AGRONEGÓCIO

Ministro Carlos Fávaro reforça intenção de parceria Brasil e Angola na produção de alimentos

No segundo dia da Missão da Agropecuária Brasileira em Angola, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, junto com o secretário de Estado de Agricultura e Pecuária de Angola, Castro Paulino Camarada, visitaram a Companhia de Bioenergia de Angola (Biocom), única usina de processamento de cana-de-açúcar do país, localizada em Cacuso, na província de Malanje.

O empreendimento é destinado à produção de açúcar cristal branco para o consumo interno em Angola e conta conta brasileiros atuando na linha de frente. O governo angolano está investindo em parcerias internacionais para reforçar a produção de alimentos interna.

“Em Angola é possível se produzir com altíssima tecnologia e também alcançar resultados exitosos. Por determinação do presidente Lula, vamos reforçar as parcerias entre Brasil e Angola dando seguimento aos acordos de cooperação e transferência tecnológica”, declarou o ministro após a visita técnica da delegação brasileira.

Em Malanje, a comitiva do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) também realizou uma visita técnica na Fazenda Pipe. A propriedade começou a ser implantada há 15 anos e conta com 8810 hectares com foco na produção de milho, soja e feijão.

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Com altitude de 1100 metros e clima tropical, a região de Malanje possui solo fértil, de terra vermelha, e muitas similaridades com as características brasileiras.

Composta por cerca de 30 empresários, a missão da agropecuária brasileira em Angola segue no país até 10 de maio, realizando visitas técnicas para troca de conhecimento sobre o sistema produtivo de alimentos, fibras e energias renováveis.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

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O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

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A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

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