AGRONEGÓCIO
MANDIOCA/CEPEA: Produção de fécula cresce pelo segundo ano consecutivo no Brasil
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Cepea, 12/05/2022 – A produção de fécula nativa de mandioca cresceu 20% em 2021, totalizando 636,21 mil toneladas, o maior volume em cinco anos (em 2016, foram 657,1 mil toneladas). Esses são resultados do levantamento anual realizado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Abam (Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca), que mapeia e caracteriza a indústria e mensura a produção de fécula e sucedâneos no Brasil.
Mesmo com o crescimento da produção, os preços de fécula subiram 24,1% em 2021 frente ao ano anterior – no caso da raiz de mandioca, a valorização foi ainda maior, de 28,3% na mesma comparação. Assim, o Valor Bruto da Produção da fécula nativa avançou 48,9%, em termos nominais, totalizando R$ 1,76 bilhão. Entretanto, a inflação medida pelo IGP-DI no período foi de 27,3%, e, com isso, o crescimento real do VBP foi de 17%.
Os dados levantados pelo Cepea também apontaram importantes crescimentos das produções de produtos a partir da fécula. Vale ressaltar que algumas empresas produzem a fécula, mas não a comercializam na forma nativa. Assim, além da oferta já citada, é preciso considerar, também, importantes volumes que foram transacionadas em forma de amidos modificados, misturas para pão de queijo, polvilho doce, polvilho azedo e tapioca. Em conjunto, a oferta e transações desses produtos aumentaram 36% entre 2020 e 2021.
Do lado do consumo de fécula e outros derivados, os setores em destaque em 2021 foram o de massas, biscoitos e panificação (sendo destino de 27% das vendas totais), seguidos pelo atacado (19,9% do total), tapioca semi-pronta (8,7%), frigoríficos (6,7%), papel e papelão (6,4%), outras fecularias (5%), varejista (4,2%) e indústrias químicas (1,3%). Os outros 20,6% da produção total não tiveram destinos relatados pelas empresas consultadas pelo Cepea.
No front externo, segundo dados da Secex, foram 40,9 mil toneladas de fécula exportadas pelo Brasil em 2021. No levantamento do Cepea, 31,3% das empresas indicaram ter embarcado o produto, resultado da maior disponibilidade e de preços competitivos frente a outros players mundiais.
As unidades industrias consultadas pelo Cepea e pela Abam sinalizaram que, diante das expressivas oscilações na oferta ao longo dos anos, estas devem reforçar com o processo de verticalização do setor. Assim, deve haver incremento na utilização da raiz oriunda de áreas da própria empresa e/ou de seus sócios, de áreas arrendadas pela própria unidade industrial e adquiridas por meio contratos com terceiros.
DADOS – Para levantar informações sobre a produção de fécula no Brasil, o Cepea e a Abam tiveram acesso a dados repassados por 81 fecularias espalhadas em 60 municípios do País. Na totalidade, as unidades industriais consultadas têm capacidade para esmagar mais de 21,5 mil toneladas de mandioca diariamente. O Paraná concentrou 65% desta capacidade diária, Mato Grosso do Sul, 19,8%, São Paulo, 8,9%, e Santa Catarina, Alagoas, Bahia e Pernambuco, juntos, 6,1%.
ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre as pesquisas do Cepea a respeito do mercado de mandioca, clique aqui. Contatos: (19) 3429-8836 ou 8837 e [email protected] . Responsáveis: Pesquisadores Lucilio Alves e Fábio Isaias Felipe.
AGRONEGÓCIO
Brasil e Guatemala fortalecem parceria agropecuária ao celebrarem 50 anos de cooperação
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Alimentação da Guatemala (MAGA) assinaram, nesta quarta-feira (3), na Cidade da Guatemala, um Memorando de Entendimento (MoU) para fortalecer a cooperação bilateral em áreas estratégicas para o desenvolvimento agropecuário.
A assinatura do documento marca os 50 anos de cooperação entre Brasil e Guatemala e amplia a atuação conjunta em temas como pesquisa agropecuária, inovação tecnológica, sanidade animal e vegetal, recursos genéticos, bioinsumos, agricultura regenerativa, recuperação de solos, capacitação técnica, promoção de investimentos e facilitação do comércio agropecuário.
A agenda integra a missão oficial do Mapa à América Central, liderada pelo secretário-executivo, Cleber Soares, e também representa a retribuição da visita realizada recentemente pela ministra da Agricultura, Pecuária e Alimentação da Guatemala, María Fernanda Rivera Dávila, ao Brasil. Na ocasião, foram fortalecidos os entendimentos bilaterais e avançadas pautas de interesse comum, incluindo a habilitação de seis plantas frigoríficas brasileiras de carne bovina para exportação ao mercado guatemalteco.
Durante a reunião bilateral, as delegações identificaram oportunidades para ampliar a cooperação entre instituições brasileiras e guatemaltecas, com destaque para o intercâmbio de conhecimentos em manejo sustentável de solos, bioinsumos, agricultura resiliente às mudanças climáticas, monitoramento agroclimático e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade agrícola.
O Memorando de Entendimento também prevê a criação de mecanismos permanentes de coordenação entre os ministérios, incluindo grupo de trabalho conjunto, intercâmbio de especialistas, realização de missões técnicas, capacitações e desenvolvimento de projetos de interesse comum.
A Guatemala manifestou interesse em aprofundar a cooperação com o Brasil em áreas como o melhoramento genético de pescado e de bovinos, com o objetivo de promover o desenvolvimento da pecuária e ampliar a transferência de tecnologia. Durante as discussões, o governo guatemalteco reconheceu a experiência brasileira como referência internacional em inovação agropecuária e solicitou apoio para ações voltadas ao aprimoramento genético e ao fortalecimento do rebanho bovino do país.
As delegações também discutiram temas relacionados à ampliação do comércio agropecuário bilateral, incluindo avanços em processos sanitários para produtos de origem animal e oportunidades para fortalecer as relações comerciais entre os dois países.
A programação incluiu ainda uma reunião estratégica no Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), na Cidade da Guatemala. Durante o encontro, foram discutidas oportunidades de cooperação regional em temas como bioinsumos, cafeicultura, agricultura sustentável, adaptação às mudanças climáticas, genética animal e fortalecimento institucional.
As discussões ampliaram as perspectivas de atuação conjunta entre Brasil, Guatemala e organismos internacionais para o desenvolvimento de iniciativas voltadas à inovação, à sustentabilidade e ao fortalecimento da agricultura na região.
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