estudo passa a utilizar seis classes de água disponível no solo, que variam de AD1 (baixa retenção) a AD6 (alta retenção de água), substituindo a classificação anteriormente baseada em três grupos de solos.

Segundo pesquisadores da Embrapa responsáveis pelos estudos do Zarc, a classificação por água disponível permite caracterizar de forma mais detalhada as condições dos diferentes ambientes de produção. A capacidade de armazenamento de água depende das características físicas do solo e não apenas de sua textura.

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Base climática

A atualização também incorpora novos dados meteorológicos às séries históricas utilizadas nos estudos, incluindo informações de chuva e temperatura provenientes de um número ampliado de estações meteorológicas.

As informações são utilizadas na definição das épocas de semeadura com menor risco climático para a cultura, considerando as condições observadas nas diferentes regiões produtoras do país.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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