AGRONEGÓCIO
Imea prevê preços do boi gordo mais estável em 2024
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) prevê que o ciclo pecuário em Mato Grosso pode ter preços do boi gordo mais estáveis no próximo ano, de acordo com projeções e análises do setor. Em 2023, o estado enfrentou um período de preços baixos, considerado o mais significativo dessa fase do ciclo.
As expectativas para 2024 apontam para uma nova etapa do ciclo pecuário, com preços mais equilibrados e com tendência de alta. Isso acontece porque a quantidade de fêmeas abatidas permanece acima da média histórica. Com muitas matrizes abatidas nos últimos dois anos, é esperada uma menor quantidade de animais para reposição no mercado durante o segundo semestre de 2024. Como resultado, espera-se uma recuperação nos preços nesse período.
No cenário das exportações, há boas perspectivas com a autorização de novas plantas para exportação, especialmente para a China, além da abertura de novos mercados. Essa expansão pode influenciar positivamente a demanda e, consequentemente, os preços.
Contudo, os pecuaristas precisam estar atentos aos possíveis impactos da redução na produção de grãos em Mato Grosso devido ao El Niño. Isso pode aumentar os preços de commodities como soja e milho. Além disso, as mudanças climáticas podem afetar a qualidade das pastagens, prejudicando sua capacidade de suporte e influenciando o processo de engorda de bovinos a pasto.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Agro responde por mais de 65% das exportações do estado
O agronegócio de Santa Catarina fechou 2025 com crescimento consistente, sustentado pela combinação de maior produção e preços mais firmes ao longo do ano. O Valor da Produção Agropecuária (VPA) alcançou R$ 74,9 bilhões, avanço de 15,1% em relação a 2024, segundo levantamento do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa), da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).
O resultado reflete alta de 6,3% nos preços médios recebidos pelos produtores e aumento de 9,5% no volume produzido. Na prática, o desempenho foi puxado por culturas e atividades com bom comportamento simultâneo de oferta e mercado, como milho, maçã, tabaco, soja, bovinos e suínos, favorecidos por condições climáticas mais regulares ao longo do ciclo.
No comércio exterior, o setor manteve peso predominante na economia catarinense. As exportações do agro somaram US$ 7,9 bilhões — o equivalente a cerca de R$ 41,5 bilhões, considerando câmbio próximo de R$ 5,25 —, com crescimento de 5,8% sobre o ano anterior. O segmento respondeu por mais de 65% das vendas externas do estado, consolidando sua relevância na geração de divisas.
Apesar do avanço, o boletim técnico aponta que o desempenho poderia ter sido mais robusto não fosse a elevação de tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros a partir do segundo semestre, o que afetou parte dos embarques.
No campo, a melhora dos indicadores agregados não se traduziu de forma uniforme na renda do produtor. O estudo destaca que, no período pós-pandemia, a volatilidade de preços passou a ter impacto mais direto sobre a rentabilidade do que as variações climáticas. Entre 2021 e 2025, oscilações de mercado influenciaram de maneira mais intensa o resultado econômico de culturas como arroz, cebola e alho.
Esse movimento fica evidente no conceito de “ponto de nivelamento”, indicador que define o patamar mínimo de preço e produtividade necessário para cobrir os custos de produção. Segundo a análise, culturas como soja e alho operam com maior margem de segurança, enquanto arroz e cebola apresentam menor folga, tornando-se mais sensíveis a quedas de preço ou perdas de produtividade.
O levantamento também indica que, mesmo em um cenário de crescimento, a gestão de risco se torna cada vez mais central para a atividade. A combinação entre custos, preços e produtividade passa a determinar, com mais precisão, a sustentabilidade econômica das propriedades.
Os dados consolidados de 2025 estão disponíveis no Observatório Agro Catarinense, plataforma que reúne indicadores da agropecuária estadual e acompanha a evolução do setor.
Fonte: Pensar Agro
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