AGRONEGÓCIO
Entrega de máquinas do Mapa beneficia assentamentos e municípios de Mato Grosso
Com o objetivo de fomentar a atividade agropecuária e contribuir para a recuperação de solos, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atua na distribuição de máquinas e implementos para estados, consórcios municipais, municípios, cooperativas, associações e assentamentos por meio de diversos programas. Em Mato Grosso, serão realizadas as entregas de dois programas no próximo sábado (14), em Várzea Grande.
Desenvolvido pelo Mapa em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o Programa Estratégico de Fortalecimento Estrutural de Assentamentos Rurais e Sustentabilidade da Agricultura Familiar em Mato Grosso promove a capacitação em associações e cooperativas de assentamentos e o aumento da produtividade com entrega de máquinas, equipamentos, implementos e assistência técnica.
No evento deste sábado serão contemplados os assentamentos Dorcelina Folador, em Várzea Grande, e o assentamento Zé da Paz, localizado no município de Acorizal. Nestes dois assentamentos, o investimento foi de mais de R$ 1,8 milhão.
A cerimônia será realizada a partir das 10h no assentamento Dorcelina Folador. No local, também será inaugurada a usina de energia fotovoltaica do Centro de Formação e Pesquisa Olga Benário Prestes (Cecape). Com capacidade de geração mensal de 14000 KWH, a usina faz parte do rol de equipamentos adquiridos por meio do programa estratégico do Mapa.
Além dos assentamentos, o evento também conta com a entrega de equipamentos do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq) do Mapa para cinco municípios mato-grossenses. O maquinário será destinado às prefeituras de Acorizal, Glória D’Oeste, Pontal do Araguaia, Poxoréu e Santa Rita do Trivelato.
Serviço:
Entrega de Máquinas e Equipamentos do Mapa
Quando: Sábado, 14 de junho
Horário: 10 horas (horário local)
Onde: Assentamento Dorcelina Folador – Várzea Grande/MT
Informação à imprensa
[email protected]
AGRONEGÓCIO
Lideranças alertam que crédito recorde é ineficiente sem juros menores e seguro rural
O anúncio do Plano Safra 2026/27, marcado para a próxima terça-feira (30.06), chega ao produtor rural em meio a um clima de ceticismo. Enquanto o governo federal projeta um volume recorde entre R$ 570 bilhões e R$ 652 bilhões, as lideranças do setor alertam que, em um cenário de juros elevados e margens de lucro espremidas, o montante nominal importa menos do que a efetividade das taxas de equalização. O que o campo busca não é apenas liquidez, mas uma estratégia de sobrevivência que contemple o endividamento acumulado nos últimos ciclos.
Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o plano precisa ir além do anúncio de “recordes” orçamentários. A crítica central das bancadas é que o governo carece de uma visão estrutural de longo prazo: enquanto o custo de capital subiu, a subvenção ao seguro rural foi tratada como variável de ajuste orçamentário. Sem proteção contra intempéries, o crédito acaba financiando o risco, e não a produtividade, perpetuando o ciclo de inadimplência que já preocupa o Banco Central.
A Aprosoja Mato Grosso ecoa o descontentamento com a falta de previsibilidade. Para a entidade, de nada adianta um volume robusto se as linhas de investimento — essenciais para armazenagem e modernização — permanecerem travadas ou de difícil acesso para o médio produtor. O setor produtivo aponta que a paridade de importação e os custos de produção em patamares históricos exigem que o Plano Safra seja, antes de tudo, um instrumento de competitividade internacional, e não uma peça de marketing político que ignora a realidade técnica das fazendas.
Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Engenheiro Agrônomo Isan Rezende (foto), o setor está diante de uma encruzilhada. “O governo insiste em focar no volume total de crédito como se isso, por si só, garantisse a estabilidade da safra, mas esquece que o custo desse dinheiro tornou-se proibitivo para grande parte dos produtores. Não precisamos de um recorde de bilhões disponíveis se as taxas de juros não forem condizentes com a realidade de um setor que, nos últimos dois anos, foi duramente atingido por quebras climáticas sucessivas e pela volatilidade dos preços internacionais. O produtor hoje precisa de fôlego, não de novos passivos impagáveis”, afirmou Rezende.
“O agronegócio não pode ser tratado como um setor auxiliar que recebe atenção apenas quando a balança comercial precisa de socorro. Precisamos que o Plano Safra 2026/27 venha acompanhado de uma política clara de renegociação de dívidas e de um comprometimento real com o Seguro Rural. Sem isso, estamos apenas postergando um colapso financeiro que vai atingir desde o pequeno produtor até a economia das cidades que dependem diretamente do sucesso da nossa safra”, disse Isan.
“A nossa expectativa é de que, no dia 30, o anúncio não seja apenas um conjunto de números desenhado pela Fazenda para cumprir calendário. Queremos ver, de fato, a implementação de uma estratégia que proteja a nossa capacidade de investimento. Se o governo continuar tratando a equalização como um gasto primário e não como o investimento estratégico que é, estaremos condenando o próximo ciclo a uma estagnação perigosa. O agronegócio é o motor que mantém o Brasil respirando, e ele exige o respeito de ser tratado com política econômica técnica, e não com medidas paliativas que não resolvem o gargalo do custo do crédito na ponta”, concluiu o presidente do Instituto do Agronegócio.
Fonte: Pensar Agro
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