AGRONEGÓCIO

BNDES lança edital de R$ 100 milhões para aquisição de créditos de carbono

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou nesta terça-feira (30) o segundo edital de Chamada para Aquisição de Créditos de Carbono no Mercado Voluntários, no valor total de R$ 100 milhões para apoiar os projetos de descarbonização da economia. A iniciativa do banco estatal tem como objetivo apoiar o desenvolvimento de um mercado para a comercialização dos títulos de carbono, além de incentivar padrões de qualidade para a condução de projetos. 

Conforme o BNDES, créditos de carbono representam a não emissão de gases do efeito estufa na atmosfera, contribuindo para a preservação do meio ambiente. 

Na chamada, serão contemplados projetos com foco em reflorestamento, redução de emissões por desmatamento e degradação florestal, energia (biomassa e metano) e agricultura sustentável. Os critérios para a seleção envolvem a avaliação do proponente, do projeto e do preço, que pode ser de até R$ 25 milhões. 

O resultado do edital está previsto para ser divulgado no início de novembro.

Tendo em vista que para cumprir a meta do Acordo de Paris, o mercado voluntário de carbono precisaria acrescer mais de 15 vezes até o ano de 2023, o BNDES explica que a negociação dos créditos de carbono é uma maneira das empresas e países alcançarem suas metas de descarbonização. 

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Fonte: AgroPlus

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AGRONEGÓCIO

Zarc do milho é atualizado com nova classificação de solos e séries climáticas

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura do milho grão foi atualizado. As portarias com os novos zoneamentos foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (10).

A atualização contempla revisão da classificação dos solos por capacidade de água disponível e atualização das séries históricas do clima. As alterações refletem, sobretudo, a crescente variabilidade climática e o aumento da frequência de ocorrência de eventos extremos nos últimos anos, como secas e excesso de chuvas. 

Para o cálculo do risco são utilizadas séries de 30 anos de dados meteorológicos, incluindo temperaturas máxima, mínima e média, precipitação e evapotranspiração de referência. Também são considerados parâmetros relacionados à cultura e às características dos solos.

Classes de águas disponíveis 

O estudo passa a utilizar seis classes de água disponível no solo, que variam de AD1 (baixa retenção) a AD6 (alta retenção de água), substituindo a classificação anteriormente baseada em três grupos de solos.

Segundo pesquisadores da Embrapa responsáveis pelos estudos do Zarc, a classificação por água disponível permite caracterizar de forma mais detalhada as condições dos diferentes ambientes de produção. A capacidade de armazenamento de água depende das características físicas do solo e não apenas de sua textura.

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Base climática

A atualização também incorpora novos dados meteorológicos às séries históricas utilizadas nos estudos, incluindo informações de chuva e temperatura provenientes de um número ampliado de estações meteorológicas.

As informações são utilizadas na definição das épocas de semeadura com menor risco climático para a cultura, considerando as condições observadas nas diferentes regiões produtoras do país.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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