AGRONEGÓCIO

Ministro André de Paula recebe ex-ministra Kátia Abreu e presidente de grupo angolano para tratar de cooperação no agro

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu nesta quarta-feira (6) a ex-ministra da Agricultura Kátia Abreu, que acompanhou o presidente um dos principais conglomerados agroindustriais da África Subsaariana, Nelson Carrinho, em reunião para tratar de oportunidades de cooperação e investimentos no setor agropecuário brasileiro.

Também participaram do encontro o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, e a assessora especial do Mapa, Sibelle Andrade.

Durante a reunião, Nelson Carrinho apresentou o plano de expansão internacional do grupo, que prevê investimentos no Brasil com a criação de uma base de atuação próxima aos produtores rurais, além de investimentos em armazenagem e comercialização.

“O Brasil é uma referência global em agricultura e inovação. Estamos abertos a iniciativas que ampliem investimentos e promovam cooperação técnica, fortalecendo o agro brasileiro”, afirmou o ministro André de Paula.

O empresário também manifestou interesse em ampliar a cooperação com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), especialmente na área de transferência de tecnologia e intercâmbio de conhecimento aplicado ao desenvolvimento agrícola.

“Queremos construir uma presença sólida no país, desde a base produtiva até a distribuição internacional, além de aprofundar a parceria com a Embrapa, que é fundamental para transformar a agricultura em diferentes regiões do mundo”, destacou Nelson Carrinho.

Leia Também:  Em Primavera do Leste (MT), ministro Fávaro participa de entregas do Minha Casa, Minha Vida

A agenda reforça o interesse mútuo no fortalecimento das relações entre Brasil e Angola no setor agropecuário, com foco em inovação, segurança alimentar e ampliação de oportunidades de negócios entre os dois países.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Propaganda

AGRONEGÓCIO

Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

Leia Também:  Pequenos produtores vão receber bônus do Programa de Garantia de Preços

O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

Leia Também:  Em Primavera do Leste (MT), ministro Fávaro participa de entregas do Minha Casa, Minha Vida

A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA