AGRONEGÓCIO

CNA participa de lançamento do Plano Nacional de Fertilizantes


Brasília (11/03/2021) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na sexta (11), do lançamento do Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), anunciado pelo Governo Federal em solenidade no Palácio do Planalto. O diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Daniel Carrara, representou o presidente da CNA, João Martins, na cerimônia. Também estiveram presentes o diretor técnico, Bruno Lucchi, e o diretor técnico adjunto, Reginaldo Minaré.

O evento teve a participação do presidente da República, Jair Bolsonaro; da ministra da Agricultura, Tereza Cristina; do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque; do ministro da Economia, Paulo Guedes; e do secretário especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Flávio Rocha.

O PNF traz medidas para os próximos 28 anos e faz parte da estratégia para reduzir a dependência brasileira dos fertilizantes dos outros países. Atualmente, 85% do total desses insumos utilizados no Brasil são importados e a meta do Ministério da Agricultura é reduzir esse percentual para 45% até 2050, além de aumentar a produção nacional.

Leia Também:  Produção de ovos, leite e couro avança no 3º trimestre

Atualmente, o Brasil é o 4ª maior consumidor de fertilizantes, com cerca de 8% do consumo global de fertilizantes, sendo o potássio o principal nutriente utilizado pelos produtores rurais brasileiros (38% do total). Em seguida estão o fósforo (33% do consumo total de fertilizantes) e o nitrogênio, com 29%. Dentre as culturas que mais utilizam fertilizantes estão a soja, o milho e a cana-de-açúcar, somando mais de 73% da demanda nacional, segundo dados do Ministério da Agricultura.

Os fertilizantes adquiridos pelo Brasil vêm principalmente da Rússia, China, Canadá, Marrocos e Belarus. Estados Unidos, Catar, Israel, Egito e Alemanha completam a lista dos 10 maiores exportadores de fertilizantes para o Brasil em 2021, de acordo com dados do Ministério da Economia.

Também foi criado o Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas, órgão consultivo e deliberativo que coordena e acompanha a implementação do Plano Nacional de Fertilizantes.

Assessoria de Comunicação CNA
Foto: Wenderson Araujo
Telefone: (61) 2109-1419
flickr.com/photos/canaldoprodutor
twitter.com/SistemaCNA
facebook.com/SistemaCNA
instagram.com/SistemaCNA
facebook.com/SENARBrasil
youtube.com/agrofortebrasilforte

Fonte: CNA Brasil

Propaganda

AGRONEGÓCIO

Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

Leia Também:  Pesquisa CNA mostra que agronegócio gerou 27% dos empregos em 2023

O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

Leia Também:  Pressionado, governo suspende a lista de espécies invasoras e adia debate sobre tilápia

A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA