AGRONEGÓCIO

Cartilha traz orientações atualizadas sobre energia solar e biogás


O Sistema FAEP/SENAR-PR desenvolveu a cartilha “Energias renováveis no campo”, que será distribuída gratuitamente de forma física aos produtores rurais de todo o Paraná e que já está disponível na versão digital (para acessá-la, clique aqui). O material se consolida como um guia da mini e microgeração de energia, com informações atualizadas sobre energia solar fovoltaica e biogás. Na prática, a publicação fornece subsídios técnicos para ajudar o agricultor e o pecuarista a tomarem decisões relacionadas a investimentos na área energética.

“Todas as atividades agropecuárias podem se beneficiar da geração própria de energias elétrica e térmica a partir de fontes renováveis, como a solar e biogás. No meio rural, as cadeias mais intensivas no uso de energia elétrica para a produção, como avicultura, pecuária de leite, suinocultura e piscicultura, conseguem reduzir custos e, consequentemente, obter retorno mais rápido sobre o investimento adotando sistemas de energia renovável. A economia pode contribuir para o aumento da margem de lucro da atividade, acarretando na sustentabilidade do negócio”, destaca o presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR, Ágide Meneguette.

Leia Também:  Dia das mães deve movimentar 16% do mercado anual de flores no Brasil

Integralmente desenvolvido pelo Sistema FAEP/SENAR-PR, o material é abrangente. Esmiúça a legislação do setor, trazendo suas principais definições e pontos, consolidados pelo recém-sancionado Marco Legal da Geração Distribuída (Lei 14.300/2022). Além disso, a cartilha detalha ações do Sistema FAEP/SENAR-PR, que vêm contribuindo para disseminar a adoção de fontes de renováveis por parte de produtores rurais paranaenses.

A publicação também explica a fundo – inclusive por meio de infográficos detalhados – o funcionamento e as vantagens de usinas fotovoltaicas, nos sistemas on-grid (conectadas à rede da distribuidora de energia) e off-grid (em que a energia é armazenada diretamente em baterias, na propriedade). Do mesmo modo, a cartilha ilustra como se dá a produção de biogás a partir de resíduos orgânicos provenientes da pecuária – como dejetos de animais. O guia também contempla mapas que apontam onde estão as usinas fotovoltaicas e de biogás instaladas no Paraná.

Em outro capítulo, o guia apresenta exemplos concretos de produtores rurais que instalaram usinas fotovoltaicas e/ou de biogás em suas respectivas propriedades, trazendo o volume de energia gerada em cada projeto e o total economizado com a energia elétrica que deixou
de ser consumida. O material traz, ainda, informações atualizadas o Programa Renova Paraná, que estimula a implantação de painéis fotovoltaicos ou de usinas de biogás, por meio da equalização das taxas de juros.

Leia Também:  AÇÚCAR/CEPEA: Vendas continuam fracas, e preço do cristal flutua conforme o tipo
Fonte: CNA Brasil

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

Leia Também:  Aberturas de mercado para o Brasil no Vietnã, em Angola e em El Salvador

O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

Leia Também:  Lideranças do agronegócio apoiam iniciativa de Mato Grosso e criticam imposições europeias

Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA