AGRONEGÓCIO

Ministro André de Paula recebe presidente da Indústria Brasileira de Árvores

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, reuniu-se, nesta quarta-feira (6), com o presidente-executivo da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), Paulo Hartung, para a apresentação de um panorama dos principais temas do setor agroindustrial, abrangendo áreas como comércio internacional, defesa vegetal e ambiente regulatório e legislativo.

A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) é a entidade responsável pela representação institucional da cadeia produtiva de árvores plantadas, do campo à indústria, reunindo mais de 50 empresas e nove entidades estaduais do setor florestal.

Durante o encontro, o diretor de Relações Internacionais da Ibá, José Carlos da Fonseca, destacou a importância do alinhamento entre o setor e o Ministério em pautas voltadas ao desenvolvimento da atividade. “Nosso setor é expressivo dentro da agroindústria: cultivamos florestas com finalidade industrial para a produção de diversos bioprodutos, como celulose, papel, painéis de madeira e biomassa energética para siderurgia”, afirmou.

Um dos pontos destacados durante a reunião foi a exportação de celulose, segmento em que o Brasil ocupa posição de liderança global, sendo o maior exportador e o segundo maior produtor mundial. O país também é o sexto maior produtor de papel e está entre os dez maiores produtores de painéis de madeira. Em 2025, segundo a entidade, o setor exportou mais de US$ 15 bilhões, com baixo volume de importações, e gera mais de 2 milhões de empregos.

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O diretor ressaltou, ainda, que a associação conta com empresas associadas dedicadas à restauração florestal com espécies nativas. “Atuamos tanto com florestas plantadas, em um sistema produtivo silvicultural, quanto com áreas preservadas e restauradas nos biomas brasileiros”, afirmou.

O encontro também foi uma oportunidade para reforçar, junto ao ministro, as principais pautas do setor e agradecer pela atenção constante da equipe técnica do Mapa.

Também participaram da reunião a assessora especial Sibelle Andrade e o assessor especial Pedro Cunto.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Zarc do milho é atualizado com nova classificação de solos e séries climáticas

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura do milho grão foi atualizado. As portarias com os novos zoneamentos foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (10).

A atualização contempla revisão da classificação dos solos por capacidade de água disponível e atualização das séries históricas do clima. As alterações refletem, sobretudo, a crescente variabilidade climática e o aumento da frequência de ocorrência de eventos extremos nos últimos anos, como secas e excesso de chuvas. 

Para o cálculo do risco são utilizadas séries de 30 anos de dados meteorológicos, incluindo temperaturas máxima, mínima e média, precipitação e evapotranspiração de referência. Também são considerados parâmetros relacionados à cultura e às características dos solos.

Classes de águas disponíveis 

O estudo passa a utilizar seis classes de água disponível no solo, que variam de AD1 (baixa retenção) a AD6 (alta retenção de água), substituindo a classificação anteriormente baseada em três grupos de solos.

Segundo pesquisadores da Embrapa responsáveis pelos estudos do Zarc, a classificação por água disponível permite caracterizar de forma mais detalhada as condições dos diferentes ambientes de produção. A capacidade de armazenamento de água depende das características físicas do solo e não apenas de sua textura.

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Base climática

A atualização também incorpora novos dados meteorológicos às séries históricas utilizadas nos estudos, incluindo informações de chuva e temperatura provenientes de um número ampliado de estações meteorológicas.

As informações são utilizadas na definição das épocas de semeadura com menor risco climático para a cultura, considerando as condições observadas nas diferentes regiões produtoras do país.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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